Desigualdade social? Desigualdade cultural!

Desigualdade social? Desigualdade cultural!

Constantemente ouvimos dizer que existe no mundo uma “tremenda” desigualdade social. Que há cada vez mais pessoas pobres, enquanto a riqueza se detém nas mãos de poucos. Junto com a desigualdade social cresce a ignorância das pessoas que acreditam que terceirizar culpados é a solução para suas vidas miseráveis

Desigualdade social? Desigualdade cultural!

Constantemente ouvimos dizer que existe no mundo uma “tremenda” desigualdade social. Que há cada vez mais pessoas pobres, enquanto a riqueza se detém nas mãos de poucos.  Junto com a desigualdade social cresce a ignorância das pessoas que acreditam que terceirizar culpados é a solução para suas vidas miseráveis.

E para quem tem uma visão mais abrangente percebe que com olhos altivos e holisticamente falando o tempo é justo, o mesmo para todos nós, dispendemos de 24hs em igualdade mundial, tanto o rico como os que estão na linha da pobreza dispendem da mesma quantidade de tempo.

Neste instante surge uma pergunta incomum, o que de fato você está fazendo com o tempo concedido desde o dia do seu nascimento?

Todos nós sabemos da discrepância de renda, e desigualdade social que cerca o País, porém em que “pé” está sua desigualdade cultural? A culpa é sempre de alguém, sempre são terceirizadas as responsabilidades dos nossos fracassos e problemas, mas vou lhe propor um desafio: Levante-se e vá até o banheiro mais próximo, abra a porta e mira na imagem diante do espelho, assim você consegue identificar o verdadeiro culpado de suas mazelas sociais ou culturais.

Os jovens pensadores estão morrendo, aprisionados em suas vidinhas medíocres, na esperança de uma vida melhor, um futuro vindouro e aclamado de glamour e conquistas, mas sem voz ativa seus desejos irão se sucumbir, como diria Albert Einstein: “insanidade é continuar fazendo as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”.

E diante desse cenário aterrorizante o que de fato se está fazendo para mudar essa trágica realidade?

Como tem sido suas conversas com seus amigos, qual é a pauta tratada nos encontros da faculdade? Quanto tempo você tem para conversar com aquele professor que tem um nível cultural diferenciado dos demais e que realmente faz a diferença na vida das pessoas que o cercam?

Quantos dos jovens ouvem a CBN ou voz do Brasil, ou conhece e usa o portal da transparência? E o que se passa com a politica do seu País, realmente entende a situação, ou você é apenas mais um clichê onde a culpa é do governo? E a China qual realmente o impacto dela em sua vida? Ou como um idólatra segue acreditando piamente nos jornais? E as ferramentas de sucesso tem conhecimento de alguma? Diagrama de Ishikawa? 5W2H? PNL? Inteligência emocional? Mapa do Poder? Você as usa em seu cotidiano? Enfim uma infinidade de saberes que passa despercebido pela grande maioria que se julga estar na classe desfavorável. Sua ascensão ou seu fracasso, sua bela conta bancaria ou as cobranças que chegam a sua porta diariamente são determinadas pela resposta dada as perguntas acima.

Quantos de vocês estão estudando enquanto a maioria está dormindo, quantos chegam mais cedo ou vão embora mais tarde da aula para estudar um pouco mais.

É uma minoria que extrai do seu docente os magníficos conteúdos que ele tem e questiona a improdutividade de uma aula, apenas abaixa a cabeça em sinal de reverencia, onde todos pregam a democracia e são todos sucateados sem direito a fala como ovelha muda ao matadouro, sem direito a liberdade de expressão.

E a imoralidade das novelas que sediam crianças desde os primeiros anos, pais reclama a falta de educação de seus filhos, agressões e desrespeito aos mais velhos, mas são os primeiros a coloca-los diante de vídeo games caríssimos e com jogos de RPG que destroem seus neurônios aos poucos. Uma sociedade violenta se faz com pais que não tem disponíveis trinta minutos diariamente para dialogar com seus filhos, com pessoas que tem milhões de amigos virtualmente e nenhum contato físico, laços poderosos de famílias que se corromperam e perderam-se em meio aos seus valores e princípios indefinidos.

Desculpe-me, mas se você acha que sua realidade mudará como em um passe de mágica das lindas e grandes histórias da Disney, você está redondamente enganado, sua vida continuará a mesma, até decidir agir e adquirir conhecimento e viver uma vida diferente da grande maioria.

E por mais otimista e positiva que uma pessoa possa ser, é muito fácil saber até onde chegarão, quando você faz as seguintes perguntas: Você tem celular? Tem acesso a internet? Quantos cursos disponíveis e gratuitos existem? E a pergunta crucial: quantos cursos você faz? Quantos livros você leu este ano? E Quantas horas você fica no faceboock? E o watszzap, quantos grupos? Acredita mesmo que suas horas no faceboock e seu watszzap tirando sua atenção em sala de aula mudará sua história? Uma geração que domina qualquer tecnologia, mas precisa de uma mediação de conflitos para sanar seus problemas emocionais e domínio próprio diante de situações que deveriam tirar de letra. Neste momento reflita: Quantos colegas de trabalho ou de sala você já encontrou solicitando que fosse ministrado mais matéria? Que diante de um trabalho não reclama, mas cobram que passem mais conteúdos de estudo, e quando recebem a noticia da prova? Professores cedem suas aulas para estudar, enquanto duas ou três horas se passam e perdem-se conhecimentos grandiosos, por algo que o responsável por suas notas deveriam encontrar em sua agendo um momento para fazê-lo, pois sempre encontramos tempo para o que é importante é nisso que consiste o diferencial para o mercado de trabalho e realização dos seus grandes sonhos. Ser diferente da maioria não é para qualquer um é preciso muita responsabilidade em seus atos e coragem para expor opiniões e buscar seus objetivos.

Conversando com um jovem esses dias, estive diante de um aluno visionário e muito inteligente, me disse que seus colegas de sala pediu que ele não fizesse mais perguntas na hora da aula, assuntos concernentes á matéria, porque ele estava fazendo a docente terminar a aula mais tarde. Agora te pergunto de quem é mesmo a culpa? Da desigualdade social? Não seria da à culpa da grande desigualdade cultural?

Conhecimento é poder e o poder gera sucesso e para o sucesso não existe desculpas verdadeiras.


Fonte: Artigos Administradores / Desigualdade social? Desigualdade cultural!

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