Novas concepções de prazo e soluções mais estáveis

Novas concepções de prazo e soluções mais estáveis

Os sinais de esgotamento de um modelo civilizatório, a construção de uma nova ordem mundial e o nosso papel nela

O abandono da busca obsessiva pelos resultados de curto prazo

 A consciência da interconexão e da interdependência no tempo e no espaço, gradualmente impactará o cerne do modo de produção capitalista que é a busca desenfreada do lucro e obtenção de resultados no curto prazo. Estaremos deixando para trás o foco atual predominantemente financeiro da economia e usufruindo da forma mais positiva possível dessa exclusiva capacidade humana que é o conhecimento do tempo, utilizando-a não mais para projeções medidas em alguns poucos anos, mas décadas, quiçá séculos. O ser estará avançando passos gigantescos em sua sonhada transcendência no tempo e no espaço, construindo no aqui e agora um futuro de paz e harmonia. Eliminada a angústia e as artificialidades resultantes de uma cultura focada na obtenção de resultados a curto prazo, o melhor da energia humana será direcionada para o que temos de melhor… o humano. A sensação de que o próximo representa uma ameaça à conquista dos nossos resultados a curto prazo terá desaparecido. Poderemos então sonhar fraternidade e despertaremos para o absurdo do egotismo que relega à miséria absoluta bilhões de outros seres humanos. Elevada a nossa sensibilidade, encontraremos formas conjuntas de repararmos os males causados à Gaia, recompondo os jardins paradisíacos com que ela nos brinda em todos os tempos.

Buscaremos soluções mais duradouras e acabaremos com o absurdo da obsolescência programada em produtos e mesmo serviços.

Perceberemos que sob a agitação das mudanças de superfície fluem correntes titânicas de energias que conduzem a vida para patamares superiores de compreensão e de expressão dos nossos melhores sentimentos. Quanto mais conectados com essa corrente de energia mais estáveis serão as soluções que encontraremos, a celeridade das mudanças de superfície se atenuará porque estaremos vinculados e comprometidos em expressar cada vez mais as profundas correntes do existir.

Soluções mais estáveis substituirão a obsolescência programada

 O ditado que afirma: “A única certeza que há são as mudanças” continuará verdadeiro, mas cada vez mais voltado para mudanças que nos aproximem da nossa essência o que significa a incorporação e operacionalização de visões, valores, comportamentos e atitudes voltadas à melhoria da condição humana e do meio ambiente. Deixaremos para trás artificialismos como a obsolescência programada e todo o esforço, energia, recursos e tempo que atualmente são esterilizados com artimanhas para saciar a sede de lucros e de obtenção de resultados a curto prazo em uma vã tentativa de ludibriar as leis da vida. Muitos dos males físicos e psicológicos que atormentam atualmente bilhões de seres, em todos os níveis sócio econômicos (muitos que ocupam cargos executivos, já estão também apresentando sinais de cansaço dessa forma de ser), estarão ficando para trás. Ansiedade, angústia, tristeza, depressão que resultam muitas vezes em somatização na forma de acidentes vasculares cerebrais (AVC’s), doenças cardíacas e cânceres de variada tipologia não mais se manifestarão uma vez eliminadas as suas causas. A compaixão e a fraternidade impulsionarão a todos para um processo de inclusão, através do qual condições absolutamente insalubres de moradia e trabalho serão erradicadas melhorando de forma indescritível a psicosfera (a noosfera de Chardin) do planeta.

Aprenderemos como a vida nos ensina que há mais chances de sobrevivência no desenvolvimento de um patamar superior de cooperação. Deixaremos a competitividade para trás.   Uma onda de paz embalará os sonhos de uma humanidade mais fraterna, pacífica e feliz.

 É inspirador visualizarmos alternativas de governança global ao mesmo tempo em que se respeitam as manifestações culturais locais. Órgãos como ONU, FMI, Banco Mundial e associações diversas entre países, tendo a suas missões substancialmente transformadas. A substituição de estruturas egóicas que privilegiam alguns poucos em benefício de toda a espécie humana e da vida no nosso planeta. Estruturas focadas na usura e no domínio sendo substituídas por outras que estarão canalizando as imensas potencialidades da humanidade e do planeta para a construção de um lar planetário mais harmonioso e feliz. Sistemas produtivos e de serviços voltados para o atendimento das nossas necessidades essenciais eliminando o lixo que nos é incutido, e, que, infantilmente consumimos revelando inconsciência e ignorância das nossas atitudes. Reorganização de muitos países, muitos dos quais artificialmente criados pelo interesse e cobiça de poderes dominadores externos em conluio com elites subornadas e subordinadas internamente, reunindo nações e expressões de culturas comuns.  A adoção afinal de uma língua universal (que não substituirá as locais), isenta de características de domínio como as verificadas até então. Estaremos finalmente, eliminando o estrago que fizemos desde quando, ainda quando inventamos a agricultura, o primeiro de nós cercou o “pedaço de terra”, afirmando que era seu. Nunca mais nos olhamos como antes. Defender a caça dos oportunistas não se equipara à prisão e divisionismo daquele ato que de forma mais aguda e sofisticada se estende até hoje no nosso modo de viver. Aprenderemos a viver de forma cooperativa. O planeta nos oferece tudo de que necessitamos. A eliminação do egotismo permitirá que vislumbremos afinal, a complementaridade das diversas regiões e culturas acentuando o sentimento de alteridade e de respeito à maravilhosa diversidade na unidade que constitui a raça humana. Mais uma vez, conscientes e unidos, estenderemos essa nova percepção a todas as manifestações da vida no planeta retribuindo a essência amorosa que os anima em relação a nós. 


Fonte: Artigos Administradores / Novas concepções de prazo e soluções mais estáveis

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