Deixe por conta dos juros compostos

Deixe por conta dos juros compostos

Já parou para pensar que, considerando a expectativa de vida dos brasileiros na casa dos 75 anos, em média, 42 anos são de trabalho árduo? Que tal uma “mãozinha” dos juros compostos a seu favor para diminuir essa projeção?

É muito comum nos depararmos com algum tipo de apatia por parte das pessoas em relação aos números. Eu sinceramente até entendo que tal comportamento seja justificável dado o fato de que quando ainda estamos cursando os primeiros anos do ensino fundamental ou médio, essa disciplina é passada de forma fria e cá entre nós, não usamos com muita frequência todas aquelas fórmulas e equações no nosso cotidiano, salvo por aqueles que optaram fazer dela, sua matriz de trabalho. 

Apesar de sabermos que a matemática esta presente em todas as esferas que envolvem nossas atividades, acredito que a financeira, seja a mais importante principalmente quando nos damos conta do quanto podemos nos beneficiar dos seus recursos. 

Depois que conheci pela mídia o Professor Pachecão, bastante conhecido entre os estudantes e vestibulandos pela maneira irreverente de transmitir o conhecimento, acredito fortemente que assim como ele conseguiu fazer isso com disciplinas como a Física, também é possível fazer com a matemática financeira. 

Descobri o meu interesse por esse universo dos números acompanhados de percentuais por acaso, o maior motivador, me lembro bem, foi quando enfim tinha algum dinheiro para poupar e pensei: “será que existe algum investimento diferente da poupança, que me permita ter uma rentabilidade maior e melhor do que esta?”. 

A partir daí iniciei minha jornada pela busca de opções de investimentos mais lucrativos e nesse momento, comecei a me familiarizar mais com o universo dos juros compostos. 

A partir desse princípio extraí o título desse artigo. Observo que sem sombra de dúvidas, esse é um tema que apesar da sua importância desde a base até os níveis mais elevados da sociedade, ainda causa estranheza na maioria das vezes que se torna um diálogo. 

Sejamos mais práticos, a maioria da população ainda se rende á comodidade que a boa e conservadora poupança oferece para os menos informados. Não que a dita cuja seja uma má opção de alocação de ativos, há até alguns economistas que defendem a ideia de que, dependendo do perfil do investidor, pode ser uma boa alternativa. 

Para poder ilustrar melhor o pensamento, imaginemos que um jovem, que iniciou suas atividades remuneradas, aos 18 anos, como o primeiro emprego, já tivesse tido a orientação de alguém no intuito de fazer um pé de meia para o futuro e a partir daí aplicasse no produto Poupança, aproximadamente 10% do salário mínimo que começou a receber, algo em torno de R$ 100,00 mensais. Se esse jovem tiver paciência e perseverança de manter esse hábito ao longo de 30 anos (pode até parecer muito tempo, mas lembre-se, é uma das modalidades mais escolhidas por quem vai financiar seu primeiro imóvel pelo MCMV), considerando uma rentabilidade mensal de 0,65%, ele quando completar 48 anos de idade, terá em dias de hoje, aproximadamente R$ 143 mil. 

Não é um mau negócio, certo? Até que não. 

Agora, se esse mesmo jovem tivesse tido uma boa instrução em termos de educação financeira e ao invés de aplicar no produto Poupança, optasse por outra aplicação que lhe rendesse 0,35% a mais que a poupança, ou seja, 1,0% ao mês, ao invés dos R$ 143 mil ele teria aproximadamente R$ 350 mil. Parece um bom negócio não?

Estamos falando em mais de R$ 200 mil pelo simples fato desse jovem ter combinado conhecimento com o efeito exponencial dos juros compostos. 

Se por ventura, esse jovem senhor de 48 anos, decidir não mais aplicar os R$ 100 mensais e apenas deixar o montante se multiplicando organicamente, ele terá, mantendo a mesma taxa de rentabilidade, R$ 3.500,00/mês.. 

Esses números não estão considerando os efeitos corrosivos da inflação, que infelizmente nos onera e muito, mas se tivermos o cuidado de corrigir de tempos em tempos as aplicações, esse efeito é anulado e no futuro, conseguimos ter o mesmo poder de compra de hoje com esse montante. 

Enfim, o maior investimento, na minha opinião, é o conhecimento. A falta dele custa muito mais caro do que qualquer decisão mal tomada. 

Sendo assim invista em você e por meio da “mágica” dos juros compostos, crie atalhos para poder aproveitar com dignidade e tranquilidade a fase da vida que faz jus a todos os anos árduos de trabalho. 


Fonte: Artigos Administradores / Deixe por conta dos juros compostos

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