Defender as regras do jogo e, ao mesmo tempo, tumultuá-lo é sabotagem

Defender as regras do jogo e, ao mesmo tempo, tumultuá-lo é sabotagem

O ser humano de virtude busca evoluir ao invés de diminuir os outros. Por sua vez, o medíocre busca diminuir o próximo para ocultar sua própria insegurança e sua incapacidade de se desenvolver.

No mundo corporativo, é muito comum nos depararmos com pessoas que se dizem a favor do time e das regras do jogo. Contudo, basta o jogo ficar desfavorável e o time adversário ganhar segundo as regras do torneio, que alguns jogadores resolvem tumultuar a partida e tentar lavar a taça no grito.

 

Um caso bem ilustrativo dessa constatação vemos na atual política brasileira: com a iminência do impeachment, o governo lulodilmista e seus apaniguados têm demonstrado um desespero típico de quem se depara com o fim do jogo e vê que o seu time perde por 7 a 1 para o adversário. Porém, ao invés de reconhecer os erros cometidos durante o jogo, de maneira a corrigi-los e seguir com chances de título no resto do campeonato, o PT tumultua a partida no último minuto, ofende os adversários alemães e tenta conquistar o jogo e o caneco no grito. A bola da vez foi a tentativa de suspender a sessão do Plenário da Câmara dos Deputados que votará o impeachment de Dilma e que está prevista para este fim de semana.

 

Em outras palavras, o “legalismo” lulodilmista é seletivo e só vale enquanto está ganhando o jogo. Caso contrário, o fair play do PT dá lugar à chicana e à confusão, com vistas à anulação do jogo ou reversão do placar a seu favor.

 

No caso do mundo dos negócios, quem nunca se deparou com alguém que, por puro carreirismo e/ou menoscabo ao interesse coletivo, sabotou a organização com ações e omissões que comprometeram o clima institucional e o desempenho de seus colegas, da sua equipe e da sua empresa?

 

Infelizmente, apesar de o espírito humano ser, em sua essência, puro e superior, a carne é fraca e nem todos têm a mesma firmeza de propósito para atuar com sabedoria e integridade no contexto social em que se inserem. Entretanto, é possível separar o joio do trigo e identificar algumas características que indicam se o seu companheiro de equipe joga para si próprio ou com o time:

 

1. Quem busca a glória pessoal em detrimento do coletivo costuma ter forte necessidade social (no popular, trata-se de quem “quer aparecer”);

2. A fim de satisfazer essa necessidade, o jogador individualista busca no status o preenchimento de um vazio existencial que não se encerra com um mero verniz social;

3. Uma das formas de ganhar status é por meio do poder, seja este formal (baseado em sua posição na estrutura organizacional) ou informal (baseado na influência que exerce sobre um determinado grupo). Dessa forma, o jogador individualista, cujo vazio existencial alimenta sua insegurança pessoal, almeja o poder a qualquer custo;

4. Quem joga para si e não para a equipe também costuma ter uma postura evasiva e dissimulada; e

5. Por fim, o individualista costuma demonstrar um comportamento que aponta para um certo desequilíbrio emocional, sobretudo quando o jogo não está favorável para si.

 

Essas são algumas dicas poderosas para identificar comportamentos pessoais que podem comprometer a sustentabilidade dos resultados organizacionais. Quem crê nelas e toma as cautelas necessárias, certamente mitigará distúrbios sistêmicos ligados a pessoas inapropriadas nos lugares apropriados no tempo certo. Quem não quiser crer nessas dicas, boa sorte, fique com Deus e seja feliz!

 

Por derradeiro, fica a seguinte reflexão: enquanto o ser humano de virtude busca evoluir ao invés de diminuir os outros, o medíocre busca diminuir o próximo para ocultar sua própria insegurança e sua incapacidade de se desenvolver.

 

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

 

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Fonte: Artigos Administradores / Defender as regras do jogo e, ao mesmo tempo, tumultuá-lo é sabotagem

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