Inovar como obrigação e não como opção

Inovar como obrigação e não como opção

Até muito pouco tempo atrás tratávamos a inovação como um caso particular de alguns segmentos de mercado, mais industriais ou científicos, “coisas de engenheiros”, mais proximamente da atualidade o conceito de inovação penetrou em outras áreas, em alguns casos com uma imensa irresponsabilidade, como foi o caso dos “produtos financeiros inovadores” que despoletaram a crise mundial de 2008

Até muito pouco tempo atrás tratávamos a inovação como um caso particular de alguns segmentos de mercado, mais industriais ou científicos, “coisas de engenheiros”, mais proximamente da atualidade o conceito de inovação penetrou em outras áreas, em alguns casos com uma imensa irresponsabilidade, como foi o caso dos “produtos financeiros inovadores” que despoletaram a crise mundial de 2008.

Mas pare para observar o que se passa hoje, já é diferente novamente, a inovação deixou de ser um momento específico a ser trabalhado e passou a fazer parte das rotinas de todos que gerem negócios, como empresários ou como executivos, sabe porquê? Porque não é só a demografia explosiva global que aumentou a competitividade (e a entrada da China como player a sério ainda nem começou…), os avanços tecnológicos estão mudando os hábitos das pessoas, e quando se lê pessoas, lê-se também consumidores.

E não existe mercado, trabalho e dinheiro sem consumo.

É fácil perceber tudo isso observando os cenários, por exemplo: os bancos – a tecnologia absorveu quase a totalidade das funções, não é necessário ter tanta gente trabalhando, muito menos aquela incontável quantidade de agências físicas, o que fazer? Encolher e mandar muita gente embora, mas assim deixar de ter um tamanho interessante, desperdiçar o património humano? Ou seria melhor inovar e absorver o pessoal com novas tarefas? A pressão dos sindicatos é quem segura esses empregos hoje em dia, caso contrário já teriam dispensado muita gente.

Agora amplie esta condição para várias outras mudanças de hábito de consumo de produtos e serviços que vem surgindo, não há governo que suporte acomodar tanta gente com subsídios, é matematicamente impossível. Sob todos os pontos de vista a solução é a busca da inovação, evolução a sério, até que enfim! Vai doer, mas vai valer a pena! Chega de acomodações, muletas sociais, truques políticos, nada disso deu certo, já está mais do que provado, seja onde for, na Alemanha ou do Paraguai.

Tenho defendido o trabalho a meio período, por conta da demografia e robotização, e continuo a defender, mas ainda assim a matemática diz-nos que temos que abrir novos caminhos, novas oportunidades, o reverso disso é o caos e isso já está em todos os meios de comunicação, todos os dias, há décadas e só aumenta.

Então o que falta para as grandes empresas inovarem? Conhecimento. A maioria não sabe nada sobre o tema, os segmentos de mercado sempre têm um ícone ou dois que puxam o resto, que limita-se a copiar, mal e porcamente. Os eternos vigilantes do vencimento de prazo de patentes, estes, ou mudam a mentalidade, ou vão quebrar em menos de dois anos, a menos que mudem para lugares remotos, mas também já escrevi sobre isso, nem lugares remotos andam mais devagar como andavam, aceleram rapidamente. Bem-vindos à economia globalizada! Inove, ou morra!

 


Fonte: Artigos Administradores / Inovar como obrigação e não como opção

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