Enquanto a floresta pega fogo, uma árvore passa despercebida…

Enquanto a floresta pega fogo, uma árvore passa despercebida…

Qual é o custo que temos de pagar para um governo fraco tentar sair de uma crise que ele mesmo criou?

Enquanto o país volta suas atenções para a Operação Lava Jato, o impeachment da Dilma e o BBB (não necessariamente nessa ordem), um tema passa despercebido pelos olhares da sociedade: a legalização de jogos de azar.

 

Considerada mais uma medida polêmica que vem sendo debatida no Congresso Nacional e que conta com a simpatia do Governo Federal, a legalização de jogos de azar é um pleito que conta com o lobby de pessoas ligadas a esses negócios tanto no Brasil (embora esses negócios ainda sejam ilegais no país) quanto no exterior, com destaque para investidores americanos e russos.

 

A grande polêmica relacionada à legalização de cassinos, bingos e jogo do bicho no Brasil se deve ao elevado potencial que esses empreendimentos têm de atrair pessoas interessadas em lavar dinheiro, como narcotraficantes, comerciantes de armas e políticos corruptos. Isso, somado à atuação persistente e clandestina de jogos de azar sob o comando de bicheiros, traficantes e milicianos nas principais metrópoles nacionais, atrairá para o Brasil investimentos de origem suspeita e cujo impacto social é moralmente questionável.

 

A título de exemplificação, a exploração de jogos de azar no Uruguai resultou em aumento do custo de vida nas regiões em que tais jogos são explorados e contribuiu para o estigma que o país possui de “paraíso de negócios escusos”.

 

Diante do exposto, ficam as seguintes reflexões:

 

1. Qual é o custo que temos de pagar para um governo fraco tentar sair de uma crise que ele mesmo criou? E

2. Será que precisamos arcar com mais esse fardo, que se soma ao “Decálogo de Lênin”?

 

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!


Fonte: Artigos Administradores / Enquanto a floresta pega fogo, uma árvore passa despercebida…

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