Desperdício de mentes

Desperdício de mentes

Apesar do esforço pela qualificação profissional perante ao mercado de trabalho, estamos na rotina desta vida como engrenagem que não evolui na forma de pensar, passando conceitos a próxima geração que não permitirão construir novos alicerces e, talvez, a continuação de uma sociedade

A evolução das ciências e a busca por conhecimento tem sido o motor para muitas economias globais desde meados dos anos 80, século XX, e neste presente século.

Evoluímos em conhecimento através das diversas ferramentas para absorção da informação, aproveitando o tempo muito escasso, conciliando com o tempo no trabalho e no lar.

Os anos tem se passado como um piscar de olhos, as mudanças globais estão e continuarão nesse ritmo acelerado e, de maneira infeliz, estamos rodeados de indivíduos altamente capacitados, sendo desqualificado pelos novos regimentos do sistema na qual chamamos MERCADO.

A sociedade é norteada a agir e pensar como uma máquina, embora  haja pensadores, não conseguem extrapolar os limites da criatividade e dos mecanismos do pensar embutidos em todos pela ideologia da Globalização.

Entramos no abismo pela ruptura política e não há quem se levante a pleitar de forma sábia a corrupção. As consequencias… sociedade temerosa, em processo de diluição pelo crime doméstico, guerra civil e criminalidade.

Se o conhecimento tem a força de transformar, os que puderam ou podem arcar com estudos de qualidade, não passam de engrenagens que alimentam esse sistema político decaído, por mais que discorde e tenham bons argumentos. Não sabemos a profundidade de  viver a essência da transformação aplicada através do conhecimento, por isso, muitos de nós brasileiros não deveríamos ter algum tipo de orgulho, somos vazios de entendimento, enganadores e sem escrúpulos para a prática do mal. Não compreendemos um palmo a nossa frente e criamos nossas próprias leis, ignorando as constituídas. A preocupação base de muitos: estudar qualquer coisa, ganhar qualquer valor, se divertir a qualquer custo, nas custas de quem for necessário.

Os muitos sábios lutam apenas por seus próprios interesses, num jogo de “salvem-se quem puder”, ocultando os problemas sociais, num ciclo de renovação de bens materiais ou sucesso financeiro para extrapolar nas festinhas ou viagens de curtíssima duração.

No final da vida, muitos vão se gabar de ter gastado muito dinheiro com sexo através de milhares de relacionamentos extraconjugais, das trapaças, dos xingamentos e atos de vingança, das viagens com empréstimos que nunca foram pagos, dos estudos apenas como meio de sobreviver. Não haverá legado cultural, apenas exemplos de pessoas que correram em círculos e chegaram em nenhum lugar, tornando a próxima geração pior que a anterior.

Não há memórias, não há transformações profundas… há um abismo que se abre dia após dias e, quando tentarmos nos despertar do sono da indolência ou tirar as vendas dos olhos, veremos que será impossível sair. Embora semelhante a filme de terror, civilizações inteiras foram destruídas pela ignorância e falta de atitude de justiça, sabedoria, ordem dos governantes e suas respectivas nações ou impérios.

Temos escolas, faculdades e cursos a distância em abundância. Vivemos, porém, em um pleno desperdício de mentes, capazes de mudar histórias, quer sejam na família, na sociedade regional ou na nação. Culpamos a rotina do trabalho, somado com as responsabilidades do lar e dos estudos de atualização; a verdade ocultamos e nos enganamos – somos os responsáveis pelo declínio da sociedade.


Fonte: Artigos Administradores / Desperdício de mentes

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