Marketing e Finanças – ou se equilibram, ou o negócio vai mal

Marketing e Finanças – ou se equilibram, ou o negócio vai mal

Não adianta ter só visibilidade sem fechar negócios, portanto o que se investe em marketing deve trazer retorno, seja a curto, médio ou longo prazo, considerando que este retorno deve ser de um valor maximizado acima do investimento

Quando pensamos em empresas, a atividade de marketing deve ser considerada um tipo de investimento em ações estratégicas que gerem negócios e/ou visibilidade para a marca, sendo que não adianta ter só visibilidade sem fechar negócios, portanto o que se investe em marketing deve trazer retorno, seja a curto, médio ou longo prazo, considerando que este retorno deve ser de um valor maximizado acima do investimento. Quanto melhor for o trabalho de marketing, mais se tem retorno e mais se ganha em termos de imagem. Mas como em todo investimento existe risco, pode dar certo ou não, por isso as ações de marketing devem ser bem estudadas, bem embasadas e bem executadas, neste sentido a competência dos seus atores deve ser a maior possível, outro tipo de investimento importante.

Bem, olhando sob este prisma, a atitude de marketing é empreendedora sempre e quem está envolvido com isso deve estar em sintonia com este tipo de comportamento. Por isso também o marketing está tão ligado à inovação, porque empreender exige sempre a busca da diferenciação competitiva no mercado em que se atua.

Mas alguém deve cuidar do dinheiro, claro, ou geri-lo ou arranjá-lo no mercado para que o marketing invista nas suas estratégias, isso é trabalho financeiro, que tem que ser competente e afinadíssimo, com se diz, o lucro esvai-se palas frestas e quando percebemos, as coisas não correm bem. O setor financeiro da empresa trabalha fundamentalmente com gestão, busca o mínimo risco, ou risco zero, protege o dinheiro do negócio. Mas isso não pode se tornar uma obsessão em não investir, em bloquear as iniciativas empreendedoras, assim a empresa perde sua dinâmica, envelhece e sofre as consequências. Então o papel de quem administra o dinheiro deve também estar cheio de competências fundamentais e uma delas é conviver harmoniosamente com o marketing, onde cada um cumpre um papel, o marketing empreende, finanças controla. Aliás este é o formato ideal para qualquer negócio, no meu livro Inovação no Varejo (editora Atlas, 2004), criei as figuras do navegante (o empreendedor), que arrisca pelas águas imprevisíveis do mercado e do maquinista (o administrador/gestor), que conduz o negócio sob controle, nos trilhos (carris), gerando assim a sociedade perfeita para qualquer empresa.

Se estes papéis já não são dos sócios, se a empresa é muito grande, por exemplo, são os executivos contratados para estas funções que devem perceber o quanto a harmonia do trabalho entre eles deve existir e isso começa pelo respeito mútuo e a interação constante.


Fonte: Artigos Administradores / Marketing e Finanças – ou se equilibram, ou o negócio vai mal

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