Está no fundo do poço? Pare de cavar

Está no fundo do poço? Pare de cavar

Há pouco tempo, escrevi um texto sobre endividamentos que gerou algumas polêmicas. E desde então minha indignação tem crescido em relação às campanhas de limpar o nome que andam a todo vapor no cenário da economia do Brasil. E esse artigo tem como objetivo continuar essa reflexão

Há pouco tempo, escrevi um texto cujo título gerou algumas polêmicas, e você pode ler aqui no Portal dos Administradores: “Como ficar com o nome sujo pode ser seu primeiro passo para independência financeira”. E desde então minha indignação tem crescido em relação às campanhas de limpar o nome que andam a todo vapor no cenário da economia do Brasil.

Longe de mim falar de política, mas sendo minha especialidade justamente Educação financeira – lê-se comportamento e relacionamento com dinheiro, minha obrigação congruente é levantar a discussão àqueles que não só usam a inteligência para si, como também podem me ajudar a multiplicar essa receita nada complicada, embora difícil de se aplicar:

Receita – Despesa = Lucro ou prejuízo.

Bem, essa regra é matemática, se você gasta mais do que ganha, você fica no prejuízo! o contrário também é verdadeiro, mas é no primeiro cenário que vamos nos ater hoje.

Uma pessoa ou empresa que está endividada, obviamente vem gastando mais do que ganha há tempos, vem tomando empréstimos de diversas ordens e tipos no mercado, as vezes até se dispondo de bens e reservas para poder aplicar no negócio. Num círculo tão vicioso que, na maioria das vezes nem lembra mais o objetivo do primeiro contrato!

A primeira coisa para uma pessoa/empresa que se encontra no vermelho ou metaforicamente “no fundo do poço” deve fazer é “parar de cavar” ou seja, fazer uma intervenção radical no custo de vida e PJ, tirando tudo que puder. E para isso, é necessário fazer um levantamento de tudo o que gasta, fixo, variável e dos endividamentos – desde valor de parcelas a valores de quitação, para fazer um mapeamento da situação atual.

Pânico e luz geralmente são palavras ditas nesse momento! Pânico porque é loucura perceber quão rápido é possível tomar tanto crédito, e como se vivia às cegas, achando que “do nada” um milagre ia acontecer. (Thomas Stanley e William Danko chamariam a esse “fenômeno” de DNA da mente pobre). Luz porque, embora catastrófico, sempre é menos pior do que se imaginava.

O segundo momento deve ser destinado a análise e planejamento de ações para aumentar o faturamento. E pra isso é preciso “cabeça fria”.

Na maioria das vezes, quando a pessoa entra em crise financeira, o foco vai para o problema…e não adianta ficar olhando para o problema…o que eu quero dizer? Ficar “amaciando” o problema não vai fazer ele sumir nem ficar mais “fofo”, pelo contrário, só vai fazer sua cabeça ficar voltada para o negativo.

Por isso, entender que erramos, mas fizemos o melhor que podíamos com o que sabíamos, é assumir a responsabilidade e não se culpar. Isso causa uma “revolta funcional” que, se bem trabalhada, vai levar a ações estratégicas inclusive para ganhar fôlego para negociar.

Infelizmente, as vezes a melhor solução é deixar bancos e algumas outras dívidas em stand by, sem pagar, até tomar um fôlego, mesmo que isso represente ficar com restrições nos órgãos de restrição de crédito. (Escrevi sobre isso no artigo citado acima).

No entando, sempre tem o lado bom e aprender com o erro leva a maturidade e crescimento em todos os sentidos. Os maiores empreendedores e pessoas mais bem sucedidas do mundo contam, em seus 20, 30, 40 anos de jornada, que levaram tombos, erraram feio, esqueceram de planejar ou analisar em algum momento e “conquistaram” problemas estrondosos…mas todos, sem excessão, extraíram grandes aprendizados e fizeram diferente. Conhecer essas histórias é uma excelente ferramenta de motivação e esperança.

Assim, sair da culpa é o passo mais importante para que você possa de fato agir para mudar a situação.

Se você conseguir dar esse novo olhar aos seus problemas, por maiores que sejam, eu garanto a você que:

  • Se tornará apto a dar a volta por cima, começar uma bela jornada de reconstrução com consciência e muito aprendizado;

  • Poderá ajudar muita gente com problemas parecido e mostrar que é possível, assim como facilitar o caminho para muitos;

  • Ensinará aos seus queridos e herdeiros que coragem, determinação e persistência, são virtudes dos grandes vencedores;

  • Ao se olhar no espelho sentirá que toda a força que precisa, está dentro de você, e se pôde chegar até aqui, imagine o que está por vir!

Se você pegou o “espírito da coisa”, a quem de direito, Feliz vida nova! 


Fonte: Artigos Administradores / Está no fundo do poço? Pare de cavar

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