Níveis estratégicos: vivemos com equilíbrio?

Níveis estratégicos: vivemos com equilíbrio?

No dia-a-dia das empresas encontramos profissionais insatisfeitos com suas tarefas e com o comportamento das lideranças no que tange a responsabilidade pelas tarefas no trabalho. O nível de responsabilidade aumenta quando o nível hierárquico sobe. Há equilíbrio nesta situação? Essa leitura vai colocar duvidas a serem respondidas em seu pensamento. Vale a pena conferir!

Em toda e qualquer organização encontramos colaboradores alocados em determinados níveis hierárquicos e estratégicos. São eles o nível Estratégico, o Nível Tático e o Operacional. Os níveis estratégicos surgiram com o intuito de distinguir o perfil de trabalho, das ações executadas e da forma como os recursos de uma empresa são alocados nas tarefas do dia-a-dia.

O Nível Estratégico é aquele em que se define a estratégia a ser conduzida pela equipe ou no próprio negócio, que determina o que deve ser feito e o que escolhe com quais recursos, de qual forma o trabalho será conduzido, com qual estrutura deseja trabalhar, estre outros aspectos. Sua pergunta de condução é “ Por que e Quando? ” e é ocupado pelos presidentes das organizações, os sócios ou mesmo diretores de uma empresa.

O Nível Tático já é aquele que viabiliza a estratégia definida, monitora e controla as atividades da organização, lidera equipes para a condução ao resultado planejado e esperado pelo estratégico bem como mostra como deve ser feito este trabalho. Sua pergunta de condução é “ Onde e Como? ” e é ocupado pelos gerentes e coordenadores da organização.

Já o nível Operacional é aquele que faz, que opera toda a tática criada pelo nível tático da organização, que prepara a execução, que executa as rotinas administrativas e operacionais da empresa, avaliando o desempenho e dando feedback para melhorias. Sua pergunta de condução é “ O Que? ” e quem ocupa cargos neste nível são os técnicos e supervisores da organização.

A forma como lidam com os recursos disponíveis também difere de acordo com o nível ocupado. Por exemplo: em relação ao recurso da informação, o nível estratégico é aquele que obtém as informações a avalia o conteúdo adquirido, quando o nível tático organiza as informações passadas, as mantém e comunica a equipe e o nível operacional as processa.

Mas trouxe estas informações para discutir a seguinte questão: será que ocupamos de forma ecológica os níveis estratégicos inerentes a nossa posição na empresa? Ou melhor, fazemos o que tem que ser feito e para o qual fomos contratados? De fato, a realidade difere bastante da teoria. O equilíbrio da relação entre os níveis estratégicos seria, em sua maioria, de 80% das atividades inerentes ao nível principal e 20% divididos entre os demais níveis. Desta forma, o equilíbrio e a harmonia na concepção, desdobramento e execução da estratégica seria notório e os resultados mais facilmente alcançados, além de serem obtidos de forma mais qualificada e coerente com o que se planejou.

A realidade é que existem profissionais que atuam com estes níveis em desequilíbrio, o que acaba por desmotiva-los, sem reconhecimento, com a sensação de realização além da sua demanda contratada. Este desequilíbrio ocorre em organizações ou estrutura de negócios em que, inicialmente, o nível estratégico está aquém ou além da sua capacidade, causando desequilíbrios nos níveis inferiores da pirâmide. Esta origem pode ocorrer também nos níveis tático, onde se faz mais da estratégica do que o determinado bem como opera além do devido por falta de confiança na equipe operacional, em sua maioria, e no nível operacional, onde parte da equipe pode trabalhar mais em detrimento da outra parte que está aquém da sua capacidade produtiva, ou seja, ociosa. “Enquanto poucos trabalham muito, muitos trabalham pouco”.

O fato é que, na realidade, os níveis estratégicos podem se confundir no dia-a-dia, mas, operar por muito tempo no desequilíbrio gera prejuízo emocional, financeiro e operacional. Uma das melhores alternativas para minimizar esta distância entre o equilíbrio dos níveis hierárquicos dentro de uma organização é definir o planejamento estratégico da empresa, quais são suas diretrizes, suas metas e objetivos e, a partir daí, definir os desdobramentos que terão os demais níveis. Desta forma, o caminho fica mais claro e a trajetória a ser seguida também. Mas cuidado: é de extrema importância formalizar e pactuar estas definições com a equipe de trabalho para que não haja dúvidas, assimetrias de informação ou até mesmo outra interpretação do que se deseja. Sempre se certifique que o esperado foi compreendido por todos.


Fonte: Artigos Administradores / Níveis estratégicos: vivemos com equilíbrio?

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