Economia do acesso e a liberdade de trabalhar onde quiser

Economia do acesso e a liberdade de trabalhar onde quiser

Liberdade e autonomia são conceitos importantes no mundo atual. Viver uma experiência diferenciada em seu ambiente de trabalho também tem sido prerrogativa para uma nova geração e uma nova economia que surge, com princípios como colaboração e compartilhamento.

A chamada economia colaborativa já é uma realidade, especialmente com o crescente avanço das redes. Ela questiona as formas da economia tradicional e do mundo do trabalho e coloca em xeque a forma de lucrar. Além disso, aquela competitividade intensa começa aos poucos a ser substituida pela relação mais compartilhada. 

Um exemplo disso são algumas plataformas online, entre elas um grande caso de sucesso é a Airbnb – que oferta cômodos e imóveis para locação por um período determinado. Com ela todos os lados saem ganhando, ou seja, uma troca peer to peer. De um lado, o proprietário precisa  alugar o seu imóvel e, do outro, o viajante que encontra uma opção de estadia para aluguel a um preço justo. 

A plataforma é uma referência, tanto que já supera alguns grandes grupos hoteleiros no mercado. É uma comprovação que esse novo conceito de economia colaborativa também pode ser traduzida em lucro. Segundo a Revista Forbes, só em 2014, os empreendimentos colaborativos movimentaram mais de 110 bilhões de dólares em todo o mundo.

Certo, mas o que é essa tal de economia do acesso?

Com o avanço da Economia Colaborativa, vivemos a transição da “Era da Posse” para a “Era do Acesso”. Ela transforma as experiências humanas em commodities e traz novas perspectivas para o marketing, onde é essencial ter uma relação de confiança e com os clientes. 

Assim, o que antes era representado pela propriedade, hoje é representado pela economia de rede ou relações de acesso. É o que explica o economista americano Jeremy Rifkin*, um dos pensadores mais influentes da atualidade e referência no assunto. 

Essa era do acesso tem interferido no mundo do trabalho. As pessoas são impulsionadas a viver um novo momento e os empreendedores passam a ver a economia colaborativa como uma possibilidade real de ter mais liberdade e autonomia em seus negócios.

Para impulsionar essas novas formas de economia, alguns governos tem criado programas e projetos de financiamento. Em Santa Catarina, o Sinapse da Inovação tem essa proposta. Realizado com apoio do Governo Estadual, Fapesc e Sebrae, o Programa selecionou, em sua quinta edição, 100 projetos para receber o apoio financeiro. 

Um dos projetos selecionamento é a Plataforma de Espaços Compartilhados – PET. A ideia surgiu dentro de um escritório compartilhado, ou como são conhecidos, um coworking. O Grupo Coworking, na cidade de Itajaí – litoral norte catarinense – percebeu que esses mundo de freelancer exigia redução de custos e ambientes próprios para cada atividade. 

Mas por que uma plataforma?

“Após três anos a frente do corworkinng, percebi que para essa nova economia era essencial conectar as pessoas, seus relacionamentos e o acesso a infraestrutura”, explica o empreendedor e administrador do Grupo Coworking, Mauricio Arus.

Para conectar tudo isso de forma rápida e eficiente, surgiu a plataforma online. A intenção é que ela apresente detalhes de cada uma das estações de trabalho.

Por exemplo, se você atua com comunicação e preciso de espaços com internet de alta qualidade, café e ar condicionado, isso estará identificado na plataforma, E se ao contrário, eu preciso de um estúdio de música para aulas particulares, ou um ambiente ao ar livre, tudo isso será identificado na PET. 

Essa palataforma tem por princípio essa nova era do acesso. Ou seja, você paga por acesso aos espaços de trabalho, pela experiência que terá neles. 


Fonte: Artigos Administradores / Economia do acesso e a liberdade de trabalhar onde quiser

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