Modelo insustentável de previdência social

Modelo insustentável de previdência social

A relativa tranquilidade dos aposentados de hoje caminhará para um quadro de turbulências e frustrações para os aposentados de amanhã

Os interesses eleitorais, mais do que a sustentabilidade do desenvolvimento, têm pautado a definição de políticas públicas na área da previdência e assistência social. O país está gastando em vez de poupar – gastando por conta de uma poupança passada que não existiu e de uma poupança futura que está sendo comprometida. A relativa tranquilidade dos aposentados de hoje caminhará para um quadro de turbulências e frustrações para os aposentados de amanhã. A maior parte desse desequilíbrio vem dos privilégios estabelecidos para as aposentadorias de servidores públicos, que geram déficits crescentes nas contas do governo e pressionam por aumentos de impostos que penalizam toda a população.

Há de se reconhecer que a criação, em 2012 (com um grande esforço pessoal da presidente Dilma), da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal, (Funpresp), aliado ao esforço de alguns governadores, como Geraldo Alckmin de São Paulo, que criaram fundos similares em seus Estados, nos dá alguma esperança de no longo prazo reduzir essa distorção das aposentadorias públicas.

O Congresso Nacional, todavia, deve aliar-se a essa empreitada para restabelecermos a viabilidade do nosso sistema previdenciário, a exemplo das importantes, mas incompletas alterações no seguro desemprego, abono salarial e pensão por morte. Medidas como a extinção do Fator Previdenciário, todavia, aprovada recentemente e que necessariamente deverá ser vetada pela presidente, não ajudam. Não é prudente aumentarmos um risco já muito sério de o Brasil ficar velho antes de ficar rico.


Fonte: Artigos Administradores / Modelo insustentável de previdência social

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