Em tempos de crise, demissão ou planejamento?

Em tempos de crise, demissão ou planejamento?

Como grande parte dos insumos para a confecção de quaisquer manufaturas no Brasil vem de fora e, por consecução, seu custo vem aumentando exponencialmente, as indústrias se veem obrigadas a repassar as diferenças nas margens para os interlocutores do processo, sejam eles: partes ou finalísticos; quando da negação da não diminuição da sua margem de contribuição

Olá, 

O tema de hoje não é nada agradável, mesmo porque vivemos uma realidade com muitas dificuldades financeiras, redimensionamento das despesas da casa, otimização do custo operacional pessoal (quando gastamos para sobreviver e labutar), trocas – nem sempre boas – por serviços ou produtos alternativos e, administração do campo emocional, que não deixa em momento algum de ser afetado por essa conjuntura.

Sabemos que o País vive uma de suas piores crises políticas e econômicas, ao menos, dos últimos vinte (20) anos. Basta lermos qualquer folhetim barato. Os fatores que causaram tal crise, não cabe a mim tecer juízo de valor, deixo para você leitor; meu papel aqui é de imparcialidade.  

Praticamente o que acontece?

Partamos da premissa que o Brasil, com toda sua potência e magnitude, basicamente só exporta insumos do setor primário e importa tecnologia ou produtos acabados. Basicamente é isso. Colocando em uma balança de precisão, o que custa mais? Percebam que a pergunta é diferente da que costumamos brincar – Um quilo de algodão ou um quilo de placas para computadores? 

Preciso responder?

Second question for we think. Se importamos tecnologia, uma vez que nossa indústria é sucateada e exportamos porcos, levando em consideração que nossa moeda, o Real, está a frangalhos, enxergaremos uma equação onde “x” e “y” são iguais? Tenho certeza que não. Encontraremos “x” = 100 “y”.

Por que estou falando sobre porcos e incógnitas desiguais. Fácil, nossa balança comercial é, para não ser deselegante com você leitor, é tenebrosa. E o que isso tem a ver com o título do artigo? Ainda não descobriu? Existe algo chamado de cadeia logística do produto. É assim. Como grande parte dos insumos para a confecção de quaisquer manufaturas no Brasil vem de fora e, por consecução, seu custo vem aumentando exponencialmente, as indústrias se veem obrigadas a repassar as diferenças nas margens para os interlocutores do processo, sejam eles: partes ou finalísticos; quando da negação da não diminuição da sua margem de contribuição. 

Como o repasse feito, em função da moeda cada vez mais desvalorizada entre outras questões de cunho político, falta de planejamento e gestão pública eficaz, o Governo acaba por se tornar refém também do caos e sobrecarregar seu contribuinte cada vez mais com tributos e sobretaxação de serviços e produtos, mesmo sabendo que o mesmo está à base de “catuaba” para se manter em pé. (Nota: não sei quanto está o preço da catuaba).

Nessa aritmética simplória notamos nitidamente a perda real do nosso poder aquisitivo. Contudo só podemos fazer uma coisa. Replanejar.

By the way: Lembra-se da curva Demanda x Oferta? Pois é, a oferta está diminuindo e muito. Com isso, inflação.

Quando nossa empresa precisa manter um fluxo de caixa sadio é claro que ações deverão acontecer. Mas será que apenas demitir aliviará nossos combalidos cofres? Engana-se quem pensa que a resposta é sim com precisão suíça.

Não não!

Temos sim que pensar em estratégias a fim de que possamos manter nossas atividades ao menos em oitenta porcento de sua de qualidade e produtividade, remapeando todos os processos ou criando alternativas com custos menores. Reengenharia de processos.

Não é a demissão que será responsável por um gás extra, ou como queiram falar, sobrevida. Mas também fica óbvio que a demissão em certos extratos da pirâmide organizacional torna-se necessária uma vez que passamos a operar em oitenta porcento, se caso o for.

Direções, gerências, departamentos específicos, entre outros que forem de suma importância para a “fotossíntese” da empresa não deverão ser trocadas. Quem sabe, retrabalhadas. Muitos profissionais têm a capacidade, por mais doloroso que seja, de absorver outras funções que não apenas as do hall deles. Funções estas afins à suas posições ou cargos. Aparar arestas é necessário, mas, demitir sem critério, nunca. Pensemos em passivos trabalhistas. Poderão gerar um impacto no médio prazo não muito interessante.

Vamos pensar neste momento em diminuir nossas margens de lucro, delegar mais atribuições a quem de direito, produzir mais, tornar nosso produto ou serviço mais atrativo – remando contra a maré mesmo – e não fazer o óbvio. Fazendo o que todos fazem, você acabará indo para o mesmo lugar. O buraco negro.

Outro ponto que me incomoda muito quando paro para analisar comportamento de empresas é a contratação cada vez mais acentuada de mão de obra barata (vide China) e desqualificada. Não abordarei neste artigo, mas, brand ou a gestão de uma marca, quiçá consolidada, talvez seja a sentença de imortalidade de uma instituição.

One more time!

Obrigado and see you!


Fonte: Artigos Administradores / Em tempos de crise, demissão ou planejamento?

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