MotivAÇÃO: princípios da inteligência emocional para gerar ação

MotivAÇÃO: princípios da inteligência emocional para gerar ação

As emoções são fundamentais, tanto na automotivação quanto tentamos motivar alguém. Veja as 4 fontes da motivação segundo especialistas da área..

Imagine um tesouro (“eu estou imaginando”). O que poderia fazer com ele… Viajar… Comprar… Investir… Muitas coisas poderia fazer (“xii! Muitas coisas mesmo!”). Certo? Mas se eu lhe disser que esse tesouro está escondido nas profundezas do oceano? (“Ops! Aí você me pegou! Risos!”). O que adiantaria um tesouro sem poder usar? O que lhe adiantaria seus talentos, seus estudos, seus conhecimentos, suas habilidades se não o colocassem em AÇÃO de modo a gerar resultados, tanto para você quanto para o meio? Só há vida porque há movimento!

Motivação, em sua origem latina (moveres),significa mover, mover em determinda direção, sentido, persistindo até atingir determinado objetivo. De forma conceitual e levando em consideração alguns estudiosos como os professores João Cláudio Todorov e Márcio Borges Moreira (2005), ambos da Universidade de Brasília, que ressaltam em um artigo científico, renomados estudiosos que:

“… a motivação é o conjunto de mecanismos biológicos e psicológicos que possibilitam o desencadear da ação, da orientação (para uma meta ou, a contrário, para se afastar dela) e, enfim, da intensidade e da persistência: quanto mais motivada a pessoa está, mais persistente e maior é a atividade” (Lieury & Fenouillet, 2000, p. 9).

 Ou ainda que:

A motivação tem sido entendida ora como um fator psicológico, ou conjunto de fatores, ora como um autores quanto à dinâmica desses fatores psicológicos ou do processo, em qualquer atividade iniciar um comportamento direcionado a um objetivo..” (Bzuneck, 2004, p. 9).

Para outros pesquisadores, a palavra motivação, em sua definição, faz referência a três componentes (Ray, 1964, p. 101 apud TODOROV; MOREIRA, 2005):

– O comportamento de um sujeito;

– A condição biológica interna relacionada e

– A circunstância externa relacionada.

Buscar então a compreesão da relação e interrelação da motivação, seja na relação com o outro, seja na relação conosco (automotivação), implica levar em consideração motivos emocionais, biológicos e sociais dos comportamentos relacionados. Isto sugere, por sua vez, fatores intrínsicos (que surgem a partir de uma necessidade interna, um desejo ou motivo pessoal) e extrínsicos (inerente aos estímulos do meio e ao condicionamento). Nesse contexto surge o conceito de locus de controle interno (esforço pessoal, competências)e locus de controle externo (as outras pessoas, sorte, chance, etc).

Mais do que conceituarmos a motivação, torna-se ainda mais relevante respondermos como podemos procrastinar menos, nos motivarmos mais entrando em ação de forma mais intensa e entusiasmada.

O Ph.D Hendrie Weisinger e o Ph.D Daniel Goleman lançam luz à questão de forma prática e a qual ressalto a seguir, sem contudo, ter a pretensão de esgotar a questão e limitar os estudos dos prestigiados psicólogos internacionais.

Para Hendrie, são quatro as fontes de motivação (WEISINGER, 1997, p. 76 -104):

Você mesmo (pensamentos, autoconhecimento, autosugestão, etc.):tudo começa em você, logo, você é a força motivadora mais poderosa. Então, de modo a se automotivar, há técnicas envolvendo pensamentos positivos, afirmações motivadoras, exercícios de imagens mentais, você pode tirar um tempo para focar em determinada atividade intensivamente em um período de tempo determinado, fazer autocrítica construtiva, propor metas importantes, observar suas atitudes. Esses são apenas alguns exemplos.

– Amigos, parentes e colegas solidários (equipe, grupo positivo, times inspiradores): alguns relacionamentos, de fato, não são possíveis escolher, como família, entretanto, algumas escolhas podem melhorar as relações. Para Hendrie, relacionamentos reciprocamente motivadores envolvem determinar o que deseja deles, saber como obter a motivação necessária mantendo o melhor relacionamento possível e saber retribuir.

– Um mentor emociona (real ou fictício): envolve pensar na pessoa que você gostaria de ser, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional. Em outras palavras, significa criar um modelo para si mesmo, seja fictício ou real, onde poderá buscar inspiração, energia e responder algo como: “o que meu mentor faria no meu lugar?”

– Seu ambiente (aspectos físicos como iluminação, ar, mensagens motivacionais dispostas em sua sala, etc.):ambiente inclui também tornar-se saudável e disposto, respire ar puro, elimine sons prejudiciais, aproveite a luz natural, rodeie-se de objetos estimulantes, entre outros.

Cabe ressaltar a importância das emoções em todo esse contexto de motivação, tomada de decisão, percepção, pensamento, respostas fisiológicas e ação afetiva. Tais estudos sobre emoções, nos remete ao conceito de Inteligência Emocional proposta pelo Ph.D Daniel Goleman (1995): “ Quando se trata de moldar nossas decisões e ações, a emoção pesa tanto – e, às vezes, muito mais – quanto a razão” (p. 19). Ele complementa: “emoção se refere a um sentimento e seus pensamentos distintos, estados psicológicos e biológicos, e a uma gama de tendências para agir” (p. 302).

Pensamentos geram emoções. Emoções geram comportamentos. Comportamentos geram atitudes e resultados. A automotivação e a motivação do outro envolve desenvolver a INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

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Bibliografia

ATKINSON, Rita L.; ATKINSON, Richard C et al. Introdução à Psicologia de Hilgard. 13 Ed. Trad: Daniel Bueno. Porto Alegre, 2002.

PEAR, Joseph; MARTIN, Garry. Modificação de comportamento: o que é e como fazer. 8 Ed. São Paulo: Roca, 2015..

MATTA, da Villela; VICTORIA, Flora. Livro de atividades Personal & Professional Coaching®. São Paulo: Sbccoaching Editora, 2012.

PhD, GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Ed. 77. Trad: Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: Objetiva Ltda, 1995.

PhD, WEISINGER, Hendrie. Inteligência emocional no trabalho: como aplicar os conceitos revolucionários da I.E. nas suas relações profissionais, reduzindo o stress, aumentando a satisfação, eficiência e competitividade. Trad: Eliana Sabino. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.

O Conceito de Motivação em Psicologia. Disponível em<: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rbtcc/v7n1/v7n1a12.pdf> Acesso em: 8 de dez. 2015


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