Muito prazer, eu sou seu crítico interior

Muito prazer, eu sou seu crítico interior

´Você sabe o que é critico interno? Quando observamos nossos pensamentos, temos condições de lidar melhor com nosso critico interno e assim, modificar nossas emoções e atitudes.

Você já observou os seus pensamentos? Já parou para fazer isso alguma vez? Aqueles pensamentos que surgem sempre que você vai fazer algo novo, ou tem vontade de fazer algo, mas não faz, ou quando surge a dúvida se seremos capazes de fazer?

A nossa mente é extremamente veloz, sempre antes de expressarmos qualquer reação, de experimentarmos uma emoção, sempre que precisamos reagir a um estímulo ela vai até o repertório de situações vividas por nós e escolhe a que mais se assemelha a situação atual e aí envia o comando para a emoção correspondente e a forma como vamos responder àquela situação. Por isso, é que observar os nossos pensamentos é bem importante. Porque antes de qualquer emoção e consequente ação, vem um pensamento. Questionar esse pensamento é o primeiro passo para se conscientizar e depois modificar uma emoção e, por consequência um comportamento.

O pensamento que temos em algumas situações é comandado por uma resposta automática da nossa mente, por o que podemos chamar de crítico interno. Quando a situação remete a uma crença que nos limita, o nosso crítico interno vai acionar pensamentos negativos, que vão destacar essa crença e suas consequências. Quando a situação não está diretamente relacionada a alguma crença limitante, o crítico interno também pode se manifestar. Isso dependerá do poder que essa voz interna tem sobre nós, o quão forte ela é.

Estou começando por aqui para entendermos que há como trabalhar e dar um jeito nesta voz interior que todos nós temos, sem exceção. A voz do crítico interno nos reprime e nos impede de sermos mais espontâneos. Provoca um comportamento repressivo, colocando obstáculos, ressaltando emoções como vergonha, medo, receio de sermos rejeitados ou criticados, de não sermos amados se tivermos determinados comportamentos.

E aí o que acontece é que acabamos por reagir da forma diferente da que nossa essência gostaria. Tudo para evitar viver dores que achamos que podem nos atingir, dores que poderiam advir dos medos e receios acima.

O nosso crítico interno é na verdade um personagem muito repressor. Porque as mensagens que ele nos traz é que se fizermos o que queremos, seremos criticados e podemos sofrer o ônus dessas críticas.

E à medida que damos ouvidos a esta voz, vamos adotando um comportamento cada vez mais repressor conosco mesmos e também com os outros. Como esse comportamento começa a se tornar um hábito, agimos assim sem percebermos, sem nos darmos conta de que isso pode se tornar cada vez maior, restringindo as nossas possibilidades de respostas, de reações. Vamos nos fechando num casulo, para nossa proteção e qualquer comportamento que seja diferente, representa um risco. É claro que esse processo não é consciente e é crescente, ou seja, a mesma resposta dada continuamente vai reforçando esse caminho neural no cérebro, o que reforça as mesmas emoções e consequente os mesmos comportamentos de resposta.

Muitas vezes, isso pode também se refletir numa inflexibilidade perante as situações, já que não conseguimos ver as situações de outra forma, se não aquelas as quais o nosso crítico interior fica o tempo todo nos dizendo. E por mais que outra pessoa nos diga o contrário, permanecemos irredutíveis. Pois aquela resposta nos parece a única possível segundo o nosso crítico interno.

Em última instância, esse comportamento nos priva de liberdade, de espontaneidade, de vivermos experiências que gostaríamos, mas ficamos sem coragem de enfrentar; priva-nos da naturalidade, da oportunidade de aprendermos muitas coisas, da possibilidade de perceber o quanto podemos estar exagerando nas consequências e nas emoções; priva-nos de sermos nós mesmos.


Fonte: Artigos Administradores / Muito prazer, eu sou seu crítico interior

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