Michel Rousseff ou Dilma Temer?

Michel Rousseff ou Dilma Temer?

Para nós cidadãos, devemos estar atentos a estes acontecimentos. Caso contrário, quem não escuta cuidado, escuta coitado.

Escrita por Sun Tzu há mais de 2.000 anos, existe uma reflexão que vem se mostrando muito nítida na gestão dos negócios públicos aqui no Brasil: “não se exige realizações de quem não tem talento”, também conhecida no popular como “não exija algo de quem não tem a oferecer”.

 

Pois bem. Essa reflexão de Sun Tzu ganhou destaque ontem (04/06/2016), devido a mais um episódio da nossa atual situação política nacional. Trata-se dos rumores que envolvem uma possível exoneração do atual Advogado-Geral da União, Fábio Medina Osório.

 

Considerado um jurista com notório saber em Direito Financeiro, Fábio Medina fez uma brilhante exposição acerca da prática de crime de responsabilidade por Dilma Rousseff na Comissão Especial do Senado que vem tratando do processo de impeachment daquela. Para quem não teve a oportunidade de acompanhar essa participação de Fábio Medina na referida comissão, que ocorreu em 02/05/2016, vale a pena resgatar e assistir esses registros.  

 

Voltando à atual situação do Advogado-Geral da União, Fábio vem sendo bombardeado desde ontem por “fogo amigo” vindo de pessoas ligadas ao governo Michel Temer. Para quem não sabe, o fogo amigo consiste numa estratégia de desgaste e de desconstrução de “adversários” muito usada em ambientes altamente politizados, sendo o lulopetismo o principal especialista nesse tipo de estratégia rasteira no país.

 

Segundo reportagem do Jornal Estadão de ontem, Fábio Medina vem sendo criticado por pessoas ligadas a Michel Temer por, dentre outros motivos, estar “deslumbrado” com o cargo que ocupa e ter agido de maneira descuidada em episódios como o da exoneração do Presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que foi suspensa por liminar concedida pelo STF na última quinta-feira.

 

Porém, as razões que pesam, de fato, numa possível exoneração de Fábio dizem respeito à iniciativa que ele tomou desde que assumiu o cargo de representar os interesses do Estado brasileiro, e não de governos, governantes e seus aliados. Essa iniciativa vem sendo demonstrada pela atuação enérgica que Medina teve de questionar a atuação de seu antecessor na AGU, José Eduardo Cardozo, como “advogado de Dilma” (e não da União) em casos como o da defesa da Presidente afastada na Comissão Especial do impeachment na Câmara dos Deputados, além de estar exigindo para a União indenizações bilionárias de empreiteiras envolvidas no Petrolão.

 

Diante do exposto, e tendo em vista que seria surreal um retorno de Dilma ao comando do país, dado o elevado risco de radicalização do lulopetismo e de uma brutal venezuelização do Brasil, é lamentável a estratégia lulopetista de “fritura alheia” que o governo Temer vem replicando no caso do Advogado-Geral da União. Tal estratégia, além de rasteira, só serve de combustível para os atuais opositores do governo partirem para a radicalização e tentarem “fazer o diabo” para trazerem Dilma e Lula de volta ao poder.

 

Portanto, ou Michel Temer age conforme o povo brasileiro espera que ele se comporte, como um estadista comprometido com a retomada do desenvolvimento econômico-social, ou o fisiologismo, o corporativismo e as intrigas palacianas o tornarão exatamente aquilo que o Brasil tanto detestou e combateu no lulopetismo.

 

Para nós cidadãos, devemos estar atentos a esses acontecimentos e igualmente alertas a uma possível retomada do poder por Dilma e Lula, cobrando de Temer e seus auxiliares uma conduta mais diligente e ética no trato dos negócios públicos. Caso contrário, estaremos sujeitos a um processo de degradação do Estado brasileiro em moldes similares aos que ocorrem na Venezuela de Maduro.

 

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

 

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Fonte: Artigos Administradores / Michel Rousseff ou Dilma Temer?

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