Em busca de objetivos

Em busca de objetivos

Sempre acho muito curioso o grau de desconhecimento que nós temos daquilo que realmente queremos e do que precisamos. Disfarçamos a nossa luta acumulando números em uma conta bancária para refletir em particular o nosso senso de valor. Submetemo-nos à realidade social, reduzimos nossos desejos e reivindicações e, assim, atuamos com certa segurança no mundo

Sempre acho muito curioso o grau de desconhecimento que nós temos daquilo que realmente queremos e do que precisamos. Disfarçamos a nossa luta acumulando números em uma conta bancária para refletir em particular o nosso senso de valor. Submetemo-nos à realidade social, reduzimos nossos desejos e reivindicações e, assim, atuamos com certa segurança no mundo.

Ao mesmo tempo, ouvimos um pouco aqui, outro pouco ali, que a grande causa de muita doença psicológica é o medo do autoconhecimento – do conhecimento das nossas emoções, dos nossos impulsos, recordações, capacidades, potencialidades, nosso destino… etc.

Tá certo que trabalhar o autoconhecimento não é fácil. Tornarmo-nos cientes daquilo que estamos fazendo para alcançar os nossos verdadeiros sonhos é o principal problema autoanalítico das nossas existências. Contudo precisamos nos elaborar, nos desenvolver e sermos mais cônscios daquilo que estamos fazendo das nossas vidas. Precisamos ter vontade própria e disposição de tirar fora o melhor de nós, de trabalhar as resistências que nós mesmos criamos.

 Algumas questões podem nos ajudar neste caminho, as coloco logo a seguir, no vídeo “17 Perguntas para redescobrir você redescobrir o seu caminho”. São perguntas simples, mas que nunca paramos para pensar nelas. Sugiro, a quem queira, que as trabalhe dentro do seu silêncio, no seu lugar preferido, no seu tempo… A ideia é que paremos para refletir.

Não se preocupe se as dúvidas começarem a surgir. É normal tê-las. De acordo com Ernest Becker, esta é a verdade elementar – a de que viver é sentir-se perdido – que aquele que a aceita já começou a encontrar a si mesmo, a pisar em terra firme. Isso irá fazer com que nós ponhamos ordem no caos das nossas vidas. E Becker continua, aquele que realmente não se sentir perdido não tem perdão; quer dizer, nunca se encontrará, nunca enfrentará a sua realidade.

Depois de descobrir o que estamos buscando podemos apertar o ‘play’ para então seguir na direção do que realmente queremos para nós – nosso eu interior, nosso eu intimo, nosso eu maior. Só não podemos deixar, em momento algum, que o medo de não ter e o de ter sucesso nos freiem.

Abraham Maslow disse bem: tememos nossa mais elevada possibilidade (assim como as mais baixas). Em geral, temos medo de nos tornarmos aquilo que podemos vislumbrar em nossos momentos mais perfeitos. (…) Apreciamos e até nos emocionamos com as possibilidades divinas que vemos em nós mesmos em tais momentos culminantes. E, no entanto, trememos simultaneamente de fraqueza, pasmo e medo diante dessas mesmíssimas possibilidades.

 Na nossa civilização, em especial na era moderna, o heroico parece grande demais para nós, ou nós parecemos pequenos demais para ele. [Ernest Becker]

Para alguns de nós, essa evasão ao próprio crescimento, fixando níveis baixos de aspiração, com medo de fazermos aquilo de que somos capazes, são, na realidade, defesas contra a grandiosidade… Tudo se reduz a uma simples falta de força para suportar o superlativo, para abrir-se à totalidade da experiência.

Entretanto, o que realmente precisamos é tomar consciência, querer mudar e praticar.

Obs: Existem milhares de técnicas e profissionais dispostos a ajudar as pessoas neste processo, como por exemplo, o coaching. A palavra coaching vem da palavra inglesa “coach” e significa treinador e, em linhas bem gerais, é uma abordagem de desenvolvimento humano e profissional que tem como objetivo apoiar pessoas de qualquer área de atuação a maximizar seus resultados com base na otimização de seus próprios recursos técnicos e emocionais. Existem vários tipos de coaching, como coaching executivo, coaching pessoal ou coaching de vida (life coaching), coaching de desempenho, etc.

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Citações, fontes de inspiração e fontes: BECKER, Ernest. A negação da morte. Uma abordagem psicológica sobre a finitude humana. 6º edição. Rio de Janeiro: Editora Record, 2013. | O que é Coaching?, de José Roberto Marques, publicado em Instituto Brasileiro de Coaching | O que é coaching?, de Leonardo Grapeia, publicado em Administradores.com | Significado de Coaching, publicado em Significados

Este artigo foi originalmente publicado no blog Pelos campos de trigo.


Fonte: Artigos Administradores / Em busca de objetivos

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