Entre múltiplas alternativas, como saber se conduzir

Entre múltiplas alternativas, como saber se conduzir

O artigo oferece dois parâmetros para balizar nossos comportamentos, escolhas e ações e nos permite circular pelo labirinto de ideias, opções e riscos

No mundo contemporâneo a criatividade individual surge da diversidade de situações, que precisamos contornar diariamente, tornando-se um item básico, tanto indispensável quanto benéfico ao viver atual.

Em cidades grandes o requisito de ter ideias é prioritário devido à quantidade de casos diários que surgem de fontes variadas.

No transito, metrô, nos restaurantes, no trabalho, relações pessoais, face book e família, na internet é requerido de cada um ter mais ideias para manter-se com as conexões ativas e os diálogos fluentes.

Certamente, não há dúvida que as ideias surgem continuamente nas redes sociais e constituem um forte atrator para nos manter conectados.

Desse conjunto infindável decorre o conceito de “emergência” definida como uma pro-priedade ou substancia ainda mais fundamental, uma singularidade irredutível em re-lação as suas origens.

Exemplo típico: a consciência é tratada como uma propriedade emergente do cérebro. Gostaria de acrescentar, no campo da substância, a emergência da imaterialidade que surge do esgotamento dos recursos naturais.

Tanto a consciência quanto a imaterialidade são duas emergências que brotam da infinidade de possibilidades oferecidas em cada campo, como uma resultante das múltiplas conexões dos respectivos conteúdos.

Quando não sabemos como resolver, esses dois elementos simplificadores e esclare-cedores nos oferecem guias para nos conduzir, isto é, as ações devem estar dentro da consciência de cada um e na direção da imaterialidade.

Dito de outra forma, a consciência opera como um guia pessoal esclarecedor para nos movermos entre as “infinitas” ideias que brotam como um olho d’água.

Na outra ponta, a imaterialidade funciona como um guia coletivo simplificador que nos orienta a favor da proteção dos recursos naturais finitos.

CRIATIVIDADE: IDEIAS MUITO ALÉM DA ESQUINA.

Restringir a criatividade à solução de problemas é como colocar um hiper computador na mão de uma criança de 5 anos. Rui Santo

A imaterialidade é um fenômeno recente, sem precedentes no mundo dominado pela materialidade e pela ciência, que nela se sustenta.

Enquanto a materialidade pede ações para tornar o consumo sustentável, a imateriali-dade não pede nada, exceto que seja concretizada com maior brevidade.

A imaterialidade é uma conseqüência direta do surgimento da digitalização onde quase tudo pode ser transformado em “0-1’s” e unificado.

È uma tecnologia que finda as necessidades sobre aquele objeto material.

Por exemplo, com o advento dos escritórios sem papel os avanços tecnológicos sobre sulfite tornam-se inúteis.

É previsto que os jornais deixem de serem impressos até 2050. Quando essa mídia não usar mais papel, não haverá necessidade de desenvolvimento de “tecnologias para a impressão em papel – jornal”.

Isso inclui tintas, máquinas, softwares, espaços, árvores, transportes e combustíveis, energias consumidas, etc., etc., etc. e seus respectivos funcionários e impostos.

Além da inclusão de seu entorno, que suga como um rodamoinho, a imaterialidade contém em si a tecnologia mais arrebatadora que é a dispensa de novas tecnologias para os itens que se “imaterializaram”.

Assim, a imaterialidade tem um grau de abrangência ainda pouco percebido. Muito menos do que deveria ou poderia.

A tecnologia emergente mais surpreendente de todos os tempos é a NÃO TECNOLOGIA, isto é, é a dispensa da tecnologia de materialidades quando alcançamos a imaterialidade. Rui Santo 

Alguns exemplos de itens que estão migrando para a imaterialidade: e-commerce, mídias, comunicação sem papel, e – banco, trabalho em casa, etc.

Dito de outra forma: as tecnologias existentes em diversos produtos materiais são de-voradas por uma única tecnologia, a Tecnologia da Informação.Voltaremos a esse tema muitas vezes em função de sua importância para a criatividade, inovação e estudos do futuro.

Por outro lado, a produção de ideias através de sinapses mentais provoca o surgimento da consciência individual.

Essa relação é perfeitamente identificada por um dos maiores estudiosos da consciên-cia, Antonio Damásio da USC – University of Southern Califórnia que administra o “Brain and Creativity Institute” – Instituto de Cérebro e Criatividade.

Não é difícil imaginar a profundidade das relações entre ideias e consciência de tal modo que a produção de grande quantidade de ideias liberta a emergência da consciência.

Isto é, na nossa compreensão surge a necessidade da consciência para decidir entre as ideias que nos surgem através das conexões mentais.

Assim, esses dois elementos, consciência, que nos ajuda a escolher entre as próprias ideias, e a imaterialidade, que nos ajuda a escolher entre as opções externas servem de guias que nos orientam e conduzem pelo labirinto de opções e riscos que brotam continuamente.

Experimente! Estar em sintonia com sua própria consciência é tudo de bom. Além de ser um método fácil de praticar por estar no nosso DNA.


Fonte: Artigos Administradores / Entre múltiplas alternativas, como saber se conduzir

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