Nada é impossível: como os irmãos Knijnik deram escala a uma empresa de serviços

Nada é impossível: como os irmãos Knijnik deram escala a uma empresa de serviços

A primeira vez que os irmãos gaúchos Daniel e Fabio Knijnik se tornaram sócios, eles tinham 19 e 14 anos, respectivamente. Não demoraria muito até eles revolucionarem um setor inteiro

Quando se formou na faculdade de Administração, Fabio Knijnik resolveu trabalhar na área comercial e passou por duas grandes empresas. Já Daniel Knijnik, nunca teve carteira assinada. Cursou Engenharia Civil, seguindo os passos do pai, Anibal, e abriu uma empreiteira em Porto Alegre antes mesmo da graduação. Aos 23 anos, Daniel já tinha 2 mil funcionários.

A empresa ia bem, mas a dor de cabeça era grande. O trabalho era difícil, oneroso, e tinha baixa margem de lucro. Em uma das conversas em casa com seu pai Anibal, que também era professor e consultor de engenharia estrutural, ele comentava como era complicado, para negócios do setor, manter as entregas dentro do tempo previsto. Além disso, os custos se acumulavam com cada nova companhia que era contratada para cuidar de cada parte dos projetos. Foi então que resolveram:

“Vamos colocar ordem na coisa”

A experiência técnica do pai e o know how de gestão do filho se combinaram para formar uma empresa de projetos com uma proposta de valor bem clara: realizar entregas de engenharia estrutural dentro do prazo.

O SOBRENOME VIROU RAZÃO SOCIAL E A KNIJNIK CONQUISTOU 3 ENORMES CLIENTES JÁ NO PRIMEIRO ANO DE ATIVIDADE, EM 2007.

Eram elas: Vonpar (engarrafadora da Coca-Cola), Goldzstein-Cyrela e CFL.

O desafio de Daniel e Anibal estava em construir reputação. Se eles prometiam prazo, tinham que garantir prazo: um pequeno atraso e todo o esforço estava perdido. Só que entre falar e fazer, tinha muita ralação. E quanto mais eles cresciam, mais difícil era dar conta de tudo.

“Tem que ter um jeito melhor de fazer dar certo”

Fabio deixou seu emprego e foi aplicar todo seu conhecimento de administração na Knijnik. Enquanto isso, Daniel ia atrás de metodologias que otimizassem o trabalho na empresa.

Pesquisando as que eram mais comuns na indústria, Daniel esbarrava sempre no baixo nível de customização, ou na capacidade de escala. Até que decidiu dar uma espiada fora da caixa e percebeu como era constante sua demanda por mudanças no desenvolvimento de softwares. Investigando um pouco mais, descobriu o modelo ágil de gestão (Agile Management) – iterativo, incremental, adaptativo.

Moldando o método e misturando com outras características da gestão de projetos e da gestão de obras, Daniel chegou à sua própria fórmula, o ingrediente secreto, os ovos de ouro:

O SISTEMA KNIJNIK DE PRODUÇÃO (SKP) QUADRUPLICOU A PRODUTIVIDADE E POSSIBILITOU O CRESCIMENTO ESCALÁVEL DA EMPRESA.

Baseado na meritocracia, o SKP avalia velocidade e qualidade dos projetos, classifica os engenheiros por categorias e atrela os resultados a uma remuneração variável agressiva.

Deu certo para todo mundo, em todas as esferas. Inclusive, virou peça fundamental na cultura da empresa, totalmente orientada para resultados. A competitividade é alta, o clima é de pressão, mas há muita gente que gosta: quando mudaram a matriz de Porto Alegre para São Paulo, Daniel e Fabio trouxeram consigo 35 funcionários. Pelo menos 30 deles ainda estão lá, entre os mais de 350 engenheiros no negócio. Não só isso, o último programa de trainee da Knijnik teve mais de mil jovens candidatos, ávidos por trabalhar em um ambiente assim.

“Você não tem um primo que faça o projeto elétrico?”

A demanda só aumentava. “Quem sabe tem também um amigo da parte hidráulica?”, os clientes perguntavam. E aos poucos, a Knijnik ia migrando para a engenharia integrada, reunindo todas as disciplinas da engenharia em um fornecedor só. Com isso, um novo diferencial: seria eliminado o aborrecimento de gerir uma interface entre diversas companhias para um único projeto.

Nesse meio tempo, Anibal deixou os dois filhos no comando, com a entrada da Axxon, um fundo de private equity. A dedicação, organização e eficiência garantiram à Knijnik 107 clientes até 2014, sendo 75% deles retornantes. Isso porque a empresa garante projetos finalizados até 70% mais rápido que concorrentes, com redução de custos de até 15%. Daniel, Fabio e sua equipe já construíram shoppings, hospitais, fábricas da Jaguar, da BMW, e até a Vila Olímpica para os jogos de 2016.

Os números de receita também refletem esse sucesso: dos R$300 mil de faturamento em 2007, a Knijnik chegou a R$100 milhões fechados em vendas em 2015. E a expansão continua, inclusive internacionalmente, numa lógica “macroempreendedora”, por assim dizer: quanto mais projeto exportado, mais riqueza é gerada para o Brasil.

Saindo com sonhos ainda maiores

Por confirmarem, com muito brilho nos olhos, o potencial da Knijnik, Daniel e Fabio foram selecionados no último dia 04/12, no México, como os mais novos Empreendedores Endeavor!

No 62º Painel Internacional de Seleção (ISP), os irmãos foram avaliados por grandes especialistas de negócios do mundo, seguindo critérios de capacidade de execução, escalabilidade e diferenciais competitivos, depois de passarem por diversas etapas, localmente, ao longo de quase um ano:

“Tudo é fruto de muito trabalho de todos nós e de uma longa caminhada que começamos a algum tempo atrás. Mas este tipo de reconhecimento – global, agora – só reforça a vontade que temos de ‘dominar o mundo’”, disse Fabio.

Aprovados no processo de seleção, Daniel e Fabio recebem apoio da Endeavor e de uma rede de mentores, incentivados a se tornarem um exemplo para novos empreendedores, superarem seus desafios e alcançarem seu sonho.

O tamanho dele? Gigante: projetar não só o país, mas o mundo do futuro.

“NÃO SEI SE É POSSÍVEL, MAS SAÍMOS DO MÉXICO COM SONHOS AINDA MAIORES DO QUE QUANDO ENTRAMOS!”

Artigo publicado originalmente no site da Endeavor Brasil e gentilmente cedido ao Administradores.com.


Fonte: Artigos Administradores / Nada é impossível: como os irmãos Knijnik deram escala a uma empresa de serviços

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