Fusão e aquisição de empresas em tempos de crise

Fusão e aquisição de empresas em tempos de crise

Saiba como funcionam as fusões e aquisições de empresas

A crise financeira, de certo ângulo, favorece a fusão de empresas, como uma tentativa de somar forças para resistir ao difícil mercado. No entanto, é preciso realizar uma análise cuidadosa de todas as empresas envolvidas, bem como no que tange aos reflexos que serão gerados no mercado após a fusão.

Quando se fala em fusão, considera-se a união de duas ou mais empresas, que unem seus patrimônios, a fim de estabelecer uma nova empresa. Dessa maneira, as empresas originárias deixam de existir, passando a existir tão somente a nova sociedade comercial, que reúne todo o patrimônio. Assim, surge uma empresa completamente nova e deixam de existir as empresas originárias.

Por outro lado, quando ocorre a aquisição, deve-se pensar se é total ou parcial do capital da sociedade empresarial. Pode ocorrer a aquisição minoritária ou majoritária, na qual a gestão passa a ser detida pela empresa com a maior participação, tendo poderes para fiscalização e gestão da sociedade. Normalmente, a aquisição é feita por uma empresa maior que realiza a compra de uma empresa menor.

Diante da crise financeira no Brasil, diversas empresas menores necessitam de apoio para que possam realizar cortes de gastos, a fim de economizar. Para crescerem, empresas pequenas acabam por aceitar as ofertas de grandes empresas, já que num cenário de pessimismo, com diversas mudanças econômicas, é necessário obter mais recursos.

As fusões podem ocorrer dentro de uma mesma indústria ou segmento, ou até entre empresas com produtos ou serviços sem qualquer semelhança, a fim de diversificar o risco e ampliar a linha de produtos.

Em síntese, a grande diferença entre fusão e aquisição está no fato de que na fusão é criada uma empresa nova, já na aquisição a empresa adquirente se mantém e a empresa adquirida deixa de existir.

Evidentemente que o preço das empresas no mercado de ações está bastante fragilizado. Houve uma queda nos valores de venda das sociedades empresariais, após a recessão econômica, diante da crise na Petrobras, que movimentava diversas empresas.

O momento é excelente para quem possui capital para aquisição, já que poderá investir e expandir os negócios. Para as empresas que estão passando por dificuldades, o ideal é buscar recursos e financiamentos, por meio de parcerias com fundos de investimentos ou com empresas de grande porte.

Durante a crise financeira, somem as boas oportunidades e o dinheiro. Portanto, fusões e aquisições são fundamentais para aumentar a eficiência da empresa e os negócios

Por meio de uma fusão, por exemplo, é possível ampliar o fornecimento de produtos e serviços para uma determinada região antes não alcançada ou até mesmo passar a produzir outros produtos comercializáveis, ampliando em muito o lucro. Contudo, é preciso ter cuidado, já que tais negociações são complexas e precisam de preparação. É importante verificar toda a documentação da empresa a qual se pretende realizar a fusão ou a aquisição. Uma aquisição feita às pressas pode levar ao fim das duas empresas, principalmente, se a sociedade empresarial adquirida estiver muito debilitada, de forma que a adquirente sequer possa erguê-la. Muitas vezes a adquirente acaba direcionando muito capital para a empresa adquirida e o pior acontece: as perdas aumentam.

Portanto, o ideal é buscar o auxílio de uma consultoria especializada em fusões e aquisições, a fim de que seja analisado o valor do negócio, o potencial de valorização após a aquisição, além da busca e seleção de sócios.

 


Fonte: Artigos Administradores / Fusão e aquisição de empresas em tempos de crise

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