Jägermeister: do "fundo de quintal" para o mundo

Jägermeister: do “fundo de quintal” para o mundo

Em 2014, a marca vendeu 6,8 milhões de caixas de nove litros em todo o planeta e se mantém na lista dos destilados mais vendidos

A cidade alemã de Wolfenbüttel, com seus 53.000 habitantes, possui uma única indústria. Mas é nessa aparentemente desconhecida região onde se fabrica o oitavo destilado mais vendido no mundo: o licor Jägermeister. Tradicional na Alemanha, o licor vem ganhando o planeta aos poucos e se estabelecendo entre as bebidas mais pedidas em festas, ao lado de grandes nomes como as vodkas Smirnoff, Absolut e os whiskies Jack Daniel’s e Johnnie Walker.

Com uma receita que se mantém secreta até hoje, o licor foi criado como digestivo para as sobremesas alemãs e para aquecer os caçadores. Embora dentro da fábrica a tradição se mantenha viva, com a receita ainda secreta e a mesma família no comando desde 1878, a modernidade do público alvo da empresa é o que fez o fenômeno crescer organicamente: jovens e tribos urbanas como os “hipsters”.

Em 2014, o Jägermeister vendeu 6,8 milhões de caixas de nove litros em todo o mundo e ainda que não esteja nada perto do primeiro lugar (Smirnoff, com 25 milhões de caixas), o licor se mantém entre os primeiros da lista dos destilados mais vendidos. E um detalhe importante: é o único que não pertence a uma grande empresa.

O segredo, de acordo com os responsáveis, é conhecer o cliente e ir atrás dele. Vicens Bisbal, embaixador da bebida na Espanha, defende que a marca às vezes se torna mais importante do que o próprio produto. “[O produto] é de enorme qualidade. Se você chega em um bar e pede Jäger é porque conhece o produto. Não adianta de nada você ter garrafas que o cliente não conhece. Por isso trabalhamos muito para deixar a marca conhecida”, conclui.


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