Custeio LC Gerencial – mais diferenciais e dados acadêmicos

Custeio LC Gerencial – mais diferenciais e dados acadêmicos

Nova metodologia de custeio que nasceu para atender um antigo anseio dos maiores especialistas mundiais

Esta nova metodologia de custeio nasceu para responder as muitas questões que minhas pesquisas e trabalhos levantaram e para atender um antigo anseio dos maiores especialistas mundiais que consideram obsoletos o uso dos métodos atuais no aspecto gerencial.

Inicio registrando alguns fatos:

– O Custeio Contábil é voltado aos acionistas, aos credores e as autoridades tributárias, na prática se resume a dois métodos: o Custeio Padrão criado no final século XIX e o Custeio Integral criado no inicio do século XX, e se resume aos dois por que a contabilidade de custos presente em qualquer ERP utiliza no Brasil o Custeio Integral, que é o aceito pela legislação brasileira, e nos outros países o Custeio Padrão.

– A contabilidade de custos foi concebida por e para os Contadores o que a torna perfeita para a Contabilidade, porem imperfeita e incompleta para as outras ciências Administração, Economia, Engenharia e Marketing.

– Mesmo estando na era do computador e usando os “modernos” ERP, estes de fato apenas automatizam os mesmos sistemas de custos manuais do início do século XX, tudo fica mais rápido porem “obsoletos no aspecto gerencial”.

– Na tentativa de suprir as crescentes necessidades gerenciais das empresas surgiu a Contabilidade Gerencial que também falha por inúmeros motivos a começar por usar a contabilidade de custos dos ERP.

– Se enquadram na Contabilidade Gerencial os métodos de custeio: ABC (1.985), Direto (1.900), RKW (1.940), UEP (1.938), UEA (século 21) e TDABC (século 21).

– A Contabilidade Gerencial necessita coexistir com o Custeio Contábil já que este é obrigatório e está presente nos ERP.

– Tanto no Custeio Contábil quanto na Contabilidade Gerencial se faz a diferenciação dos gastos em custos e despesas porque os custos integram diretamente o valor dos estoques e as despesas são deduzidas apenas na DRE, assim computam os custos e desconsideram as despesas, sendo que hoje sabemos que existem alguns produtos e/ou nichos de mercado que possuem despesas administrativas até maiores que os da fabricação (ex.: distribuição, propaganda e assistência técnica).

– Nenhum destes métodos serve para subsidiar as decisões gerenciais e muito menos para precificar os produtos, por que:
   . Não conseguem retratar as reais e constantes variações das demandas dos produtos.

   . Não dominam totalmente a dinâmica dos processos produtivos e nem os correlacionam minuciosamente com a formação dos preços dos produtos.

   . Consideram que são os custos que formam os preços quando na verdade é ao contrário.

   . Todos de uma forma ou de outra acabam apenas rateando os custos indiretos bem como as despesas.

   . Consideram erroneamente que o processo de produção proporciona bons produtos 80% do tempo.

   . Não abrangem os gastos se restringindo apenas aos custos alem do que apenas os rateiam.

   . Não usam os quatro (4) tempos existentes nos seus cálculos o que significa abrir mão da Precificação Estratégica Pró-Ativa e também da Excelência em Produtividade, portanto não atuam com a profundidade necessária nas operações fundamentais das empresas o que minimiza e muito a maximização dos resultados líquidos por produto e do mix de produtos.

   . Não integram a produção nas estratégias do negócio.

   . Não identificam claramente a potencialidade real de cada produto.

   . Na tentativa de obter novas vantagens competitivas utilizam velhos e obsoletos conceitos que não retratam as quatro (4) ciências alem de as dissociarem.

Metodologia LC Consultorias de Custeio Gerencial

Desenvolvida no século 21 a Metodologia LC de Custeio Gerencial devidamente registrada na Biblioteca Nacional é composta pelos Métodos LC de: Atualização, Coleta, Custeio, Horas Paradas e Substituição dos Ativos.

Voltada exclusivamente ao aspecto gerencial foi concebida para subsidiar mais e melhor as decisões gerenciais das quatro (4) ciências (Administração, Economia, Engenharia e Marketing), para precificar estrategicamente e pró-ativamente os produtos e para possibilitar a excelência em produtividade integrando as quatro (4) ciências nas estratégias dos negócios, tudo isto por produto e pelo mix de produtos.

A Metodologia LC de Custeio Gerencial interage amigavelmente com os ERP existentes, porem é totalmente independente para realizar suas tarefas, desde a coleta das informações através do Método LC de Coleta até as periódicas atualizações via o Método LC de Atualização.

Também necessita coexistir com o Custeio Contábil já que este é obrigatório para atender a legislação brasileira.

Utiliza o Marketing para detectar as necessidades do cliente, o preço aceitável e a previsão de vendas, e posteriormente o premia considerando nos cálculos suas determinações e ensinamentos.

Quebra o paradigma de que é impossível determinar o custo unitário de um produto antes de se determinar seu preço, já que os custos unitários mudam com o volume, ao conseguir, e na hora, simular e projetar os diversos cenários culminando na pró-atividade estratégica dos resultados, isto porque compreendeu que: “São as empresas que determinam os preços dos produtos, que é o mercado que determina as demandas e que são as demandas quem determinam os custos”.

Propicia a Precificação Estratégica Pró-Ativa, que é aplicável tanto nos novos quanto nos demais produtos, que atende a todos os mercados e que retrata as variações nas demandas onde “todos os gastos são corretamente mensurados frente a eficiência e a produtividade de cada processo produtivo, frente aos preços e frente aos lucros líquidos individuais e do mix”.

Em termos gerenciais atende e promove a sinergia entre as quatro (4) ciências: Administração, Economia, Engenharia e Marketing, e combinada com a Metodologia LC de Precificação possibilita tanto a gestão pelos gastos quanto a gestão pelos ganhos líquidos.

O Planejamento dos gastos é estrategicamente conduzido pela produtividade, pelos preços, pelo lucro líquido e pela visão de mercado por produto e pelo mix de produtos.

Os esforços para a redução dos gastos são contínuos e desde a fase de projeto, sendo mensurados (o antes e o depois) pela produtividade, pelos preços e pelos respectivos lucros líquidos dos itens e do mix.

As reduções dos gastos focam: o cliente, a produtividade, os preços e o lucro líquido tanto do item quanto do mix.

O Gerenciamento dos gastos é efetuado e administrado por todas as áreas da empresa, e “diretamente pelo gestor/alta direção”.

Envolve toda a cadeia de valor no planejamento dos gastos, da produtividade, dos preços e da maximização dos resultados líquidos.

Definições Gerais

Cadeia de valor é uma ferramenta que identifica as maneiras para as empresas criarem mais valor aos clientes, envolve o conjunto de atividades desempenhadas por uma organização desde as aquisições dos insumos até a assistencia no pós-venda.

Contabilidade de custos presente em qualquer ERP é o ramo da Contabilidade que se destina a produzir as informações para os diversos níveis gerenciais de uma entidade.

Custo é o gasto relativo a um bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços, está relacionado com a fabricação dos produtos.

   – Custo Fixo – são aqueles que não sofrem alteração de valor em caso de aumento ou diminuição da produção.

   – Custo Variável – são aqueles que variam proporcionalmente de acordo com o nível de produção ou atividades.

   – Custo Direto – é aquele que pode ser atribuído (ou identificado) direto a um produto, linha de produto, centro de custo ou departamento.

   – Custo Indireto – é o que não se pode apropriar diretamente a cada tipo de bem ou função de custo no momento de sua ocorrência.

Despesa é o valor dos bens ou serviços consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas, são os gastos não identificados com a produção, isto é, referem-se às atividades não produtivas da empresa, geralmente sendo divididas em Administrativas, Comerciais e Financeiras.

DRE é a abreviação de demonstrativo do resultado do exercício.

ERP (Enterprise Resource Planning ou Planejamento de Recursos da Empresa) é um aplicativo que permite à empresa automatizar e integrar grande parcela dos processos de negócios, compartilhar dados, uniformizar processos e ter informações em tempo real.

Gastos é o sacrifício financeiro que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer. Pode ser um investimento, um custo ou uma despesa.

Método – do grego methodos, significa, “caminho para chegar a um fim”.

Metodologia é o estudo dos métodos, é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda ação desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa, pode ser dividida em vários métodos até chegar num objetivo.

Definições da Metodologia LC de Custeio Gerencial

Custeio Gerencial é voltado principalmente ao gestor, mas também permite o gerenciamento por cada área do negócio já que retrata e facilita a sinergia entre as quatro (4) ciências atuantes. Cada investimento, custo, despesa, perda (normal e anormal) e processo são atribuídos minuciosamente por produto e mensurados em relação aos preços e aos lucros individuais de cada produto e do mix de produtos.

Princípio: Considera que os investimentos, os custos, as despesas (administrativas, comerciais e financeiras) e as perdas normais devem ser administrados e atribuídos a cada produto, porem “faculta ao gestor quando precificando estrategicamente” decidir se irá ou não irá repassá-los aos preços.

Perdas Normais – são dimensionadas e quantificadas por produto frente aos preços e aos lucros líquidos por produto e pelo mix de produtos na fase de projeto quando na definição e especificação do processo produtivo, e posteriormente racionalizadas continuamente para obter a excelência em produtividade.

Perdas Anormais – não estão previstas nas especificações dos processos, mas são levantadas, controladas e mensuradas por produto (com reflexos nos preços e nos lucros líquidos) visando as ações preventivas.

Operações fundamentais das empresas – São todos os processos internos e externos que “realmente” geram os resultados das empresas, são os seus diferenciais.

O Custeio LC Gerencial distingue-se do Custeio Contábil e da Contabilidade Gerencial, tanto no princípio quanto nos propósitos, assim para qualquer outro método se qualificar como um Custeio Gerencial será preciso:

 Ter método próprio para colher e atualizar as informações de maneira que atenda as quatro (4) ciências;

 Utilizar nos cálculos os quatro (4) tempos possíveis, sendo as horas paradas um deles, para que definitivamente se integre a produção nas estratégias dos negócios;

 Abranger todos os gastos (princípio de custeio) e não apenas os ratear nos produtos;

 Retratar na hora as variações das demandas por produto bem como seus reflexos nos processos e nos gastos, consequentemente nos preços dos produtos e nos lucros líquidos por produto e no mix;

 Gerar informes mais reais e eficazes por produto de modo que atenda individual e coletivamente as quatro (4) ciências (Administração, Economia, Engenharia e Marketing), pois só assim se identifica claramente a potencialidade de cada produto e se promove a gestão gerencial estratégica;

 Propiciar a Precificação Estratégica Pró-Ativa dos produtos subsidiando todas as definições de abrangência mais estratégicas;

 Possibilitar a Excelência em Produtividade o que garante reais vantagens competitivas.

Definições dos Métodos Atuais

Os Princípios do Custeio atacam a problemática da variabilidade dos custos, se fixos ou variáveis. Os princípios são:

   – Absorção Total considera que todos os custos (fixos e variáveis) devem ser repassados aos produtos, independentemente do nível de atividade da empresa, ou seja, utiliza o real nível de atividade em cada período;

   – Absorção Ideal considera que todos os custos (fixos e variáveis) devem ser alocados aos produtos, exceto aqueles relacionados às perdas. Neste princípio, parte-se do pressuposto que o custo do produto é independente do volume produzido, não tendo, portanto, responsabilidade sobre as perdas ocorridas no período da avaliação.

   – O ABC, o UEA e o TDABC tem como princípio a Absorção Ideal (com as despesas), o RKW, o Padrão, o Integral e o UEP a Absorção ideal (sem as despesas), e o Direto não computa os custos fixos.

Posições dos Maiores Especialistas Mundiais

– Robert N. Anthony – “Conceitualmente, a estrutura contábil atual não é satisfatória, sendo que vários grupos tentaram rediscutir a Contabilidade Gerencial, com o objetivo de adaptá-la à Teoria Geral da Contabilidade, sem obter sucesso”. Por fim conclui que conceitos insatisfatórios levam a padrões insatisfatórios.

– Johnson, H. Thomas & Kaplan, Robert S. – Até a década de 20 nos Estados Unidos, foram desenvolvidos os principais mecanismos contábeis atualmente conhecidos e mais utilizados.

– Johnson, H. Thomas & Kaplan, Robert S. – “A contabilidade atual destina-se ao controle externo e avaliação dos gerentes e não à avaliação real e concreta das operações fundamentais da organização”.

– Cooper, Robin & Kaplan, Robert S. – “As despesas de estrutura, tais como administrativas, comerciais e financeiras, devem ser alocadas aos produtos de forma precisa. O modelo tradicional, típico de custos para as tomadas de decisão, é muito simplista, não representando adequadamente as situações ocorridas na prática”.

– Cooper, Robin & Kaplan, Robert S. – “Muitos custos não variam de acordo com o volume produzido, mas sim com o número de itens utilizados e suas complexidades. Pode-se manter o volume produzido constante, mas se a combinação dos produtos a ser fabricado variarem, muitos custos considerados fixos tendem a alterar-se significativamente”.

– Thomas T. Nagle e Reed K. Holden – “O problema do apreçamento baseado nos custos é fundamental na maioria dos ramos, é impossível determinar o custo unitário de um produto antes de determinar seu preço porque os custos unitários mudam com o volume”.

– Thomas T. Nagle e Reed K. Holden – “Os custos são considerações centrais no apreçamento, sem compreender quais custos são incrementais e evitáveis, uma empresa não pode determinar de modo eficaz a que preço, se a algum, um mercado pode ser lucrativamente atendido”.

– Thomas T. Nagle e Reed K. Holden – “Em poucas palavras quando os gerentes não compreendem o custo verdadeiro de uma venda, suas empresas abrem mão de oportunidades de lucro significativas. Elas tendem a cobrar um preço alem do devido quando possuem excesso de capacidade, enquanto cobram um preço abaixo do devido e investem em excesso quando as vendas estão fortes em relação à capacidade”.

– Prof. Masayuki Nakagawa (FGV): “Para as primeiras firmas manufaturadoras dos anos 1880 até os primeiros anos do século XX, que buscavam o sucesso de seus empreendimentos reduzindo o custo do produto através de economias de escala, os sistemas de custeio então desenvolvidos eram bastante relevantes para todas as decisões gerenciais que afetassem a eficiência e a lucratividade, porque as empresas operavam apenas uma planta e produziam um único produto”.

– Prof. Masayuki Nakagawa (FGV): “O que se tem constatado é que, com o ressurgimento da função de produção como elemento-chave das estratégias de empresas que pretendem vencer com sucesso em um mercado global extremamente competitivo, a educação e a prática baseadas nos sistemas tradicionais de custeio já não estão atendendo, satisfatoriamente, as necessidades informativas dos gestores das áreas funcionais, que, ao tomarem decisões operacionais e de investimentos, devem fazê-lo de forma completamente integrada”.

– Prof. Masayuki Nakagawa (FGV): “As razões básicas desta perda de relevância dos sistemas tradicionais, quando colocados no contexto das decisões tomadas, tendo em vista o inteiro ciclo de vida dos produtos, residem no fato de que os mesmos não só distorcem os custos dos produtos, como também não permitem adequada gestão e mensuração estratégica das atividades relacionadas com a produção de tais produtos”.

– João Carlos Hopp (FGV) – “O problema da Contabilidade atual tem sido a sua exclusiva preocupação com o lucro do exercício social, principalmente, pela pressão exercida por dois usuários de seus demonstrativos”:
 O acionista interessado no lucro-ação e nos dividendos;
 O governo interessado no lucro tributável.

– Philip Kotler: “As companhias prestam muita atenção ao custo de fazer alguma coisa. Deviam preocupar-se mais com os custos de não fazer nada”.

– Peter Drucker “… A contabilidade de custos tradicional ignora os custos da não produção, sejam eles o resultado de uma máquina parada ou de um defeito de fabricação, que irá requerer reparo no produto ou sua inutilização. A contabilidade de custos-padrão considera que o processo de produção proporciona bons produtos 80% do tempo. Mas hoje, sabemos que mesmo com a implantação do melhor controle estatístico de qualidade, o tempo não produtivo consome mais que 20%. Em algumas fábricas, ele chega a 50%. O tempo não produtivo custa tanto quanto o tempo produtivo: em salários, energia, juros e até matéria-prima”.

– Peter Drucker – “Em primeiro lugar, a contabilidade de custos é baseada na realidade dos anos 20, quando a mão de obra direta respondia a 80% de todos os custos industriais”. Consequentemente, a contabilidade de custos relaciona “custos” as despesas de mão de obra direta. Os demais gastos são colocados juntos com as despesas gerais. Hoje em dia, no entanto, uma fábrica em que a mão de obra direta represente 25% dos custos é exceção.

“… os custos remanescentes – isso significa de 80% a 90% – são alocados de uma forma que todo o mundo sabe ser puramente arbitrária e enganosa: na direta proporção dos custos de mão de obra de um produto, por exemplo, ou em função de seus custos agregados.”

– Peter Drucker – “A nova contabilidade fabril, que deveria mais apropriadamente ser chamada de “economia de produção”, difere radicalmente da tradicional contabilidade de custos em seus conceitos básicos. Seu objetivo é integrar a produção na estratégia de negócios”.

Publicado originalmente no site LC Consultorias


Fonte: Artigos Administradores / Custeio LC Gerencial – mais diferenciais e dados acadêmicos

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