Investir em formação pessoal agora?

Investir em formação pessoal agora?

Em tempos de prosperidade, quem era mais capaz tinha uma vantagem competitiva, ou seja, ficava com as melhores colocações: agora, virou questão de sobrevivência

Os números da economia brasileira em 2015 não deixam dúvidas: estamos passando pela mais grave crise econômica desde os anos Collor (início dos anos 90). O consumo das famílias diminuiu, a inadimplência aumentou, a inflação está chegando próxima ao segundo dígito e o crescimento projetado do PIB é negativo. Em um cenário como esse, como pensar em investir?

A indústria, que tradicionalmente sente primeiro os efeitos de uma recessão, aumentou o número de demissões e deu férias coletivas. A geração com menos de 25 anos, que não tem quase nenhuma lembrança inflacionária, pela primeira vez está sentindo os efeitos da crise pela falta de postos de trabalho. A pergunta que fica é: vale a pena investir em capacitação em um cenário tão incerto? Sim, vale a pena.

A diferença é que, em tempos de prosperidade, quem era mais capaz tinha uma vantagem competitiva, ou seja, ficava com as melhores colocações. Agora, virou questão de sobrevivência. Os mais capacitados mantêm seus postos enquanto os demais acabam sobrando. O que era um diferencial virou necessidade.

Com o aprofundamento da crise, as empresas tendem a manter seus colaboradores mais capazes, eliminar redundâncias e trabalhar com mais eficiência. Onde haviam dois empregados, agora tem apenas um com o trabalho de dois. É o lado “positivo” da crise. Tira as empresas da zona de conforto. As que fazem a lição de casa saem mais fortalecidas depois da tempestade. E os colaboradores que não enxergam essa realidade têm grandes possibilidades de serem descartados no próximo corte de custos.

Desta forma, aquele projeto de fazer uma pós-graduação ou aprender um segundo idioma tem que sair do papel. Cada mês que se passa sem aprimoramento é um mês perdido. Por outro lado, cada mês que se passa em estudos é uma aproximação ao objetivo final almejado.

É importante verificar, dentro do orçamento familiar, quais desperdícios ou gastos supérfluos podem ser cortados e reservar uma cota para a educação e aprimoramento profissional. É um investimento em você mesmo, que somente você poderá fazer. E não há tempo a perder.

André Soares é diretor da escola de idiomas Yázigi Joinville


Fonte: Notícias Administradores / Investir em formação pessoal agora?

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