Motivação – muitos falam, poucos vivem

Motivação – muitos falam, poucos vivem

Reconhecer que motivação é importante e se torna um dos pilares dos profissionais em qualquer fase de carreira todo mundo sabe. Mas como aplicá-la na prática?

Nunca se falou tanto sobre motivação e suas derivações. Jargões como: motivação e resultados, poder de ação, nunca tantos livros foram vendidos, cursos impactantes lançados, gurus dissertando sobre o assunto, e-books gratuitamente cedidos.

Observe esta situação, muito comum do nosso cotidiano:

O indivíduo acaba de participar de um evento sobre motivação, seja ele workshop ou mesmo palestra e sai de lá querendo mudar completamente sua vida. Pensando: “se este sujeito foi capaz, eu também posso!”. “Que história emocionante!” “Puxa, que visão interessante!” Dai surgem as velhas resoluções, parecidas com as que fazemos toda noite de réveillon. Perder os kilinhos a mais, inscrever-se na academia, aprender inglês, começar aquele MBA, fazer aquele intercâmbio, guardar mais dinheiro, conseguir aquela certificação, colocar em dia as consultas médicas de checkup trocadas por aquela reunião importante que sempre cai no mesmo dia. 

O problema é que poucos dias depois, as dificuldades do cotidiano, os compromissos que se iniciam, as reuniões que se amontoam, somado aos problemas pessoais e a rotina diária, simplesmente “soterram” aquela motivação que fica lá no fundo novamente adormecida, esperando mais um grande evento para voltar a tona e com isso, o potencial verdadeiro nunca se é testado, uma vida completa e com sentimento de realização plena parece coisa de filme.

Um dos motivos é que desde cedo somos educados que para “nos safarmos” devemos ser apenas bons o suficiente – é assim quando estudamos somente para passar naquela matéria e conseguir logo o diploma. Poucas pessoas têm a sorte de ter pais e/ou professores que estimulam um desempenho acima da média. A maioria das pessoas responsáveis pela educação e criação de crianças e jovens é medíocre e jamais poderia transmitir a excelência pessoal, uma vez que elas próprias não a praticam. Em casa, muitas crianças aprendem a fazer apenas o suficiente para manterem os pais “quietos” sem reclamarem de sua conduta, bagunça ou hábitos improdutivos como protelar a arrumação do quarto, jogar vídeo game até altas horas mesmo na iminência da aula no dia seguinte.

Mas como viver seu pleno potencial de vida, não aceitar a mediocridade e manter a chama que move seus sonhos acesa?

É preciso entender que a motivação não é somente emoção, é necessário um compromisso sério consigo mesmo. A adoção de um programa de metas pessoais com definição clara dos envolvidos, com prazo para realização, quais os benefícios quando alcançar, do que você está disposto a abrir mão para alcançar este objetivo, além de uma visualização constante destas metas. Somente este passo que muitos já conhecem se seguido com disciplina, já seria suficiente para alavancar seu desempenho. A questão é que essa disciplina é difícil de ser conseguida e muito mais ainda de ser mantida. O que acontece em muitos casos é que essas metas precisam vir de dentro, ou seja, se elas não “tocarem” no coração daqueles que as tem, serão fracas para provocarem ação. Dai porque temos pessoas boas e outras excelentes, profissionais medianos e outros de altíssima performance, professores razoáveis e aqueles inesquecíveis.

É preciso querer. A diferença entre um desempenho mediano e um excelente, está na vontade. E ai me refiro a vontade que “consome” quase uma obsessão pelo que se deseja. O desejo que realmente “arde” no coração. Muitas pessoas simplesmente vivem um dia após o outro, sem resultados diferentes simplesmente porque não desejaram suficientemente. Essas pessoas ainda não descobriram os motivos, que podem movê-las e isso por si só pode desbancar grande parte do conteúdo apresentado em livros e palestras.  Descobrir o que realmente se deseja é metade do caminho – estima-se que milhares de pessoas passam pela vida sem realmente descobrir sua vocação/proposito de vida, no livro: “The Top Five Regrets of the Dying” (Os Cinco Maiores Arrependimentos à Beira da Morte), que aqui no Brasil foi traduzido como “Antes de Partir” o maior arrependimento das pessoas no leito de morte foi: Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim. Quantos excelentes fotógrafos trabalham hoje como veterinários, quantos pintores não estão em salas de reuniões discutindo assuntos de logística, quantos médicos fantásticos estão nos tribunais defendendo causas sem a realização que teriam se estivessem numa mesa de cirurgia salvando vidas? Quantos livros que poderiam mudar a vida de muitos, deixaram de ser escritos porque os autores perderam a motivação.

Por fim, não seja mais um a desperdiçar sua vida. Todos nós sentimos e no fundo, sabemos quando as coisas vão mal. Eu mesmo vivi uma relação afetiva onde sabia que tinha de tomar uma atitude, mas me sentia fraco e incapaz, e logo que tive coragem e sofri para mudar, olhei para trás e vi o quanto tempo perdi da minha vida, somente protelando aquela decisão. O que é ruim dá sinal, dificilmente uma tragédia se dá num único e isolado acontecimento. Fique atento aos sinais.

Tomar decisões não é fácil, mas escolher não tomar nenhuma decisão e ficar permanentemente em cima do muro é a pior das opções, sem dúvida alguma. Que este artigo possa ser um início de um encorajamento poderoso, uma decisão forte que deve ser tomada dentro de você, e que afetará todos que estão em sua volta, pais, filhos, esposa. Lembre-se: a felicidade começa fora da sua zona de conforto.

 


Fonte: Artigos Administradores / Motivação – muitos falam, poucos vivem

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