Ferramentas e análises para diminuir o risco da inovação

Ferramentas e análises para diminuir o risco da inovação

É inquestionável que o universo mercadológico que nos rodeia é cada vez mais competitivo, fruto da alta demografia, aliada à tecnologia, que possibilitou a globalização. Sociologia e Política à parte…

É inquestionável que o universo mercadológico que nos rodeia é cada vez mais competitivo, fruto da alta demografia, aliada à tecnologia, que possibilitou a globalização. Sociologia e Política à parte, quando focamos o mercado sabemos que não sobreviverá a empresa que não aderir à mudança, que não acompanhar a dinâmica existente, afinal, quem não se predispuser a inovar. É a figura de um disco que gira (que simboliza o mercado), onde as empresas são como objetos colocados sobre o mesmo, que tendem com a rotação e via aceleração centrífuga a serem arremessadas para fora, sendo que, o que cria atrito suficiente para agarrar ao disco é a imagem da sua marca. Mas depender só do atrito (imagem da marca) não é suficiente, o que a faz gastar menos energia para ali estar é a forma como “gira junto com o disco”, como se dinamiza e assim permanece no mercado. Quanto mais inovadora é uma empresa, mais próxima do centro do disco fica, sofrendo menos com a aceleração (competição).

É por isso que vemos grandes empresas, que já tiveram sua marca forte, sofrendo o desgaste da mesma, porque não criaram a força inovadora que as impulsionasse até o centro do disco. Ao mesmo tempo vemos o efeito contrário, empresas jovens que conquistarem marcas fortes porque têm uma dinâmica inovadora que as colocam em situação confortável. Não é difícil ver as grandes marcas dos anos 80 e 90 sendo expulsas por marcas jovens, um bom exemplo é pensar na Nokia e Motorola daquela época frente às marcas Apple e Samsung hoje, quando falamos de telefones móveis. E assim podemos visumbrar vários exemplos, em carros, na moda, em quase tudo o que nos rodeia.

Ao analisar a figura do disco fica fácil de perceber porque marketing e inovação têm que andar juntos, o primeiro dá aderência ao mercado (imagem da marca), o segundo cria o vetor que leva ao conforto, um conforto dinâmico, que as empresas que não conseguem inovar não sabem administrar.

Diante de tanta obviedade só resta mesmo optar pela inovação, mas todos sabemos os riscos evidentes que temos que correr para inovar, há sempre que investir tempo, dinheiro e energias nesse sentido, a estatística mundial aponta que para cada 5 ideias, apenas uma vira inovação de verdade, aquela que se torna um produto ou serviço rentável. Sendo assim, não podemos atuar como amadores, é irresponsável dar-se ao luxo de seguir somente os instintos, nenhuma empresa inovadora atual faz isso, se diz que o faz, é para iludir a concorrência.

Acostumado a conviver com este tipo de cenário e trabalhando com inovação há mais de 30 anos, fui desenvolvendo ferramentas para analisar e viabilizar as inovações, reduzindo os riscos e adequando os processos à cada empresa e sua condizente situação temporal, assim os riscos diminuem e os investimentos idem.

Se pensarmos na proporção de 5 ideias geradas para uma ser viabilizada, percebemos que isso é muito importante, porque as probabilidades aumentam consideravelmente quando tentamos mais, se analisamos melhor a forma de inovar, arriscamos menos em cada uma delas.

Nada disso é factível sem muito envolvimento e aprofundamento, todas as promessas do tipo “pílula mágica” sobre este tema devem ser descartadas, quem arrisca inovar assim, pelo impulso despreparado, tenderá a errar e também desistirá de começar um novo processo inovador, este tipo de trauma é simples de perceber, quantos empresários verbalizam que não querem inovar porque já tentaram e não “correu bem”? Foi a falta de trabalho analítico que gerou este tipo de reação defensiva.

É claro que alguns têm sorte e chegam ao Olimpo rapidamente, mas se logo não aprenderem as técnicas adequadas, também são expulsos do disco do mercado, pois a sorte não costuma ser tão fiel, repetitiva. Por outro lado, os que adquirem as ferramentas ideais para inovar, adequam-se, incluem isso na cultura organizacional, passam a ser dinâmicos por essência, com competência.


Fonte: Artigos Administradores / Ferramentas e análises para diminuir o risco da inovação

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