Especialistas preveem maior participação do Congresso na discussão do Orçamento

Especialistas preveem maior participação do Congresso na discussão do Orçamento

Economista Fernando Antônio Rezende, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse que é positiva a forma como o Orçamento foi apresentado pelos ministros Joaquim Levy, da Fazenda, e Nelson Barbosa, do Planejamento

A proposta orçamentária apresentada hoje (31) pelo governo, com previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões, agradou especialistas, principalmente pela transparência da medida. Segundo eles, pela primeira vez o Congresso deverá discutir a fundo o Orçamento nacional, ajudando o Executivo a definir os pontos que devem ser redimensionados.

O economista Fernando Antônio Rezende, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse que é positiva a forma como o Orçamento foi apresentado pelos ministros Joaquim Levy, da Fazenda, e Nelson Barbosa, do Planejamento.

“Devemos ver isso como uma mudança positiva, uma forma de provocar o debate. Há muito tempo não ouvíamos discussões sérias sobre Orçamento. Era aprovado e depois víamos como executar. Se há um consenso na sociedade brasileira, de que não tem mais espaço para resolver esse problema pelo aumento do tamanho do Estado, a solução é rever as escolhas que engessam o Orçamento. Isso é um ebate político, não é uma questão meramente técnica. O Orçamento é uma peça política, que tem de ser discutida no Congresso”, afirmou Rezende.

De acordo com o professor de Economia e Finanças da Faculdade Ibmec, Ruy Quintans, apesar de o governo ter indicado diversos cortes que precisarão ser feitos, provavalmente serár necessário algum tipo de aumento na carga tributária para equilibrar as contas.

“Acho que é uma cartada política no sentido de sensibilizar o Congresso em relação às dificuldades que estamos enfrentando. O Congresso terá de ir à fundo nessa matéria. É a forma que o Executivo encontrou de dividir com o Congresso a responsabilidade sobre a condução da proposta”, afirmou Quintans.

Segundo ele, do ponto de vista prático não há muito o que se fazer sobre o aumento da carga tributária. “Abre espaço para discutir isso [aumento de carga tributária]. Basta as pessoas pensarem que ficaria pior com ela, mas muito pior sem ela”, concluiu.


Fonte: Notícias Administradores / Especialistas preveem maior participação do Congresso na discussão do Orçamento

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