Fim dos tempos: o RH acabou!

Fim dos tempos: o RH acabou!

As organizações necessitam cada vez mais atuar com estruturas enxutas, foco em resultados e busca constante por inovação em processos e produtos. Dentro deste contexto, o RH de hoje está com os seus dias contados.

Primeiro foi “Departamento Pessoal”, depois “Recursos Humanos”, alguns optaram simplesmente por “RH”, e o mais atual tem sido chamar de “Gestão de Pessoas” a área responsável pela gestão dos processos relacionados à pessoas nas organizações. Mas, esqueçam tudo isso!

Em novembro de 2014, o guru Ram Charam defendeu o fim da área de RH nas organizações. Para ele, os departamentos de RH são ocupados por profissionais generalistas que não contribuem com os objetivos globais das empresas. Após esta questão ser levantada, algumas organizações começaram a se movimentar no intuito de seguir esta tendência.

O primeiro passo que algumas empresas seguiram foi o de mudar a missão da então área de RH. O foco continua sendo as pessoas, mas o RH passou a assumir um papel importante junto a estratégia das organizações. Hoje é imprescindível que a área responsável pelas pessoas em uma instituição assuma uma postura que busque desenvolver os talentos de uma empresa de forma a alavancar os seus resultados. A parte burocrática relacionada à alguns processos de pessoal foram assumidas por outras áreas, de modo a permitir ao então RH maior mobilidade e visão das pessoas associada ao negócio da organização.

A mudança da missão do então RH incentivou algumas empresas a colocarem um “fim” em seus RHs e o recriarem sob a nomenclatura de Desenvolvimento Organizacional e de Pessoas. Esta mudança não deve ser vista simplesmente como um novo nome, mas sim o início de uma nova era. O Desenvolvimento Organizacional e de Pessoas não tem como missão apenas “treinar” as pessoas em uma empresa, o seu conceito é muito mais amplo, é o de olhar a organização como um todo e poder preparar as pessoas para que os objetivos e metas organizacionais sejam atingidos. Mais do que nunca ser dotado de um olhar que permita identificar pontos de melhoria e desenvolvimento de líderes.

O modelo de consultoria interna, mais comumente adotado por empresas que implantaram áreas de Desenvolvimento Organizacional e de Pessoas demanda profissionais generalistas: com foco em pessoas e comportamento humano, mas que também possuam entendimento do negócio da empresa, tendências de mercado, análise de concorrência e tecnologia de informação, tudo isso para poder agir estrategicamente. A nova era em recursos humanos, tem como premissa básica associar estratégia à pessoas para potencializar os resultados organizacionais.


Fonte: Artigos Administradores / Fim dos tempos: o RH acabou!

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