Falta internet nas escolas, mas crianças do Brasil lideram acessos via dispositivos móveis

Falta internet nas escolas, mas crianças do Brasil lideram acessos via dispositivos móveis

78% das crianças e adolescentes brasileiras confessaram ter um perfil próprio em redes sociais

As crianças brasileiras são líderes no quesito acesso via dispositivos móveis em comparação com outros sete países europeus. A conclusão pode ser obtida através do estudo “Children and Internet use: A comparative analysis of Brazil and seven European countries”, ou Crianças, adolescentes e Internet: uma análise comparativa entre o Brasil e sete países europeus, apresentado recentemente.

Segundo o relatório final, jovens brasileiros entre 9 e 16 anos de idade vencem as crianças e adolescentes de países como a Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Itália, Portugal, Romênia e Reino Unido no quesito tempo e acesso ao conteúdo da web. Vale salientar que os dados foram obtidos em 2013 e 2014 e apontam uma significativa presença dos brasileiros nas redes sociais (se comparada aos outros países).

Os dados brasileiros foram retirados da TIC Kids Online Brasil 2013, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), além do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Ao todo foram entrevistadas entrevistadas 2.261 crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos.

Segundo ele, uma em cada três crianças brasileiras acessam a rede através de dispositivos móveis (33%). O número é superior a países como Romênia (15%), Irlanda (13%), Portugal (13%) e Bélgica (11%).

No entanto, a falta de acesso à internet nas escolas brasileiras é um problema grave. Por aqui, apenas 36% delas afirmaram ter a opção de estudar conectada. O número é inferior ao verificado na maioria dos países europeus envolvidos no estudo: Reino Unido (88%), Dinamarca (80%), Romênia (53%), Portugal (49%), Irlanda (47%) e Bélgica (39%),com exceção da Itália (26%).

“Em vez de restringir o acesso à Internet, as escolas brasileiras deveriam valorizá-lo e investir nessa tecnologia, permitindo que as crianças explorem plenamente o potencial da Internet e sejam capacitadas para o seu uso seguro”, considera Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Entre as atividades preferidas, assistir vídeos e utilizar redes sociais são as principais atividades das crianças e adolescentes. Os dinamarqueses (70%), romenos (58%), irlandeses (49%) e britânicos (49%) preferem assistir aos vídeos on-line, enquanto as redes sociais aparecem como a principal atividade para adolescentes italianos (59%), brasileiros (52%), portugueses (50%) e belgas (48%).

Sobre à presença nas redes sociais, 78% das crianças e adolescentes brasileiras confessaram ter um perfil próprio na rede. Já especificamente entre crianças entre 9 e 10 anos, o Brasil aparece na lista com 52% de presença, contra 50% da Romênia, 41% da Dinamarca, 26% de Portugal, 22% da Bélgica, 19% do Reino Unido, 15% da Itália e 14% da Irlanda.

Os dados completos da pesquisa podem ser vistos neste link


Fonte: Notícias Administradores / Falta internet nas escolas, mas crianças do Brasil lideram acessos via dispositivos móveis

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