Intraempreendedorismo: os acertos por trás do gerenciamento adequado de erros

Intraempreendedorismo: os acertos por trás do gerenciamento adequado de erros

As organizações precisam estar atentas ao gerenciamento de seus erros, caso queiram utilizar o intraempreendedorismo como competência na vantagem competitiva do negócio

Durante toda a nossa formação escolar, somos repreendidos e castigados por errar. E isso custa muito caro para a determinação de certos comportamentos que nos acompanham durante toda a nossa trajetória, deixando que os erros, muitas vezes, definam quem somos e como as pessoas nos enxergam. É o caso da “ovelha negra” da família, entre outras profecias autorrealizáveis que vemos todos os dias, a “pobre menina rica”, o “nerd solitário”, e assim vai.

Não sei se alguém já reparou, mas as coisas mudam muito pouco na essência do comportamento das pessoas quando comparado aos comportamentos adotados por elas durante o ensino médio e no trabalho. Isso acontece pela incessante necessidade de focar nos tropeços, a qualquer custo, fazendo com que cada um seja um amontoado de histórias que não deram certo, e as coisas, a partir de então, começam a se repetir. Mas tudo bem. Isso é do ser humano. A crítica faz parte do dia-a-dia de todos os profissionais, a questão aqui é que precisamos estar bem atentos a como esta crítica tem sido feita e desdobrada, pois podemos estar perdendo excelentes oportunidades de negócio por ai.

Quando ingressamos no ambiente organizacional e paramos para estudar as relações existentes, percebemos as fragilidades causadas pela forma como os líderes tratam os erros. Na maioria dos casos, eles não pecam pelo o que estão criticando, mas pela forma como criticam. Acabam minando uma competência importantíssima, diria imprescindível para o ambiente de negócios atual: o intraempreendedorismo. Como o empreendedorismo, que pode ser definido como a capacidade de gerar oportunidades de negócios com ideias que envolvam inovação e riscos, o intraempreendedorismo segue a mesma linha, porém dentro das instituições.

Empresas que buscam pela competitividade devem estar atentas ao gerenciamento desta competência. Um dos aspectos que precisam ser levados em consideração é a administração do processo de aprendizagem, que passa tanto pelos acertos, como pelos erros e críticas. Até que se encontre o nível ótimo deste processo, todos vão escorregar muito. O que faz a diferença é a cultura organizacional, que precisa estar aberta e disposta a colocar as cartas na mesa e tratar as questões com transparência e seriedade. A discussão promovida com foco na resolução do problema e na melhoria contínua, e não no interesse em apontar responsáveis, permite um amadurecimento da empresa como um todo.

Como toda competência, é necessário o investimento em seu desenvolvimento. Podemos começar com a elaboração de tratativas que reforçam a importância da valorização da melhoria, o que pode ser aproveitado de um determinado ocorrido e quais oportunidades deixamos de perceber ao errar. A implementação de um programa de gerenciamento de riscos pode ser um bom início para a reflexão sobre o assunto. Com o passar do tempo, e com o reforço da cultura, as pessoas não se sentirão mais acuadas pela pressão de acertar. Elas se sentirão livres para criar, ter ideias e contribuir, chegando a um estágio em que coisas muito boas serão feitas com um conjunto de equívocos e a inovação será um ciclo virtuoso, compartilhado por todos e com ganhos exponenciais para a organização.


Fonte: Artigos Administradores / Intraempreendedorismo: os acertos por trás do gerenciamento adequado de erros

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