Liderando com inteligência

Liderando com inteligência

Vivemos em um período em que a economia faz com que o comportamento em grupo seja uma variável que influencie diretamente nos padrões administrativos, o que faz com que sua compreensão seja de vital importância para o sucesso ou fracasso no que diz respeito ao direcionamento empresarial para o alcance dos seus objetivos. Como liderar é uma tarefa que demanda uma capacidade de previsão acurada de determinadas situações, principalmente quando se trata do direcionamento de uma equipe de trabalho, a evolução para o desempenho do grupo tende a se tornar uma constante no ambiente organizacional.

Não deixemos de lado também o fato de que não existe um padrão universal de traços pré-estabelecidos que assegure o sucesso de uma ou de outra liderança. Contudo, pode-se tomar por senso comum algumas características prévias de personalidade que delineiam traços em comum de grandes líderes reconhecidos e, por ventura, também de líderes anônimos. A abertura para novas experiências, os traços de extroversão, consciência e carisma são alguns exemplos de traços consistentes em grandes líderes – é importante não generalizar. A separação de orientação de lideranças feita por Gareth Morgan no livro “Imagens da organização” em orientada para a tarefa e orientada para as pessoas é o melhor exemplo de que nenhuma classificação será realmente efetiva em todas as situações.

A compreensão da liderança transforma-se em novidade com o desenvolvimento contínuo de teorias contingenciais que incluem fatores situacionais. Mesmo porque, as variáveis situacionais incidem de maneira constante na estrutura do trabalho, impulsionando o nível de estresse situacional e demandando maior nível de apoio do grupo, fazendo com que o líder tenha que utilizar sua inteligência e experiência para conduzir de maneira adequada às características dos seus liderados. Muitas vezes funciona atentar-se para as características de capacidade e motivação, mas não consta como unanimidade e características como personalidade e experiência também exercem grande influência nessas diretrizes.

O desenvolvimento dos “novos executivos” passa por uma maior abrangência de domínio de relacionamentos de confiança com aqueles que pretendem liderar. O fato se dá devido à flexibilização dos mercados, que acabou acarretando uma nova forma de gerir, visto que as organizações estão cada vez menos estáticas e previsíveis. Construir laços de confiança pode substituir algumas regras mais burocráticas de definição dos relacionamentos e das expectativas. Contudo, aqueles que não souberem conquistar a confiança de seus subordinados terão chances reduzidas para serem grandes líderes de sucesso.

Todas essas características indicam que as empresas buscam executivos que possuam essas qualidades de liderança para transformar o ambiente e moldar a equipe de trabalho em função das buscas dos objetivos estabelecidos. Há uma necessidade cada vez maior de líderes com visão e carisma para as organizações de forma que a verdadeira eficácia da liderança passe a ser o resultado da exibição dos comportamentos certos nos momentos adequados. Sendo assim, há uma tendência de que as pessoas tenham percepção mais ou menos uniforme com a de seus líderes.

A projeção de qualidades como personalidade e habilidades verbais e esperteza, faz com que os indivíduos atribuam a liderança a esses administradores, o que os fazem serem percebidos como líderes.Além de focar a seleção de líderes, os executivos devem considerar o investimento em treinamento para a liderança. Muitos indivíduos com potencial de liderança podem aprimorar estas qualidades por meio de cursos, workshops, rodízio de responsabilidades (tendência), treinamento e programas mentores. Tudo como uma tentativa de não deixar o processo cair na obsolescência.


Fonte: Artigos Administradores / Liderando com inteligência

Os comentários estão fechados.