Existem comportamentos que me limitam?

Existem comportamentos que me limitam?

Em uma síntese bem simplificada, comportamento é o modo de se comportar; é o jeito de portar-se das pessoas ou dos seres diante de estímulos e em relação ao entorno. Também pode ser traduzido como o conjunto de procedimentos ou reações do indivíduo ao ambiente que o cerca, isto é, o meio

O que é comportamento? 

Em uma síntese bem simplificada, comportamento é o modo de se comportar; é o jeito de portar-se das pessoas ou dos seres diante de estímulos e em relação ao entorno. Também pode ser traduzido comoo conjunto de procedimentos ou reações do indivíduo ao ambiente que o cerca, isto é, o meio.

Há variados modos de comportamento, que se modificam de acordo com as circunstâncias: 

  • O comportamento consciente é aquele nasce da sequência de um de raciocínio. Por exemplo: o ato de cumprimentar alguém na rua.
  • Já o comportamento inconsciente, por sua vez, acontece de forma praticamente involuntária; a pessoa não pensa sobre um fato, como por exemplo, se coçar ao ser picado por um inseto qualquer.
  • O comportamento privado ocorre na intimidade do lar ou quando se está sozinho, isto é, o indivíduo não tem de se preocupar com os olhares curiosos das outras pessoas. Câmeras escondidas nos bastidores de programas de TV, por exemplo, mostram bem essa diferença.  
  • Por fim, o comportamento público, diferentemente do anterior, se dá em espaços compartilhados ou em lugares onde há aglomerações de pessoas: em reuniões, em grupos de estudos, nas escolas, nas missas ou nos cultos das igrejas, festas, etc.

Em psicologia, o conceito de comportamento se traduz em tudo aquilo que uma pessoa ou um ser faz perante o seu meio, o seu habitat. A interação de um sujeito em um determinado ambiente envolve um tipo de comportamento. Assim, quando este indica padrões considerados estáveis, aí temos a conduta.

O bom ou mau comportamento é definido conforme as normas sociais de cada lugar. Curiosamente, em certos lugares da Ásia, colocar ou passar a mão sobre a cabeça de uma pessoa é considerado uma ofensa; já no ocidente, não. Uma criança comporta-se bem quando obedece aos seus pais. Em contrapartida, quando foge às regras estabelecidas por eles, dizem que é má comportada.

Em geral, o bom ou o mau comportamento é estabelecido conforme as leis e convenções sociais que podem variar de época para época.

Entretanto, os comportamentos que nos tolhem ou nos limitam em certos momentos são… Absolutamente normais num ser humano. A menos que uma pessoa seja extremamente introvertida ou com uma timidez bem acima da média, beirando à esquizofrenia, é inerente aos humanos determinadas limitações comportamentais.

A despeito de concepções genéticas, neurocerebrais, etc., cada ser humano desenvolve em sua formação uma personalidade subjetiva, isto é, única. Cada um de nós possui gostos e modos diferenciados. Veja o caso de dois irmãos, por exemplo: ambos nascem dos mesmos pais, recebem educação igual, dividem o mesmo espaço na casa… Entretanto, são absolutamente diferentes em atitudes, caráter, preferências, etc.. Às vezes um é bom; já o outro, ruim. Um gosta da cor amarela; o outro não. Um é extrovertido; o irmão, ao contrário, é tímido e assim por diante.

Coisa semelhante ocorre quando uma criança qualquer, devido a uma fatalidade, vem a falecer. Se a mãe mais tarde engravidar novamente e conceber outra criança e colocar nela o mesmo nome da falecida, é claro que esta não terá a mesma personalidade da primeira. Nem mesmo se fosse um clone!

Portanto, cada ser humano é único. Não é porque existem centenas de milhares de pessoas que se chamam Paulo, que todos os Paulos são exatamente iguais em tudo.

Dessa forma, é óbvio que em determinadas situações cada um de nós age de modo diferente. O comportamento de fulano em uma ocorrência é de um jeito; o de cicrano, outro e de beltrano, talvez, diverso de ambos.

Assim há também pessoas, que não sabemos o porquê nos incomodam, nos constrangem, nos intimidam e até nos amedrontam. A pessoa em questão nem precisa fazer absolutamente nada. Nem mesmo notar a nossa presença ou dizer coisa alguma. Mas ela, de repente, nos trava a palavra, nos desconcerta… Enfim, nos faz perder o fio da meada. Por que isso ocorre, então? Não há uma resposta concreta. Acontece e pronto! Muitos psicólogos, psiquiatras e terapeutas já tentaram e tentam explicar esse fenômeno. Porém, não existe uma unanimidade nas teorias aventadas por eles e nem porque isso acontece. Fobia? Lembranças passadas?

O fato é que cada caso é diferente um do outro. Há quem tenha esse tipo de coisa devido a algo ocorrido na infância ou em um determinado momento de sua vida e que ficou armazenado em seu subconsciente. E quando se depara com uma pessoa que ativa essas reminiscências, a reação de bloqueio entra em ação. Mas, no geral, é absolutamente normal.

Então, quando isso ocorrer, o importante é não entrar em pânico ou deixar o nervosismo tomar conta. O certo a fazer é relaxar, tentar não dar importância ao fato e concentrar-se em suas ações a fim de que elas pareçam as mais naturais possíveis. Conforme a situação, tente estabelecer uma conversa com alguém próximo com o(a) qual tenha afinidade.

Contudo, se estiver no centro das atenções, como por exemplo, falando em uma reunião, finja que aquela pessoa que lhe embaralha os pensamentos e o seu modo de agir, não se encontra ali naquele instante. Mas lembre-se: o importante é não se deixar dominar pelo nervosismo, sentimentos alheios a sua vontade ou algo que o valha. Dissimule.

 Somos capazes de inquietações para o que em si mesmo não tem a menor importância (Viana Moog).


Fonte: Artigos Administradores / Existem comportamentos que me limitam?

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