Nossa civilização está no fim? Os pilares civilizatórios na construção de uma sociedade

Nossa civilização está no fim? Os pilares civilizatórios na construção de uma sociedade

Qual direção caminha nossa sociedade? Onde podemos atuar se esperamos um futuro mais promissor para as gerações futuras?

Nos intitulamos como uma sociedade civilizada, que os povos que vieram antes de nós tinham costumes bárbaros, não sabiam viver em sociedade, agiam de forma animalesca. Que estamos no auge, com a evolução da nossa tecnologia, do Direito, da democracia e da ciência. A arrogância que chegamos como civilização nos faz andar com a cabeça erguida e o peito estufado pelas nossas conquistas externas, olhamos com desdém para aqueles que vieram antes de nós, acreditamos que o lugar do passado é no museu, e poucas vezes temos a humildade de recordar as lições do passado, e usá-las na construção do atual presente.

Vivemos atualmente um momento crítico da história humana, se deparamos com o entroncamento na estrada: por um lado a estrada segue para cima, e pelo outro caminho a estada segue para baixo. O observador desatento pode não perceber as nuances pela estrada, a própria condição do observador o leva a cair na armadilha das ilusões pelo caminho. A primeira das ilusões é não saber se estamos na subida ou na descida.  Ambas possuem inclinações pequenas e sutis, que vamos perceber apenas após muito percorrido no caminho, isso quando percebemos. Quanto mais se afastamos por um caminho, menos vemos o caminho que abandonamos, e aí caímos na ilusão de achar que o outro caminho seria igual, essa ilusão é reconfortante para ego, pois é mais fácil acreditar que ambos os caminhos são iguais, do que aceitar que tomamos um caminho errado e esta na hora de voltar.

Assim como o vai e vem das ondas do mar chegam à praia, as civilizações humanas também surgem e desaparecem. Algumas duram milênios, outras poucos séculos, e a nossa ainda jovem já se encaminha por uma tortuosa estrada. O processo de nascimento, morte, renascimento esta contido na natureza, porém esse processo pode acontecer seguindo o ritmo natural de evolução, onde cada elemento busca uma versão melhor de si mesma, ou o processo forçado de evolução, quando se chega a um limite mínimo aceitável e grandes rupturas surgem levando a um novo renascimento.  No ritmo natural uma sociedade busca a harmonia entre homem e natureza, compreende o ser humano como parte integrante da natureza, não um elemento fora dela. No ritmo natural da evolução, uma civilização trabalha os homens de sua sociedade, e a partir da construção de um ser humano, digno de ser chamado assim, se constrói os veículos necessários para aqueles cidadãos viverem em conjunto de forma harmônica. Pelo outro lado, na estrada que segue para baixo, o foco social é nos instrumentos sociais, não no ser humano. Se valorizam as instituições e os recursos, em detrimento dos cidadãos. Envoltos na cegueira material, estas civilizações acreditam que o progresso está na economia, na forma de governo, no comércio ou em qualquer outra instituição criada pelo homem. Estas civilizações esqueceram-se de educar o homem, e pelo homem é que qualquer criação vai se manifestar de forma positiva ou negativa na sociedade. Esse caminho conduz ao que chamamos atualmente de “idade média”, uma época em que o fanatismo, a intolerância e a alienação são presentes em uma sociedade. O conhecimento gerado é para o benefício próprio, e não o coletivo. O individualismo aumenta a corrupção e a violência, a economia não se sustenta pelo abuso dos governantes e dos detentores dos meios de produção. E após a dor e o sofrimento vivido pelo povo, essa civilização deixa de existir, dando lugar a uma civilização renascida, que pode dar certo ou cometer os mesmos erros de sua antecessora. Ao voltar nosso olhar ao passado podemos tomar lições tanto do que deu certo em outras civilizações, como do que não deu certo. Devemos corrigir nosso rumo com as lições do passado, antes que o trem entre no túnel da idade média e reste pouca luz a nossa frente.

Em toda civilização podemos observar quatro pilares fundamentais: Arte, Ciência, Política e Religião. Destes pilares que venho tratar nestas linhas. Que possamos a partir deles analisar friamente nosso momento atual, e corrigir os rumos necessários antes que as sombras da idade das trevas recaiam de vez sobre nós.

A Arte

Quando falamos em Arte, se referimos à produção de um objeto que busca a expressão da beleza e da estética. A estética no campo da arte não está correlacionada aquilo que entendemos como estética em nossa contemporaneidade, uma estética meramente física, voltada ao corpo, a estética clássica é a busca da beleza. Então o que seria este Belo buscado pela estética? Nas palavras de Platão, o Belo está correlacionado ao Bom, e o Bom para Platão não se trata de algo egoísta, o Bom refere-se aquilo que seja Bom para todos. A arte que expressa o que é Bom para todos, é uma arte capaz de formar uma civilização direcionada ao caminho de cima, uma sociedade que cresce em valores humanos, que expressa o Belo em suas formas, assim como fizeram os artistas renascentistas com influências neoplatônicas, pois o Belo é uma manifestação do espírito, de uma ideia arquetípica pura.

E como está a arte em nossos dias atuais? Nossa arte expressa essa beleza citada pelos clássicos? A beleza de nossa arte reflete o bom para todos, ou são em sua maioria apenas uma manifestação do egoísmo artístico?

A música: A origem da palavra remete as musas, divindades que acompanhavam o deus grego Apolo. Porém muito pouco de divino traz a música de nossos dias. De letras repetitivas e melodias fracas é composta grande parte das canções atualmente. Ao invés de remeter a divindade, incitam o sexo, a violência, a promiscuidade. Não fortalecem moralmente o Ser humano, e sim instigam as mais baixas emoções, são um poderoso artefato para aprisionar o homem aos seus desejos, que ocupado apenas com seus prazeres menores não volta sua consciência para a busca do Bom.

Pintura, escultura, cinema: Expressões da arte que se transformaram em ferramentas para o mercado de capitais. Estas artes são produzidas não mais para se buscar a estética, são produzidas para serem comercializadas e gerarem lucros aos seus produtores. Ações de marketing vendem ferro como se fosse ouro, compramos e consumimos incessantemente tudo isso, e ainda pedimos por mais, mais e mais. Seja a nova temporada da serie ou a continuação de número nove do mesmo filme.

Literatura: A poesia, antes considerada como uma expressão da letra para conversar com a alma humana sofre uma crise dupla. A primeira de leitores, que já não se interessam por essa arte, a segunda e em minha simples opinião a mais grave, de poetas. Sofrer de carência afetiva não te faz poeta, reclamar de suas dores e xingar o mundo também não. Buscar o Belo em meio às formas grosseiras, de modo que aquele que lê a poesia encontre algo de Belo em si, faz um poeta. Os romances literários além de sofrer com a vitimização comercial, são escritos para quem não sabe ler. A geração de 144 caracteres já não se concentra mais nos grandes clássicos.

Em meio a tudo isso, temos exceções é claro, e não pretendo colocar todo artista em um mesmo balaio. Porém faço o alerta de que cada vez se tornam mais raros os verdadeiros artistas, oprimidos por um mercado que busca apenas lucro, e por consumidores de arte que não buscam o Bom para todos, buscam o prazer imediato para si mesmo, consumindo e consumindo ao seu bel prazer.

A arte é um dos alicerces civilizatórios, e a partir da análise da nossa arte atual, podemos compreender um pouco da saúde de nossa civilização, e prever o caminho que estamos seguindo.

Ciência

A Ciência trata do saber. É a área que estuda os fenômenos da natureza para explicá-los ao homem, amplia nosso saber sobre a natureza, para através dessa amplitude se relacionarmos melhor com todo o meio, outros seres humanos, nós mesmos, com o meio ambiente, com o planeta e com o Cosmos.

François Rabelais disse: “ciência sem consciência arruína a alma”. Consciência é estar junto ao saber, ou seja, vivenciar o saber, não apenas conhecer intelectualmente algo. Quem saboreia o conhecimento, torna-se um pouco mais sábio. O conhecimento sem essa consciência, esse compromisso moral por zelar o saber, leva ao egoísmo, e usamos o saber para o benefício próprio, não para o coletivo.

Qual saber nossa ciência atual busca, e quem são os beneficiados com esse saber? Tomemos alguns exemplos de áreas que nossa atual ciência atua.

Ciência econômica: Dividimos o planeta com outros 7 bilhões de seres humanos, sendo que destes 20% estão abaixo da linha de pobreza, ou seja, não possuem um recurso financeiro mínimo para compra de alimentos para sobrevivência. Os outros 75% consomem mais recursos do que a capacidade do planeta para se renovar, poluímos nossa fonte de água, o solo e a atmosfera. Nesse ritmo o cenário para as próximas décadas é de caos ambiental e humano. As previsões coincidem em afirmar que se não mudarmos nossos hábitos de consumo com urgência, direcionamos a civilização como conhecemos para uma extinção em massa. Mesmo frente aos alertas, grande parte das áreas de pesquisa das empresas é voltada em como fazer para que as pessoas consumam mais. Os mais avançados estudos sobre a psicologia de consumo, ações de marketing intensas, produtos lançados com obsoletismo programado. Todos estes esforços voltados para um contínuo consumo, mesmo sem recursos para manter essa forma de vida por muito tempo. A ciência econômica parece não se preocupar no equilíbrio financeiro e ambiental, nas últimas décadas tanto a diferença entre os mais ricos e mais pobres aumentou, como também aumentou os impactos ambientais gerados pelo nosso consumo exagerado. De contra partida, a população mundial tem a ciência desses impactos, mas falta a consciência, ou seja, estar junto com iniciativas que gerem menor impacto ambiental e contribuir com a menor geração de resíduos.

Ciências médicas, química e farmacêutica: A medicina é a ciência que harmoniza o corpo humano, restaurando a saúde do individuo. Nestas poucas linhas não vou tratar nem do exercício da medicina pelo mundo, ou do sistema de saúde. A minha proposta é gerar uma reflexão sobre os esforços que voltamos para a produção de novos remédios, e da dependência deles na contemporaneidade. Para se curar algo, é necessário encontrar onde está o desequilíbrio, e atuar nesse ponto com o tratamento específico para reestabelecer o equilíbrio. Atuar no ponto específico significa buscar a causa raiz que gerou o problema e eliminá-lo. O mercado de saúde é valioso para convênios, e indústria farmacêutica. É mais comum estes núcleos tratarem os sintomas dos distúrbios ao invés de suas causas. Se a causa do distúrbio não foi tratada o sintoma volta a aparecer, e assim temos o fluxo do mercado de consumo na área de “saúde”, entre aspas porque nem sempre se preocupa em restaurar a saúde. Paciente volta a consultar o médico, e volta à farmácia. Uma única causa pode gerar diversos sintomas, tratados de formas diferentes, e a cada novo sintoma, uma nova consulta e um novo remédio. Este ciclo de dependência mantém a indústria da saúde, novos remédios para os velhos problemas, problemas que parecem sem solução, remédios de uso contínuo que geram novos sintomas nos pacientes, ocultam um problema e abrem espaço para outros. A nossa ciência médica ou não quer, ou está fazendo algo errado, pois podemos observar uma população cada vez mais doente, e não mais saudável. Chegamos ao ponto das pessoas se acostumarem com a doença, e andarem junto de si com seus coquetéis de remédios.  

Tecnologia: O grande problema de estar em uma ilusão, é não perceber que a vida começa quando você sai dela. Nossos avanços tecnológicos são vistos como uma salvação para nossos problemas, quando em realidade os problemas humanos não foram gerados pela tecnologia, então não vamos conseguir resolve-los a partir dela. Concordo que nossos avanços podem auxiliar na caminhada da humanidade, mas para isso a humanidade tem que primeiro saber para onde vai, ou ao invés de guiar pelo caminho correto, seremos levamos com mais velocidade para o fundo. Para isso temos que examinar nossa relação com a tecnologia, e repensar em algumas formas como utilizamos estas facilidades e avanços. Estudos sobre o genoma humano e manipulação genética são ferramentas perigosas em mãos de homens mal formados moralmente, a produção de alimentos transgênicos pode encaminhar produtores a criar alimentos mais vez mais resistentes a agrotóxicos, dessa forma podem banhar as plantações com os agrotóxicos sem correr risco de perder a safra, agrotóxicos que vão ser consumidos na mesa diária. A criação de armas de destruição em massa que o século 20 presenciou poderia ser responsável por uma “extinção” humana sobre o planeta em casos de guerras nucleares. E temos a internet, a nossa amada internet. A internet nos trouxe velocidade e tornou possível realizar muitas tarefas de forma mais rápida, uma necessidade para os dias de hoje em que enfrentamos o transito, longas jornadas de trabalho, e estudos. Mas não vamos tapar nossos olhos apenas aos benefícios, precisamos ver onde precisa ser corrigido o caminho. Reforço que nenhum dos pontos ou instituições que cito neste artigo tem o problema na forma do objeto em si, os problemas decorrentes são gerados a partir da utilização por um ser humano mal formado, que ao invés de utilizar o recurso disponível de forma positiva, corrompe por seus desejos egoístas e má formação de caráter. Com a internet não é diferente, temos crescimento do número de crimes virtuais, disseminação de pedofilia, reunião de pessoas para prática de vandalismo, tudo em um ambiente que leva o criminoso a crer na impunidade, impunidade que o bandido já presencia no mundo real e espera ver ela ampliada surfando nas ondas do Wi-Fi. As redes sociais se transformam em redes antissociais, com grupos divididos que se digladiam como se estivessem dentro do coliseu romano, a rede social por si não aproxima, gera a falsa noção de proximidade, baseada em relacionamentos superficiais.

A ciência está sendo usada em grande parte para cumprir interesses particulares, não como o pilar para formar uma civilização, uma civilização melhor educada e formada. Poder cientifico nas mãos de seres humanos mal formados tem o potencial de gerar grandes catástrofes ambientais e humanas.

Política

Não podemos falar de uma civilização sem tratar de política. Política do grego antigo vem de Polis, que se refere à cidade ou Estado. Preservar os interesses da Polis, é o que faz da pessoa um cidadão. Portanto a responsabilidade política cabe a todos que vivem naquele espaço geográfico, tanto na cidade como no país, e preservar pelo bem estar daqueles que vivem e do meio ambiente é ser político. Disse Marco Aurélio: “O que não tem utilidade para a colmeia, não é útil para a abelha”. Essa é uma grande máxima política, todo aquele que exerce senso político pensa em formas de levar o conjunto social a uma situação mais favorável, não pensa em interesses de grupo ou em si mesmo. Soma forças na busca da Justiça, pois um governo bom é um governo justo.

E como caminha nossa civilização em termos Políticos? Governantes e cidadãos lutam em defesa de uma justiça social, ou se preocupam apenas em tirar vantagens momentâneas do governo? Quando me decido por um candidato elegível a um cargo político, me preocupo como serão as ações dele em termos políticos, para o bem geral, ou quais são as ações dele que podem me beneficiar? A política começa por cada um, e o governante será reflexo de nosso comportamento. Nossa fraca moral, os interesses egoístas, o pensamento de querer levar vantagem em tudo, essa cadeia de pensamento e sentimento vai refletir na escolha dos governantes. A passividade frente ao errado, o pensamento do “rouba, mas faz”, deve ser substituído urgentemente por um pensamento de dever, pois é para isso que um político é eleito, cumprir o dever para com aqueles que o elegeram, trazendo Justiça social. Assim como não admitimos contratar um mecânico que conserte o motor e roube as rodas do carro, ou um pintor que pinte a parede da sala e leve o televisor embora, não podemos admitir que pessoas elegidas para cumprir sua função política se desviem do seu dever, seja desviando dinheiro ou sendo incompetentes na execução de seu trabalho, estas pessoas não são políticos, e portanto não é justo o cargo que possuem, e o justo para essa pessoas e para todo o Estado é que sejam movidos de seus cargos e substituídos por pessoas com tendência política, pessoas que se preocupem com o bem geral da cidade/Estado. Para enxergar com clareza o verdadeiro político, precisamos começar a ser políticos, se preocupar em nossa medida a fazer algo para melhorar onde estamos.

O bom governo educa seus cidadãos na virtude, o mau governo arrasta a civilização para o vício.

Religião

Na construção de uma civilização a religião cumpre o papel de mostrar a expressão do divino para o homem. Todo cidadão precisa compreender que a religião deve unir os homens através de preceitos morais, e dessa união fraternal entre homens se religarem com o divino em tudo. A religião não é a expressão de uma crença religiosa, crença religiosa é uma coisa, o ato de religar com o divino é outra. Civilizatoriamente temos essa grande confusão, onde a expressão de uma crença religiosa em alguns casos se torna como a própria religião. Crê-se que uma crença é superior à outra e ao invés de gerar a fraternidade, função religiosa, gera-se a separatividade.

Não há nada mais contra a Religião do que a separatividade entre homens e sua ligação com todo o Cosmos. Religião é reconhecer que cada ser humano é expressão de algo divino, tem uma essência sagrada, e o respeito por esse ser humano, independente de qualquer escolha que o outro ser humano faça, é também o respeito a Deus. Ver a expressão de Deus em toda a natureza, respeitando o reino mineral, vegetal, animal, humano e divino é praticar religião, independente da crença praticada. Aquele que busca a união com tudo a sua volta, buscando a essência ao invés da forma, é um religioso em sua prática cotidiana. Religião se pratica todos os dias, não apenas em templos, estes locais são apenas um canal de abertura para que você enxergue com mais clareza o divino que está em você.

Nossa atual civilização caminha por um eixo de fanatismo, onde coloca uma crença como sendo superior a outra, ou como se houvesse um único caminho. Essa falsa ideia de religião gera brigas, desavenças que podem até levar a mortes em casos de extremo fanatismo, como vemos nos dias atuais. É necessário redobrada atenção nos dias de hoje para ficar fora do fanatismo, se uma crença ou alguém que se intitula líder religioso impõe sua crença em detrimento das demais, se as ideias expostas afastam os seres humanos ao invés de aproximá-los de um caminho mais fraternal, isso não é religião, a prática é seu oposto, um oposto muitas vezes bem disfarçado nas formas usurpadas de uma Religião ancestral.

Idade média ou o fim dela?

Devemos analisar e corrigir corretamente em cada um destes quatro pilares se queremos resultados melhores do que temos hoje para nossa civilização.   As rupturas que temos hoje nestes quatro pilares acarretarão a queda de nossa atual civilização por meio da fome e guerra. Os antivalores abrem espaço para oportunistas egoístas e manipuladores, que se aproveitam da alienação para seus próprios benefícios. Surgem falsos líderes que prometem soluções milagrosas e rápidas, e que terminam por deixar as coisas piores do que estavam antes. Estes falsos líderes estão espalhados dentro das empresas, instituições religiosas, política, artes e ciência. Pelo caminho que nossa civilização seguiu não adianta acreditar que teremos milagrosas ou rápidas soluções, temos que aceitar que essa mudança será um trabalho árduo de resgate dos valores humanos, um trabalho que começa por nós mesmos e se espalha pelo mundo, para juntos proporcionar um renascimento válido para nossa atual civilização.


Fonte: Artigos Administradores / Nossa civilização está no fim? Os pilares civilizatórios na construção de uma sociedade

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