Feminismo x Machismo: não sou obrigada

Feminismo x Machismo: não sou obrigada

O Enem nesse final de semana movimentou a internet dividindo opiniões acerca do feminismo abordado na prova. Piadas e discussões dividiram internautas sobre ser machista ou feminista, como se concordar com um fosse obrigatoriamente ser contra o outro, mas eu, sinceramente, não me sinto obrigada

Primeiramente gostaria de esclarecer, antes que me julguem, que sou uma mulher, moro sozinha e sustento todas as minhas necessidades e desejos capitalistas com o suor do meu próprio trabalho. Não dependo de pai, mãe, marido, irmão ou quem quer que seja para me manter e acho isso absolutamente normal. Agradeço ao empenho das feministas do passado por lutarem por esse direito nosso, mas ao contrário do que possa parecer eu não sou feminista.

Não sou feminista, nem machista, muito pelo contrário. Concordo com muitos preceitos de ambos e discordo de outros mais, ou seja, tenho a minha própria visão a respeito da igualdade entre homens e mulheres e sua relação com a sociedade e não sou obrigada a tomar um lado dessa guerra de opiniões contra um e outro. Acredito que a sociedade evoluiu muito nesse sentido, porém alguns movimentos ainda usam discursos que não se enquadram mais na atual situação.

Meu conceito de igualdade consiste em tratar cada um conforme suas desigualdades. Homens são diferentes de mulheres, tem habilidades diferentes, realizam atividades de formas diferentes o que, consequentemente os levam a ter vantagens em alguns trabalhos e em outros não. O homem tem maior resistência física, não tem TPM e por isso tem preferência em trabalhos braçais e cansativos. Enquanto a mulher é sensível, observadora e tem a capacidade de fazer diversas coisas ao mesmo tempo, por isso tem preferência em setores de recursos humanos, secretariado entre outras. Ao ingressar no mercado de trabalho a mulher ocupou muitas posições que eram dos homens, porém com salários menores. Injustiça? Não, igualdade de direitos.

Uma vertente do feminismo atual crê não haver diferenças inerentes entre homens e mulheres defendendo que os papéis atribuídos a cada gênero instauram socialmente a diferença. Não concordo, as mulheres tem salários menores devido a direitos conquistados por sua própria condição biológica feminina. É comprovado cientificamente que as mulheres produzem menos no período pré-menstrual e, pelo menos no Brasil, mulheres possuem licença maternidade de 4 meses. Isso para a empresa gera um custo maior ao se contratarem mulheres. Se não existem diferenças, então como as mulheres teriam filhos e trabalhariam? Voltariam ao trabalho após saírem da maternidade para que recebam salários iguais aos homens? Ou pediriam demissão e passaria o resguardo sem receber? Receber esse benefício com salários iguais fariam as empresas discriminarem completamente as mulheres.

Quanto a questão de violência contra a mulher acho até desnecessária a discussão. A violência contra qualquer vida, humana ou não, é desprezível e deve ser igualmente punida.

Agora quanto a relação entre homem e mulher, acho que cada um cria em casa as regras que lhes convém. Não considero opressão ter que cuidar dos filhos e da casa se meu marido ganhar mais e for mais conveniente eu deixar de trabalhar para isso, o contrário pode acontecer também, porém acredito que a qualidade do serviço cairia bastante, por questão de habilidades. Nesse ponto acredito que minha opinião esteja mais próxima do machismo. Talvez seja apenas por uma questão de exemplo, porque fui criada assim -“a sociedade me impôs” – mas vejo o papel do homem e da mulher muito bem definidos em um lar, tanto por questões práticas e financeiras como de habilidades.

A mulher possui um instinto materno muito forte, não apenas com os filhos. É de sua natureza cuidar e para mim esse é seu papel, enquanto os homens lhes dão segurança, proteção. Se o homem ganha mais que a mulher, nada mais justo que ele arcar com a maior parte ou todas as despesas da casa, além de ganhar menos é a mulher quem cuida de tudo e ainda tem mais gastos com cuidados pessoais que eles. Já viu um homem e uma mulher doentes? É fácil perceber, há exceções, mas no geral homens não conseguem cuidar nem de si mesmos, porque insistir que cuidem de crianças?

Portanto, no meu ponto de vista, a ideia é simples: aproveitar o que cada um faz de melhor dando-lhes os devidos direitos e contrapartidas. Não preciso estar de um lado ou de outro, nem concordar com o que impõe a sociedade, apenas viver de acordo com aquilo que eu acredito e eu acredito que as competências de homens e mulheres são naturalmente diferentes. Você também pode fazer o mesmo, basta pensar fora da caixa! 


Fonte: Artigos Administradores / Feminismo x Machismo: não sou obrigada

Os comentários estão fechados.