Ex-gerente vende água nas ruas de SP vestido de garçom

Ex-gerente vende água nas ruas de SP vestido de garçom

Desempregado, Jairo desistiu do emprego formal e resolveu surpreender os motoristas ao oferecer água e amendoim vestido com camisa branca e calça social nos sinais de São Paulo

Jairo Rosendo de Freitas, 34, sai de casa todos os dias para assumir o seu posto próximo à esquina da avenida Interlagos com a rua José Neves, na zona sul de São Paulo. Desempregado há cerca de um ano e quatro meses, ele passou a vender água e amendoim no sinal para garantir a renda familiar. Dentre milhares de vendedores ambulantes, Jairo se destaca pela sua aparência: ele trabalha vestido de garçom.

Trajando calça social preta, camisa branca e gravata borboleta, Jairo carrega as garrafas dentro de um balde de alumínio com gelo e em uma bandeja. “Decidi vender vestido de garçom, como um marketing”, conta.

Jairo leva cerca de 30 minutos da sua casa até à esquina onde fica até as 18h ou até acabar o estoque das 120 garrafas de água. “Posso acordar mais tarde e tomar café com a minha família”, diz, relembrando que já foi office-boy e até mesmo gerente de lojas, mas que prefere sua rotina atual. “[Antes] Era difícil arrumar uma folga”, comenta, e por isso resolveu pedir demissão do último emprego como eletricista.

Ganhando o mesmo dinheiro que recebia como eletricista, o vendedor incomum já chegou a recusar ofertas de emprego de consessionárias que se interessaram pelo seu estilo. “Na rua, trabalho para mim mesmo. Meu patrão é Deus”, conclui convictamente em entrevista ao UOL e ressalta que sonha em abrir o próprio negócio.

Sem deixar de sonhar

Demitida do seu estágio, a estudante de Direito Claudia Santos de Aquino, 35, assim como Jairo, encontrou no trabalho como vendedora ambulante uma solução rápida para as contas que acumulavam. Sem fonte de renda, Claudia precisou trancar a faculdade por não conseguir arcar com as mensalidades do curso.

Segundo o G1, para conseguir dinheiro e se manter, Aquino passou a vender ‘chup-chup’ (também conhecido com din-din em algumas regiões) e bombons em um semáforo localizado na região de Jacaraípe, cidade de Serra, no Espírito Santo. Segundo ela, o trabalho é difícil, mas está rendendo dinheiro o suficiente para gastos diário e guardando o restante para se formar em 2017. A vendedora conta que consegue faturar aproximadamente R$100 por dia com a venda dos produtos.

“Estou conseguindo pagar aluguel, comida, água e luz, tudo com o dinheiro do chup-chup. E depois que comecei a ralar aqui no semáforo, muitas portas foram se abrindo. Hoje, faço recepção em feiras, eventos promocionais e não pretendo parar”, explicou ela.

O trabalho não para por aí não. Claudia também faz panfletagem, corte e pintura de unhas, depilação e faxina, que geram o sustento dela e de seus dois filhos, de 16 e 18 anos. “Deus abre portas para quem não cruza os braços”, finaliza.


Fonte: Notícias Administradores / Ex-gerente vende água nas ruas de SP vestido de garçom

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