Liderança Resiliente

Liderança Resiliente

Resiliência é continuar numa constante transformação diante de todas as pressões presentes. É o sentido master da ressignificação.
{ Nilton Pedreira }

Frente aos momentos de instabilidade que o mercado brasileiro tem enfrentado, as organizações têm sido obrigadas a repensarem em suas estratégias para se adequarem as exigências, buscando obter sempre a vantagem competitiva dentro do seu segmento de atuação. Além disso, com o mercado cada vez mais dinâmico torna-se necessário desenvolver a capacidade de adaptação as mudanças com o propósito de sobreviver e crescer progressivamente.
É, portanto, neste cenário que a liderança se faz necessária, pois tem como papel fundamental nortear as pessoas, tornando-se peça chave na conquista do sucesso organizacional. O líder tem por função liderar e motivar os indivíduos, a fim de mantê-los alinhados a missão da organização, porém o líder também precisa estar preparado para enfrentar as mais variadas adversidades que possam surgir em seus liderados perante aos processos de mudanças, sabendo agir com as diferentes reações.
O líder, apesar do seu posicionamento hierárquico, também é colaborador e por isso, também possui reações de receio frente a todas as mudanças. Entretanto, é preciso que o líder mantenha-se sólido e coerente, sabendo agir de cabeça fria e controlando suas emoções. Como foi dito, o líder também é colaborador e precisa ser visto como parte importante e fundamental da equipe, por isso, não deve ter medo de arregaçar as mangas e colocar a mão na massa.
Hunter (2006) diz que o papel da liderança é servir, além de afirmar que quando nos “alistamos” para ser líder estamos nos dispondo a assumir uma tremenda responsabilidade, devido cuidarmos de seres humanos e isso faz com que muita coisa esteja em jogo.
O líder deve ter uma visão sistêmica e precisa antecipar fatos, buscando sempre observar possíveis impactos, fazer a leitura de tendências do mercado e identificar os possíveis benefícios. É imprescindível que o líder seja persuasivo, além de explanar de forma clara sem deixar dúvidas sobre os objetivos e metas, estimulando sua equipe através de discursos que impele nos liderados a percepção de acolhimento e de apoio diante dos processos de mudanças que lhe forem impostos, Maxwell (2007).
Ainda de acordo com as leis Maxwell (2007), O líder precisa defender a causa, abraçar as mudanças, buscá-las, almejá-las, não desejando somente a mudança e sim buscando ser responsáveis por ela.
Tendo em vista que as mudanças mercadológicas tem se tornado comum, atualmente, o termo resiliência tem sido bastante explorado e com frequência tem sido empregado na administração.
Segundo Fernandes (2004), a resiliência é refletida no ser humano como uma restauração do equilíbrio emocional. Aperfeiçoando sua sobrevivência perante a adversidade, desenvolvendo estruturas para manter-se protegido perante as situações destrutivas.
“O ser resiliente é aquele que decidiu interpretar a adversidade como uma circunstância e um aprendizado da vida. Escolheu a inteligência e a esperança em vez da vitimação e do desespero”, Carmello (2008, p. 35).
O grande objetivo deste conceito é aplicá-lo diante das situações de transformação. As mudanças e a adversidade servem para que o resiliente use sua energia para alcançar os objetivos propostos e fortaleça as competências necessárias para levá-lo a concretizar os projetos propostos, conforme citado por Carmello (2008).
O líder resiliente apresenta um diferencial competitivo que potencializa e eleva o valor próprio e da equipe, Reginato (apud Tavares, 2013). Segundo o autor, os líderes com esta habilidade passam a ser autoconfiantes, promovendo a autoestima positiva, acreditam mais em suas competências, promovendo um aumento de sua determinação para realização das tarefas, flexibilidade as mudanças propostas e anseiam por novos desafios. Por estarem preparados para transformações, se adaptam melhor as inovações aumentando a criatividade e promovendo a aplicação de novos conceitos. Além disso, a tomada de decisão de se torna mais eficaz, já que o líder possui maior perceptibilidade da situação, tranquilidade e concentração quando inserido em situações invasivas.
Os indivíduos que desenvolvem resiliência possuem a capacidade que se manter em constante equilíbrio, regulando nas relações profissionais e separando-as do âmbito social do familiar. Esta habilidade preserva sua personalidade emocional nos diferentes ambientes, possibilitando que o líder possa tomar decisões na empresa e não deixar-se afetar com os impactos causados dentro da organização, assim traçando um caminho para menor vulnerabilidade e maior participação nos desafios, conforme Fernandes (2004).
As mudanças são fatos que causam temor e insegurança no individuo e como peça a frente da equipe, o líder deve estar preparado para abraçar o propósito e levá-lo a sua equipe de forma a ser um semeador de motivação e positividade.

Bibliografia

– CARMELLO, E. Resiliência: a transformação como ferramenta para construir empresas de valor. São Paulo: Gente,2008.
– FERNANDES, Maria H. R. Resiliência: cuidando a resiliência do cuidador. In: AZEVEDO, D.R et. al. Psicooncologia e interdisciplinaridade: uma experiência na educação a distância. Porto Alegre: Edipucrs, 2004.
– HUNTER, James. Como se tornar um líder servidor: os princípios da Liderança de o Monge e o Executivo. Rio de Janeiro: Sextante, 2006.
– MAXWELL, J.C. As 21 irrefutáveis leis da liderança: uma receita comprovada para desenvolver o líder que existe em você. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007.
– TAVARES, J.P. Liderança vip. E-book. Edição do autor, 2013.

Tiago de Arruda Camargo
Possui graduação em Tecnologia em Logística pela Universidade Paulista – UNIP (2014), acadêmico em Administração pelo Centro Universitário de Araraquara – UNIARA (2016). Bolsista CNPq no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) cujo tema central é Liderança.
Contato: tiago.arrudacamargo@gmail.com


Fonte: Artigos Administradores / Liderança Resiliente

Os comentários estão fechados.