Ei, olha pra mim!

Ei, olha pra mim!

Existem algumas comprovações de que a tecnologia não traz só benfeitorias para o mundo corporativo.

 

Está certo dizer que ficou tudo mais fácil em relação a controles como também usufruímos de muitas vantagens na velocidade com que se praticam os atos do dia a dia e ainda a interligação de assuntos que podem ser resolvidos num piscar de olhos.

Outro ponto positivo é a comunicação, pelo menos em parte…..

E aqui me deparo com o assunto desta semana.

Fica evidente o quanto ganhamos de tempo e efetividade em algumas áreas da comunicação, no entanto, existe uma perda gigante quando pensamos em integração das pessoas.

Nem estou querendo mencionar o fenômeno cada vez mais crescente em relação a sociabilidade das pessoas, já que as mesmas se encontram cada vez mais entretidas com uma tela do que com o ambiente que estão ou com as pessoas que as cercam.

Isso talvez seja assunto para um outro dia.

Hoje estou querendo enfocar a integração também voltada para o mundo corporativo e que passa desapercebida por vários líderes e gestores.

Com a facilidade e velocidade de se comunicar via e-mails, postagens, mensagens e demais ferramentas, começamos a minimizar nossa comunicação pessoal.

Chamo de comunicação pessoal todo ato que praticamos presencialmente, ou seja, onde não utilizamos uma máquina para expressar o que pretendemos passar adiante.

Longe de praticarmos a comunicação pessoal, passamos então a enviar nossos recados, nossos comandos e nossas opiniões através das vias que passaram a ter nossa preferência, ou seja, as vias que a tecnologia nos oferece.

Peço que você repare quantas vezes temos a oportunidade de conversar presencialmente com uma pessoa ou mesmo usarmos um telefone para falar com ela, só que preferimos utilizar uma mensagem.

Já tive oportunidade de perguntar para muitas pessoas o motivo disso e as respostas que mais ouvi foram:

– é mais prático;

– é mais rápido;

– dá preguiça de ligar……

Todas as alternativas são verdadeiras e com os instrumentos que temos em mãos, conseguimos minimizar esforços. Fora que muitas vezes nos poupamos de ter que interagir com pessoas que nos agradam bem pouco.

O que não percebemos muitas vezes é que em determinados assuntos o efeito é exatamente o oposto dos declarados acima.

Quantas vezes nos expressamos de forma equivocada quando escrevemos, ou melhor ainda, quantas vezes as pessoas interpretam o que escrevemos de maneira totalmente diferente da que pretendíamos passar?

Isso acaba gerando alguns conflitos que pioram ainda mais quando as pessoas tentam resolver esses problemas reforçando a técnica de se corresponderem pela escrita.

Acaba dando uma confusão tremenda…

Pessoas ofendidas de um lado, pessoas irritadas de outro e o que era para ser uma solução acaba virando um grande problema.

Isso fica ainda mais maluco de entender se considerarmos que uma expressiva quantidade de vezes que isso acontece as pessoas estão no mesmo ambiente, ou seja, pessoas que trabalham no mesmo lugar (por vezes no mesmo setor da empresa) e ficam trocando farpas e piorando o ambiente por insistir em resolver algo somente com o recurso que para elas é o mais natural e eficiente.

Já presenciei situações incríveis, onde duas pessoas estavam se “enfrentando” por email, sendo que ambas sentavam praticamente uma de frente para a outra e o que as separavam era exatamente os seus computadores. Bastava uma das duas levantar os olhos por cima de seu aparelho e falar com a sua “opositora”.

E o mais incrível é que depois de algumas trocas de informação entre elas, uma teve a sábia ideia de copiar o responsável pelo setor nos e-mails que estavam trocando. Não é incrível onde podemos chegar? rs

Provavelmente isso nunca tenha acontecido com você!!!rs

Nessas situações que menciono, o quanto temos que aprender a equilibrar as facilidades com a eficiência dos atos que praticamos?

Provavelmente muitos estão pensando neste momento: “mas a empresa onde trabalho exige que os funcionários registrem suas comunicações internas e eu não estou indo de encontro a isso”.

Meu conselho: quando estivermos tratando de um assunto que seja delicado, polêmico e que possa dar interpretação errônea para uma das partes envolvidas, é o seguinte: não perca tempo discutindo como que as palavras escritas podem ser interpretadas, vá ao encontro da pessoa e diga para ela o que escreveu e antes que sua correspondência possa ser interpretada de maneira errada, você já foi trocar uma ideia sobre o assunto.

Um comportamento que parece tolo e desnecessário mas que pode ajudar demais evitando desgastes no relacionamento das pessoas.

Não deixe que assuntos delicados ponham em risco todo o seu potencial de relacionamento, como também, sua capacidade de liderar e ser compreendido.

Abraço,


Fonte: Artigos Administradores / Ei, olha pra mim!

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