George Lucas – Lições do criador de Star Wars

George Lucas – Lições do criador de Star Wars

Livro conta a história de vida de George Lucas. Determinado/ carismático / controvertido / autoritário / sectário…são algumas das características do criador de Star Wars / Milionário com as super-produções, manteve conduta austera na vida pessoal e familiar. Leitura provocativa para profissionais e empreendedores.

O livro “George Lucas – A vida e obra do criador de Star Wars”, de autoria do professor de cinema, escritor e produtor Dale Pollock, é uma leitura que pode interessar não apenas aos que se tornaram fãs da série Guerra nas Estrelas.

Investigando e descrevendo as características pessoais e profissionais da personalidade de George Lucas, o autor nos permite compreender as origens da sua determinação ao enfrentar grandes dificuldades para produzir a série.

Influenciado desde muito cedo por uma cultura familiar e americana – calvinista – de austeridade e evitando qualquer ostentação, preservou os ensinamentos do pai, George Walton Lucas que lhe foram martelados desde a infância: “trabalhe duro para melhorar a sua própria sorte, não a dos outros”.

No auge da sua fama, tanto financeira como de reconhecimento público, ele tirava 50 mil dólares por ano para viver, certamente uma provisão nada estravagante.

Segundo o autor ele se permitiu alguns prazeres cheios de culpa: investiu na Supersnipe, uma galeria em Manhattan, especializada em histórias de quadrinhos – literatura que foi uma das suas primeiras influências na adolescência – e comprou uma Ferrari esportiva. Mas, evidentemente, uma Ferrari usada.

 

Esta introdução visa, exatamente,  destacar um dos pontos interessantes e curiosos do livro, na medida em que descreve, com riqueza de detalhes – afinal são 424 páginas – os traços do que o influenciou, tanto na vida pessoal como profissional.

O próprio George Lucas, quando descreve a forma como dirigiu e produziu Star Wars, diz, literalmente:

“Quando você está dirigindo um filme, tem de acordar às 4 e meia da manhã, tomar seu café às 5, sair do hotel às 6, dirigir até a locação durante uma hora, começar a filmar às 8 e acabar as filmagens por volta das 6. Daí você vai até seu escritório e organiza o próximo dia de trabalho. Você volta para o hotel lá pelas 8 ou 9, com sorte come alguma coisinha, e daí você vai para o seu quarto e começa a preparar a lição de casa, como vai filmar as cenas dos próximos dias, e então você deita para dormir. Na manhã seguinte começa tudo de novo”.

Ele viveu dessa maneira durante setenta dias, entre março e julho de 1976, num lugar que não gostava – clima hostil e imprevisível no deserto da Tunísia -, rodeado de pessoas que pensavam que ele era louco, e tendo que enfrentar vários desastres e contratempos.

 Conflitos e acidentes com os atores, os trajes espaciais que dificultavam os movimentos e um cronograma muito ajustado, com frequentes atrasos.

Segundo seu depoimento a característica marcante da sua personalidade foi provocada por um acidente de carro – que ele dirigia em alta velocidade, na provinciana Modesto/Califórnia, onde vivia com a família –  no dia 12 de junho de 1962.

Segundo o pai, ele viu a própria finitude. O que o transformou.

“O acidente me tornou mais consciente de mim mesmo e dos meus sentimentos. Comecei a confiar no meu instinto. Tinha o sentimento de que deveria ir à faculdade, e fui. Tive o mesmo sentimento, mais tarde, de que deveria entrar numa escola de cinema, embora todo mundo achasse que eu estava louco. Tive o mesmo sentimento quando decidí fazer Star Wars, mesmo quando meus amigos disseram que era um doido. São coisas que precisam, simplesmente, ser realizadas, e eu sinto como se tivesse que faze-las”. 

Segundo o autor, Dalle Pollock, Lucas dirigiu apenas quatro filmes e produziu outros quatro, mas responde por três e, quem sabe por quatro, dos dez filmes de maior sucesso já produzidos. 

Star Wars: Uma nova esperança (1977) e Star Wars: O império contra-ataca (1980). Os dois primeiros da planejada série de dez filmes Star Wars, renderam 888 milhões de dólares em ingressos vendidos em todo o mundo. Loucuras de verão (American Graffiti – 1973) , o segundo filme de Lucas como diretor, é a fita mais rentável da história de Hollywood em termos de custo (750 mil dólares) versus receita de ( 117 milhões de dólares). Indiana Jones e os caçadores da arca perdida (1981), que Lucas concebeu e produziu, seguiu as posições do seu Star Wars na lista de um dos maiores sucessos de bilheteria em todos os tempos. 

Um outro dado interessante da sua personalidade, descrita no livro, é o esforço que fez para superar a infertilidade. Para tanto ele teve o apoio da primeira esposa – Marcia Griffin – com quem foi casado de 1969 a 1983, tendo adotado a filha Amanda.

Após esta separação ele manteve vários relacionamentos discretos. Em 2012, finalmente assumiu a relação com a empresária Mellody Hobson, com quem se casou. No ano seguinte ocorreu o nascimento da sua primeira filha natural, Everest Hobson Lucas. Motivo de grande alegria na sua vida pessoal e familiar. 

Descrito várias vezes como uma metáfora para os dogmas do cristianismo, budismo, judaismo ou Islã, Lucas busca instilar nas crianças a crença em um ser supremo, não um deus religioso, mas uma divindade universal, que ele apelidou de “a Força”, uma fonte de energia cósmica que integra e consome todo ser vivo. 

Ele reafirma sempre, tanto na vida pessoal como em seus filmes, “de que não podemos fugir do nosso chamado ou missão na vida, temos o dever de cumprir o que é esperado de nós”. 

Enfim, como disse no início da resenha, é leitura válida para jovens ou adultos que tenham interesse no que pensa e como age uma das figuras mais revolucionárias, polêmica e admirada, da produção cinematográfica dos últimos anos. George Lucas.

 

 

 


Fonte: Artigos Administradores / George Lucas – Lições do criador de Star Wars

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