Não julgue pela aparência

Não julgue pela aparência

Vendedor, esse recado é para você

Quem nunca ouviu aquele velho ditado: “As aparências enganam”? Essa é uma frase muito importante para aqueles que trabalham com atendimento ao cliente, e deve ser aplicada à rotina no trabalho. Como o meu primeiro trabalho com vendas foi em uma concessionária de automóveis, lembro-me de muitas situações em que essa ideia não foi colocada em prática, como quando vendedores, por exemplo, não davam atenção ao cliente caso ele estivesse com roupas mais simples ou chegasse com um carro mais velho. Mas será que todos que têm dinheiro vestem roupas de grife e dirigem carros top de linha? Com certeza não, visto que pessoas com alto poder aquisitivo muitas vezes preferem não ostentar o que têm. Ao mesmo tempo, há quem prefira gastar menos dinheiro com aquilo que é essencial para que possam comprar roupas e carros caros, frequentemente dividindo o valor em várias prestações, isto é, são pessoas que vivem de aparências.

Vejo essa atitude não só em concessionárias, mas também em lojas de roupas, sapatos, jóias e outros estabelecimentos. Há certo preconceito e descaso por parte dos vendedores ao achar que, apenas pela aparência, podem julgar se um cliente possui ou não condições financeiras para pagar por um determinado produto ou serviço. Seus funcionários não devem ser treinados para que “achem” algo, mas sim para que conheçam verdadeiramente cada cliente e tratem a todos com simpatia, atenção e respeito.

Algo que também deve ser levado em consideração é o fato de que mesmo aqueles que não podem adquirir seu produto ou contratar seu serviço podem indicá-los a alguém que possa. Isso aconteceu várias vezes comigo. É possível também que um cliente que, no passado, comprava muito, deixe de comprar, enquanto aquele que não comprava passe a ter condições de fazê-lo.

Não importa a classe social, cor, religião, ou aparência. Após dezenove anos de atuação na área, posso dizer que todas as pessoas que atendi me ensinaram algo sobre a arte de atender o cliente, independente de suas características, e por causa de todos eles fui me tornando uma profissional cada vez melhor.

Todos nós somos clientes, portanto, devemos atender da forma como gostaríamos de ser atendidos. Preconceito, além de errado, é prejudicial ao trabalho e à vida.


Fonte: Artigos Administradores / Não julgue pela aparência

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