Liberdade para escrever a própria história

Liberdade para escrever a própria história

Entregar sua liberdade para outra pessoa fazer a gestão, é uma atitude nociva para as partes envolvidas na interação

 O que mais me deixa fascinada dentre tantas possibilidades que possuímos, é a nossa consciência da liberdade de escolha, de viver, de mudar e de transformar!

 Quando uma pessoa se coloca em uma situação que ela mesmo define “estar como refém”, essa forma de comunicar um estado atual já demonstra que a liberdade foi posta a serviço de uma situação que a mantém em um contexto conhecido, e que possa gerar uma falsa ideia de segurança.

 Por exemplo: Alguém diz que é refém do seu trabalho, pois depende do valor para viver. Ela escolheu estar naquele ambiente produzindo e realizando algo, foi uma escolha que pressupõe que a pessoa é livre.

 Essa possibilidade que temos é o que torna nossa vida tão vivaz e repleta de significados, se assim desejarmos sempre é possível utilizar nossa liberdade de ação para reorganizar nossa história, reescrever ou compartilhar.

 Esta provado que as pessoas que entendem a sua liberdade com uma responsabilidade que pertence única e exclusivamente a ela própria, são mais felizes.  O que será que faz alguém que tem consciência da sua liberdade e de como utilizá-la para ser mais feliz, e aqui estou falando da felicidade que é aquela de ter consciência e serenidade, que é diferente de ficar saltitante. Lógico que é muito bom ficar saltitante também.

 Essa liberdade é a que faz uma pessoa pensar que tudo o que é feito, gera um resultado.

 Muitos educadores alegam que adolescentes são despreparados para utilizarem a liberdade. Uma das maiores limitações na educação atual é apresentar a liberdade sem o resultado. Essa distorção desenvolve crianças, e no futuro jovens adultos, sem a capacidade para exercitarem sua liberdade, pois desejam a escolha de serem livres sem o compromisso com o resultado, e assim ficam limitados a infância mesmo com idade cronológica indevida.

 Temos crianças de 30, 40 e 55 anos sem saber lidar com a gestão da liberdade! E habitualmente alguém passa a ser responsável pela ausência de liberdade, que são os reféns desta imaturidade. Nestes casos, há um chefe para definir, um pai, uma esposa, uma namorada, um namorado, uma amiga, alguém que irá determinar “o que você deverá fazer ” e depois essa pessoa será o responsável pelo resultado, que habitualmente, será fadado a insatisfação.

 Entregar sua liberdade para outra pessoa fazer a gestão, é uma atitude nociva para as partes envolvidas na interação.

A profundidade de ser livre é utilizar sua liberdade e sempre reconhecer o limite da liberdade do outro, porque quando estou ferindo esse direito, automaticamente eu deixo de ser livre.

 Quando coloco minha liberdade nas mãos de outra pessoa, estou desrespeitando a liberdade do outro.

 Utilizar a própria liberdade traz satisfação, por razões muito simples. Você escolhe seus objetivos e considera a liberdade de outras pessoas, e também outra habilidade linda da nossa espécie: o respeito.

 Depois de escolher o seu objetivo, você tem a liberdade de definir como irá empenhar-se para conquistá-los, o que é uma forma de reconhecer suas potencialidades e suas limitações.

 A sua consciência irá proporcionar meios para fazer novas escolhas de como lidar com seus sentimentos, atitudes e resultados. Por tudo isso, merecemos aprender a exercitar nossa liberdade mais vezes com autenticidade, pois ela é uma das práticas para sermos felizes.


Fonte: Artigos Administradores / Liberdade para escrever a própria história

Os comentários estão fechados.