Golpe é aquele do falso emprego

Golpe é aquele do falso emprego

O golpe é um velho conhecido e pode voltar com força em tempos de crise e desemprego

Em tempos de crise e desemprego muitas pessoas ficam desestabilizadas financeira e emocionalmente e a autoestima cai. Torcem por uma nova colocação para que logo a vida volte ao normal. O que elas mais desejam ouvir é “Eu tenho uma vaga que é a sua cara” ou “Você foi selecionado (a)”. Ok, parabéns se for verdade. Mas, infelizmente há golpistas e suas empresas de fachada iludindo gente fragilizada pelo desemprego com o golpe do falso emprego. E o resultado é sempre o mesmo: prejuízo financeiro, raiva e muita decepção.

O golpe é um velho conhecido da comunidade de RH. Sei de pessoas de todas as idades e profissões que caíram nele. Aconselhei alguns a não pagar nenhuma quantia pela “vaga dos sonhos” e a duvidar de promessas fáceis, salários e benefícios acima da média.

Uma vez seduzida, a vítima é envolvida numa falsa agenda de entrevistas que nunca dá certo. É o tempo que os golpistas precisam para que os cheques ou débitos sejam compensados. Pronto, o sonho virou pesadelo e a vaga desaparece. Denunciar e recuperar o dinheiro são reações imediatas. Pena que muitos desistem pela exposição e pela humilhação a que serão submetidos por terem caído no golpe.

Em recente debate numa rede social constatei que dos mais de 200 participantes, a maioria afirmou ter caído em algum tipo de golpe de falso emprego. O padrão é sempre o mesmo: Uma vaga fictícia, uma empresa fictícia, um pacote de remuneração e benefícios muito atrativo e fictício e até contrato para assinar com CNPJ do empregador e tudo mais. E claro, a vaga é sua desde que pague adiantado.

Num processo seletivo sério, as consultorias de recrutamento e seleção nunca cobram dos candidatos. Elas são remuneradas pelos seus clientes – pessoas jurídicas – que demandam o profissional. Não me refiro a consultorias de carreira, que apoiam e orientam seus clientes – pessoas físicas – interessados em coaching, mentoring, no aprendizado de técnicas de entrevistas e empregabilidade e até mesmo em trabalhos pontuais como revisão ou elaboração de currículos. Nestes casos, o interessado remunera a consultoria por esses serviços e nunca pela promessa de uma vaga.

Prezado leitor, se neste momento você estiver diante de algo parecido com o que relatei, proteja-se. Pesquise nas redes sociais sobre quem está intermediando a vaga, procure conversar com alguém que já utilizou os serviços, leia o contrato antes de assinar, esclareça dúvidas com órgãos de defesa do consumidor e do trabalhador, não faça pagamentos antes de entender claramente quais serviços serão entregues ao final do processo e muito cuidado no fornecimento dos seus dados pessoais e bancários. Não se deixe pressionar por nenhum argumento.

A recolocação depende em grande parte do próprio profissional, que deve estar preparado e atualizado para o mercado de trabalho. Pode demorar, mas sempre haverá uma oportunidade de trabalho honesta buscando alguém como você.

Fica a dica e boa sorte!


Fonte: Artigos Administradores / Golpe é aquele do falso emprego

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