Não votei na Dilma, e daí?

Não votei na Dilma, e daí?

O que vale mais tirar um “falso proveito” do momento ou pensar no país como um todo, devemos cobrar as mudanças de acordo com as regras ou gerar o caos…com as regras

Vivemos em um país e momento onde se enxerga de maneira parcial de um lado, e vemos alienação do outro. Enquanto grande parte da oposição não quer ver seus erros e enfiar o dedo nas feridas antigas vemos do outro lado a alienação. 

Pelo lado oposicionista se engavetam processos e se esconde o obvio, acordos são feitos movidos por pessoalidades, o que vale é tirar o foco da raiz dos problemas, desviar holofotes para outros temas, buscar acordos e decisões que forçem a mudança de governo, mas qual o preço para a nação, e qual a real mudança, isso caso se consiga só o tempo dirá, particularmente não vejo mudanças nas ações, mas o impacto social e econômico que pode ser provocado.

O governo por sua vez, e aqueles que democraticamente o escolheram vivem na sua maioria em alienação, não conseguem ver os erros e buscar alternativas e mudanças, bem como entender que o preço deve ser pago por todos, inclusive o governo.

Analisando de maneira coerente o momento vejo que o que temos hoje é a soma de decisões acumuladas com o tempo, muitas vezes eleitoeiras e sem planejamento de longo prazo, como o rombo da previdência, problemas estruturais como o número absurdo de ministério e pastas, a falta de controle das contas públicas, corrupção, desvios, falta de transparência e planejamento, entre tantos outros.

O correto seria trocar o governo se realmente houver base legal para isso, caso não haja deve ser feito um pacto nacional, não por divisão de cargos ou pastas relacionados a partidos,mas sim de acordo com um projeto baseado em capacidade administrativa de cada pasta. A nação como um todo dever ser envolvida, o preço a ser pago dever ser claro, o governo deve cortar na própria carne, se preciso ser impopular que o seja, se for transparente será amargo mas terá apoio.

Alguns temas são prioritários, redução da dívida pública, combate à corrupção, devolução dos valores roubados da nação e correta redistribuição, punição de envolvidos, adequar a logistica nacional de transportes para redução do custo de produção (ferrovias, hidrovias, estradas, portos ), avaliação das regalias do legislativo, executivo e judiciário emrelação ao restante dos trabalhadores ( aposentadorias, aluguéis, transportes, verbas, etc ), e principalmente projetos que tenham o apoio e concordância nacional, e cuja continuidade não dependa de acordos ou partidos.

Não é com o a teoria do caos que iremos enfrentar o momento e prepararmos o país para o futuro, eu não votei na Dilma, mas sou brasileiro e tenho que buscar o que for melhor para o país. Não quero viver no “País das Maravilhas” , mas sentir o quanto é maravilhoso ser brasileiro.


Fonte: Artigos Administradores / Não votei na Dilma, e daí?

Os comentários estão fechados.