Está desempregado e com dívidas? Fique ligado!

Está desempregado e com dívidas? Fique ligado!

As mudanças no cenário nacional implicam em dificuldades que precisamos superar de forma mais eficaz. Para isso, é importante conhecer os detalhes do problema para saber agir da melhor maneira possível.

Uma das melhores sensações no mundo capitalista é poder comprar o que quiser, gastando o dinheiro como, onde e na hora que quiser e achar conveniente. Porém, hoje muitos dos brasileiros não podem desfrutar desse sentimento. O índice de desemprego é crescente e chegou em 2016 aos impressionantes 10% da população, isso mesmo!  São 10,4 milhões de brasileiros desempregados e com contas para pagar. Não são raros os casos em que mesmo trabalhando, nos encontramos com dívidas infinitas e que viram verdadeiras bolas de neves, não é mesmo?

Imaginem o orçamento do brasileiro, já apertado, diga-se de passagem, tendo que fazer milagres com o salário mínimo que deveria garantir as necessidades vitais básicas da própria pessoa trabalhadora e para a família dela com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. Conforme a nossa majestosa Constituição Federal de 1988 em seu art. 7º, inciso IV.

Porém a verdade é bem outra, o salário mínimo não consegue suprir todas as necessidades e infelizmente sobra mês no fim do salário para a maioria de nós.

O resultado é obvio! A inadimplência brasileira é outro índice assustador, e o ano de 2016 já começou com 59 milhões de pessoas nessa situação.

O que fazer quando o desemprego bate na nossa porta e sem falar que junto a ele sempre chegam ás contas: água, luz, telefone, gás, internet, escola, IPVA, IPTU, Cartões de crédito, prestações de carro e outras prestações infinitas.

De certo que as contas se tornaram dívidas e os credores não vão se compadecer devido a sua situação ao ponto de perdoar os débitos. Até porque, eles também precisam receber para que não se tornem novos devedores.

Afinal, se cada um fizer a sua parte e pagar o que deve, devagar vamos fomentando a economia brasileira e somente assim podemos nos ver livres desses índices que terríveis.

Frases como: “Não me importo com nome restrito!” “ Depois de 5 anos eu não preciso pagar mais!” São comuns e não é a melhor forma de se pensar.

Explico o porquê. A inclusão do CPF nos órgãos de proteção ao crédito, geralmente SPC e SERASA, impede o devedor de obter crédito na praça, financiamentos, compras e até mesmo pode ser prejudicado em seleções de emprego, já que existe prática usual de empresas que consultam a situação financeira de seus candidatos antes de contratar.  O próprio TST- Tribunal Superior do Trabalho autoridade máximo da jurisdição trabalhista declarou que não existe proibição legal que impeça a consulta aos cadastros de restrição ao crédito antes de admitir um funcionário. Essa prática pode ser discutida judicialmente caso o candidato sinta-se moralmente ferido. Porém é um desgaste que pode ser evitado.

Há pessoas que acreditam estar livre das dívidas em cinco anos, porém, não é bem assim que funciona. De fato os órgãos de proteção ao crédito só podem mantem o nome do inadimplente restrito por 5 (cinco) anos, mas, isso não acaba com os problemas de quem deve.

O que acontece é que cada dívida tem um prazo para o credor acionar a justiça e requerer o pagamento, se dentro desse prazo o credor fizer a cobrança judicial, o prazo de prescrição é interrompido e a dívida terá que ser paga com juros e correção monetária, podendo ainda requerer a execução do débito com a penhora dos bens do devedor.

Os prazos são diferentes para cada tipo de débito, o Código Civil nos arts. 205 e 206 e o Código Tributário Brasileiro dispõem sobre os prazos prescricionais.

Quem está endividado deve ficar atento:

Prescreve em 10(dez) anos: telefone, energia elétrica, água e todas as outras dívidas em que a Lei não fixar prazo menor.

Prescreve em 5(cinco) anos: IR (Imposto de Renda) e impostos federais diversos, IPVA (após notificação de cobrança), IPTU, ITBI, boletos bancários, cartões de crédito, convênios médicos, limite de cheque especial.

Prescreve em 3(três) anos:  Aluguéis, Notas Promissórias, Empréstimos bancários, Letras de Câmbio.

Prescreve em 1 (um) ano: Hospedagem (hotéis e pousadas) e seguros.

Prescreve em 6 (seis) meses Cheques** Cuidado com cobranças de cheques. Estes possuem formas de cobrança judiciais mesmo fora do prazo normal de prescrição.

Passou o prazo e o credor não cobrou judicialmente e para sua alegria seu nome não está mais restrito no SPC ou SERASA.  Não comemore! Pois, apesar de o seu débito não poder ser mais público, sua restrição de crédito na empresa credora continuará até a quitação da dívida e a cobrança pode ser feita através das vias administrativas, sendo com ligações, cartas e todas as formas não judiciais que o credor puder utilizar.

Se as condições financeiras não permite a quitação total dos débitos, a melhor solução é a renegociação!

Para se ver livre de uma vez por todas dessa amolação, o remédio é  renegociar, taxas, juros, prazos, parcelas e formas de pagamento. Consulte o seu CPF e verifique se seu nome está restrito, liste todos os seus credores. Analise qual é a forma de pagamento conforme suas condições, se possível reúna todos em uma negociação única.

Já existem ferramentas para facilitar a vida de quem quer e precisa de uma ajuda para fazer a renegociação. Até mesmo na própria justiça, gratuitamente você pode acionar os credores juntos em uma ação de renegociação de débito, dessa forma propor o melhor acordo para a quitação. Os juros, taxas e correções monetárias podem ser paralisados e o seu nome retirado dos órgãos de proteção ao crédito. Assim, será assegurada a melhor negociação dentro das normas legais e evitando abusos por parte das empresas credoras.

Sabendo disso não tem porque continuar endividado, dessa forma, sem dívidas, dá para respirar melhor pegar impulso e enfrentar o momento atual do país com a consciência tranquila.


Fonte: Artigos Administradores / Está desempregado e com dívidas? Fique ligado!

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