Gestão de crise: como conduzir?

Gestão de crise: como conduzir?

A maioria das empresas de médio porte apoia suas expectativas em um pequeno grupo de pessoas e com relação às demais existe um vácuo. Isso é um problema

Será que os empresários estão preparados para enfrentar as mudanças da economia e do mercado? E quando isso afeta os negócios, empreendedores estão preparados para enfrentar e gerir, de forma estratégica, o momento de crise?

De acordo com Paulo Ancona, consultor e diretor da Vecchi Ancona – Inteligência Estratégica, uma empresa só vence quando exerce duas gestões paralelas: a gestão da empresa propriamente dita e a gestão estratégica Segundo Ancona todo empreendedor se questiona sobre formas de melhorar o resultado de sua empresa e fazer com que seu negócio se adapte às mudanças de cenário. Neste sentido, existem, portanto, duas variáveis fortes para o sucesso: a própria empresa e o ambiente externo. A gestão deve atuar integrando essas vertentes, ou seja, a gestão da empresa e a gestão estratégica devem caminhar juntas.

Como fazer para que estas duas atividades se complementem? A resposta capaz de unir e interligar os modelos de gestão são as pessoas. Pessoas preparadas e capazes, que atuem com a visão do ambiente e do mercado.

De nada vale criar planos de propaganda e marketing, pendurar a declaração de valores e missão na recepção ou ainda acreditar que discursos mudam o caminho e o resultado de uma empresa. Nada disso agrega, de fato, valor à marca, à empresa e aos seus resultados se não for adotado um mínimo de planejamento e de integração das pessoas com as estratégias.

Pior ainda é gerenciar por tentativas. Verdadeira loteria onde estão em jogo investimentos, empregos e patrimônio. Não é necessário reformular tudo, partir para um novo conceito, de olho numa tendência passageira ou modismo ou mesmo modelos mágicos de gestão, vendidos como salvação, sem olhar o furacão de frente. O vento, mesmo quando é forte e contrário permite ao veleiro chegar ao seu destino desde que se aprenda a manejar suas velas, analisar o vento e traçar um plano de viagem. “Por melhores que sejam o casco, velas, catracas, a bolina e o leme, eles são simples ferramentas que podem nos levar aos objetivos, desde que existam pessoas que consigam manejá-los de acordo com a mudança do vento. Elas sim, podem fazer com que o barco tenha um desempenho de acordo com o ambiente externo e as estratégias que serão exigidas”, comenta Paulo Ancona, que reforça “Estamos falando, portanto, de gerenciar estratégias através de pessoas”.

É sabido que a maioria das empresas de médio porte apoia suas expectativas em um pequeno grupo de pessoas e com relação às demais existe um vácuo, um distanciamento em relação aos objetivos e estratégias, de forma a somente se esperar uma atuação puramente operacional, o que não é eficaz, pois suas ações não estarão condizentes com as estratégias.

Na opinião do especialista, falta, normalmente, um elo que una as estratégias pensadas às ações práticas. As pessoas não se integram entre elas em relação a pontos comuns e não se sentem participativas e motivadas. Isso torna a empresa uma estrutura burocratizada e dependente das decisões pessoais isoladas. Este perfil de empresa, raramente se abre para uma postura voltada ao mercado, pela dificuldade de olhar o ambiente externo, envolvida em suas regras e controles internos. “São empresas que definimos como: ‘sabem o quanto economizaram, mas não o quanto deixaram de ganhar’, diz Ancona.

O consultor diz também que do outro lado estão empresas que valorizam, desenvolvem e integram seu pessoal às estratégias definidas, através de um bem desenhado fluxo de processos operacionais, que parte da estratégia e chega aos clientes. Estas empresas normalmente desenvolvem programas de incentivo à participação, à criatividade e iniciativa. Abrem-se para os clientes e isso só é possível se cada um dos colaboradores estiver motivado para ver, ouvir, pensar e apresentar propostas, sem medo de ser desqualificado.

As empresas que não investem em análises estratégicas e na capacitação de seu pessoal, estarão competindo com outras, onde todos participam de fato da vida de empresa. A sobrevida das primeiras é pequena, sem dúvida.

Enquanto aperfeiçoam a relação com o seu pessoal, as empresas devem olhar para o ambiente externo, mercado e clientes.

O consultor revela algumas dicas para estar preparado diante da Crise e tomar as atitudes corretas:

• Planejar com criatividade.
• Rever seus processos e reduzir seus custos.
• Conhecer profundamente seus concorrentes, seus produtos e serviços.
• Fortalecer o espírito das equipes e incentivar a participação de todos.
• Selecionar pessoal autoconfiante e seguro.
• Manter um canal de comunicação aberto a todos.
• Investir constantemente no desenvolvimento das equipes.


Fonte: Notícias Administradores / Gestão de crise: como conduzir?

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