Nova Era Digital: o futuro hipotético

Nova Era Digital: o futuro hipotético

Observações da cultura digital

Não faz muito tempo que li o livro a Nova Era Digital; Eric Schmidt. Fiquei bastante impressionado com alguns pensamentos do autor e gostaria de contribuir com minha reflexão. Gosto de enfatizar que já passamos a era da conversão digital e estamos caminhando para a era da “algoritmização”.

Com o advento da internet tivemos diversas mudanças sociológicas. Hoje o que vivemos é um crescimento “quântico” de conhecimento e informação, isso nos possibilitou grandes transformações em um curto espaço de tempo. Como se estivéssemos vivendo o futuro sem romper com o passado. Temos todos os dias algo novo, mas que nos dias subsequentes se tornam velhos.

Parafraseando Cazuza, “eu vejo um museu de grandes novidades”. À exemplo o que ocorreu com o primeiro iPod, é considerado o símbolo do século XXI e em menos de 20 anos se tornou peça de museu. Nessa de o tempo não parar, a internet por ser livre foi crescendo e desenvolvendo naturalmente como um organismo, isso possibilitou a Globalização se tornar realidade e deixou de ser um sistema exclusivo capitalista para se tornar um modelo socialmente conectado, no sentido da internet, somos um coletivo.

As empresas especializadas em tecnologia ganharam fôlego e estão bilionárias. No cenário atual da economia, o modelo que tínhamos há algum tempo fazia sentido, hoje está obsoleto. E isso está sendo acompanhado em tempo real, com a revolução da impressoras 3D e surgimento de startups que implicam no modelo da economia tradicional que se perdurou por anos.

Alguns colapsas e crises que vêm ocorrendo em diferentes países e diversas moedas de alguma forma está ligada a nova era digital. Os poderes de grandes blocos econômicos estão sendo descentralizado por grupos ligados a internet. Um movimento que tem tomado força é o Internet.org, fundada por Mark Zuckenberg e que tem diversas empresas ligadas com interesse de propagar o acesso a internet pelos quatro cantos do planeta Terra, para todo ser humano.

Isso possibilitará disseminar culturas locais, religiosas, intercambio de informações. Por outro lado dá margem a violência, hackers invasores, streamings de mártires sendo mortas em praça pública em tempo real para o mundo todo, entre tantas coisas. Essa fragilidade da economia faz com alguns grupos tomem decisões para tentar amenizar os impactos.

Existe a possibilidade da regularização das famosas Bitcoins, se isso acontecer, e que já vem ocorrendo, algumas das moedas poderam sumir e da lugar a moedas virtuais. Se isso acontecer ajudará tecnologias tímidas como NFC (Near Field Communication), que permite a troca de dados sem fio e de forma segura entre dispositivos compatíveis que estejam próximos um do outra. Tem sido utilizada em aparelhos com a função de pagamento, substituindo o cartão crédito físico.

Também ganhará espaço a RFID (Radio-Frequency IDentification). É um método de identificação automática através de sinais de rádio, que possibilita armazenar dados únicos de forma segura. Algumas pessoas já utilizam uma tag de silício RFID inserida no seu corpo, de preferência testa ou pulso, onde há melhor transmissão de sinais, contendo dados pessoais, em outros casos moedas digitais armazenadas e pagamento realizado via NFC.

Não vai demorar muito para que sejam obrigatoriamente implantado essa tecnologia para estarmos identificados em bancos de dados de governos e rastreados por GPS. A internet não será um ponto de acesso onde precise conectar, a mesma estará constantemente presente e você estará sempre conectado. A interação homem-máquina será quase que única. Estaremos em uma teia que se interliga entre as coisas como uma rede de malha.


Fonte: Artigos Administradores / Nova Era Digital: o futuro hipotético

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