Fim de feira virou sinônimo de gastança?

Fim de feira virou sinônimo de gastança?

Considerando o Mensalão, o Petrolão, o escândalo das offshores companies revelado pelo Panama Papers e essa gastança de fim de feira que Dilma e sua turma vêm empreendendo com comunicação e propaganda, cabe uma auditoria minuciosa, criteriosa e isenta nas contas públicas, nos controles administrativos e nas empresas estatais.

Nestes últimos dias de um projeto de poder, dois fatos têm chamado a atenção no grupo político vinculado a esse projeto: a tentativa de tumultuar o regular funcionamento do país e o aumento de gastos com temas, digamos, pouco prioritários para o Brasil neste momento.

 

No caso das tentativas de tumultuar o regular funcionamento do país, já combalido pela incompetência técnico-gerencial do grupo político que ainda permanece no poder, linhas auxiliares ligadas ao PT, como CUT, MST, MTST, UNE e UBES, têm bloqueado estradas, ocupado instalações públicas e hostilizado pessoas que apoiam o processo de impeachment de Dilma.

 

A mais nova vítima desses ataques de esperneio dos que perderão as benesses do governo patrimonialista lulopetista é a advogada Janaina Paschoal, que, num ato corajoso e heroico, aliou-se aos ilustres Miguel Reale e Hélio Bicudo para revelar os males provocados ao Brasil pela tal “contabilidade criativa” lulopetista.

 

Em mais uma demonstração de distorção do significado das palavras tão característica da turma do Foro de São Paulo, aliados de Lula e Dilma, que se dizem “defensores da democracia”, tentam ofender e desconstruir a honra e a carreira de Janaina Paschoal por ela, justamente, num gesto democrático ter demandado uma instituição democrática como o Poder Legislativo para pedir o afastamento de Dilma.

 

O outro fato que chama a atenção nos que ainda permanecem no poder se refere à elevação de gastos com temas pouco prioritários, como comunicação institucional e propaganda. A última desse grupo foi a edição de uma Medida Provisória (instrumento legal utilizado para situações excepcionalíssimas, como situações de calamidade pública e de guerra) para a abertura de créditos orçamentários de R$ 100 milhões de reais, destinados para comunicação e propaganda. A MP em questão é a de nº 722, de 28/04/2016.

 

Porém, o bom senso jurídico prevaleceu e o Supremo Tribunal Federal, mediante liminar apresentada pelo partido Solidariedade, suspendeu os efeitos dessa Medida Provisória, sob a justa alegação de que gastos com comunicação e propaganda não possuem os imperativos de imprevisibilidade e urgência tão necessários para justificar a edição de uma MP.

 

Ademais, os R$ 100 milhões da referida MP seriam melhor empregados (e justificados) se fossem para situações como socorrer as famílias vitimadas pela lama de Mariana (MG), combater as epidemias de zika vírus e H1N1 ou aliviar o caos da saúde pública no estado do Rio de Janeiro. Urgência para justificar aumento de gastos com comunicação e propaganda só serve de pretexto em países “democráticos” como Venezuela, Cuba e China.

 

Por fim, fica a seguinte reflexão para o governo que está sendo montado para suceder Dilma: considerando o Mensalão, o Petrolão, o escândalo das offshores companies revelado pelo Panama Papers e essa gastança de fim de feira que Dilma e sua turma vêm empreendendo com comunicação e propaganda, cabe uma auditoria minuciosa, criteriosa e isenta nas contas públicas, nos controles administrativos e nas empresas estatais, valendo-se, para tanto, de pessoas e recursos em quantidade e qualidade suficientes para analisar e avaliar a real situação do aparelho do Estado. Afinal de contas, é inadmissível que, em que pese o aparato de controle interno do Poder Executivo Federal e de suas estatais, bilhões de reais tenham sido desviados de órgãos e entidades de natureza pública, outros bilhões tenham sido “pedalados” e todo um aparato estatal tenha sido “feudalizado” por fisiologismos e corporativismos.

 

Um forte abraço a todos, sobretudo aos trabalhadores e trabalhadoras do nosso Brasil por este dia, e fiquem com Deus!

 

:.


Fonte: Artigos Administradores / Fim de feira virou sinônimo de gastança?

Os comentários estão fechados.