Empoderando mulheres refugiadas

Empoderando mulheres refugiadas

Tim Keller, autor do livro Fé e Trabalho, diz que se dinheiro e autoestima são a principal razão do seu trabalho, então o trabalho será enfadonho e frequentemente não melhorará a vida das pessoas. E isso é uma coisa que eu posso afirmar: nosso trabalho na Fox melhora a vida das pessoas e eu tenho muito orgulho disso.

E 04/11/15 aconteceu o primeiro seminário Empoderando Mulheres Refugiadas, parceria da Foxtime, ONU Mulheres, ACNUR, PARR e Pacto Global. Tivemos a participação da referência brasileira em empreendedorismo feminino, Ana Fontes (Rede Mulher Empreendedora) e juntos empoderamos cerca de 25 mulheres de nacionalidades como a Síria, Congo, Colômbia, República Dominicana, Angola, Nigéria, entre outros.

Por que nos envolvemos com isso?

Em 2013 a Foxtime se tornou signatária do Pacto Global, uma iniciativa da ONU que envolve o comprometimento das empresas em 10 princípios orientadores, que abordam direitos humanos, direitos do trabalho, meio ambiente e anticorrupção. Assinamos o pacto porque entendemos que Direitos Humanos e Recursos Humanos não se dissociam. Entre os valores fundamentais da empresa está a promoção dos direitos humanos pela principal via de dignidade humana, que é o trabalho. Sendo assim nós abraçamos imediatamente a causa dos refugiados, antes mesmo que a mídia começasse a retratar a urgência da situação.

Neste primeiro momento promovemos um seminário onde foram tratados os direitos trabalhistas brasileiros, direitos das mulheres e canais de denúncias, analisamos currículos já realizando uma primeira triagem e finalizamos o evento com uma palestra rica acerca de empreendedorismo feminino. A nossa ideia é de mostrar as opções que elas tem, seja optando pelo emprego formal ou abrindo seu próprio negócio. Uma refugiada síria contou à elas como conseguiu montar em sua casa um pequeno negócio de comida árabe. Foi muito rico, uma mistura de português, francês e inglês. Historias impactantes, mulheres fortes, sonhos de construir uma vida digna no Brasil.

Mas o trabalho não terminou por aí: a Foxtime está acompanhando essas mulheres com mentoria e coaching, com o objetivo de desenvolver nelas um estado de flourishing, ou seja, um estado emocional onde elas serão capazes de lidar com os desafios do meio, estarão mais focadas em seus objetivos, emocionalmente mais fortes e estáveis para enfrentar as dificuldades. Aquelas que optarem pelo emprego formal serão acompanhadas por nós até que elas se recoloquem. De graça. Apenas pelo sentimento de que nós podemos mudar a vida das pessoas através do nosso trabalho.

É o que eu chamaria de salário emocional: pode não trazer dinheiro, mas dá aquela sensação de dever cumprido e de orgulho de pertencer.

E o que você tem feito para melhorar a vida das pessoas?


Fonte: Artigos Administradores / Empoderando mulheres refugiadas

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