Economia criativa uma nova forma de se relacionar

Economia criativa uma nova forma de se relacionar

“Envolve a criação, produção e distribuição de produtos e serviços,usando o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos”

Existem diversas versões sobre o conceito e significado sobre a economia criativa, e tentar desmistificá-lo  é como aventurar-se a escalar o Monte Everest,  quanto maior a subida mais fantástico fica diante dos nossos olhos. nunca escalei a montanha mas imagino a sensação que deve ser.

Mas dentre diversas explicações cito a definição de 2001 de John Howkins:

“A economia criativa engloba atividades nas quais indivíduos exercitam sua imaginação, explorando seu valor econômico.”

Envolve a  criação, produção e distribuição de produtos e serviços,usando o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos”.

John Howkins lançou em 2001 o livro “The Creative Economy”, a primeira publicação que finalmente estudou como a criatividade e a inovação interferiam na economia.

Em seu ponto de vista este tipo de economia divide-se em 13 áreas: (arquitetura, publicidade, design, artes e antiguidades, artesanato, moda, cinema e vídeo, televisão, editoração e publicações, artes cênicas, rádio, softwares de lazer e música. 

Se analisarmos criteriosamente são áreas já existentes na economia e que utilizam valores intangíveis como a criatividade, a experiência, as idéias novas para gerar novos negócios.

Mas o tópico que gostaria de compartilhar com vocês, é que esse conceito pode sim, ser trabalhado em qualquer âmbito econômico  e percebo que muitas empresas já entenderam isso, PS: se não entenderam deveriam que colocar a criatividade como recurso para produzir e agregar valor seja talvez um bom negócio.

Principalmente pelo clima de extrema mudança política e econômica, incertezas e instabilidade existente.  

E esse cenário favorável  não para por ai. A economia criativa engloba diversos contextos,  e não fica enraizado em apenas um único setor ou uma área da economia. ­­

Ela esta mudando não só como entendemos ofertas e demandas e a nossa relação com os bens materiais , ela vem apresentando recursos verdadeiramente, sustentável e escalável, que vão muito além do dinheiro.

O que quero dizer com isso? Pois bem, estamos falando de tempos de Economia Colaborativa, Compartilhada e Multi moedas. São as novas formas de fluxo de bens de consumo.

Um processo que faz parte da Fluxonomia 4D. Metodologia desenvolvida por Lala Deheinzelin ( futurista, e uma das uma das pioneiras da economia criativa no Brasil).

Economia Criativa o berço da inovação

Sem sombra de dúvidas ! Estamos vivendo um verdadeiro cenário de inovação. Onde a Economia Criativa é capaz de transformar a mentalidade da escassez, tão ligada aos bens tangíveis, para a da abundância, ligada ao intangível e que tornam as nossas experiências ainda melhor.

Pensemos:  O Uber  que é considerado a maior empresa de táxi do mundo,  não possui um único veículo em seu nome.  

A mídia mais popular do planeta, o Facebook não produz um único conteúdo. O Alibaba, a varejista mais valiosa do mercado, não conta com depósitos de mercadorias.

 E o Airbnb, maior provedor global de hospedagem, não é dono de um único imóvel.

Por fim, a contribuição criativa na verdade sempre esteve presente em nossa sociedade.  O fato é, o que esse fluxo trouxe a tona é justamente o poder da sociedade do conhecimento e seus impactos positivos nas organizações e na vida das pessoas.

Perceber esse potencial para gerar novos negócios pode ser a chave para a sobrevivência das organizações do futuro.


Fonte: Artigos Administradores / Economia criativa uma nova forma de se relacionar

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