O altruísmo genuíno existe?

O altruísmo genuíno existe?

Em um mundo onde às vezes é difícil acreditar que o altruísmo existe, ele verdadeiramente é a chave para a elevação humana e a felicidade

Em um mundo onde às vezes é difícil acreditar que o altruísmo existe, ele verdadeiramente é a chave para a elevação humana e a felicidade. Então a pergunta é: o altruísmo existe? Nós podemos cultivá-lo em um nível pessoal ou profissional? E a partir daí, como podemos trazer a transformação para a sociedade pe ara o meio em que estamos inseridos? Para o trabalho, para os amigos, família e colegas de faculdade? Este sim é um verdadeiro desafio.

Como então podemos fazer com que as pessoas tenham mais consideração pelas outras? Em primeiro lugar, benevolência genuína. A mente altruísta deve existir, precisa existir, o mundo precisa cada vez mais de pessoas genuinamente altruístas. Quando investigamos essa questão, notamos que existem muitos movimentos influentes de pensamentos como filósofos, psicólogos, economistas com a ideia de que só podemos ser motivados pela auto preocupação. Mesmo que nosso comportamento seja altruísta ou aparentemente altruísta, sempre existe um motivo egoísta por trás.

Uma linha muito tênue entre o bem e o mal, no coaching chamado de self 1 e self 2, um jogo interior em que prevalece o de maior equilíbrio no momento da decisão. E isso acontece com muita frequência, pois somos pessoas graduadas, doutoradas etc… Mas somos seres humanos, somos passíveis de erro. Há interesse próprio envolvido, recompensas de médio e longo prazo. Empresas e pessoas são altruístas por causa do nome e reputação, porque na maioria das vezes esperamos algo em troca, seja algo física ou moral.

Mas existem diversas ocasiões distintas, onde as pessoas, no anonimato, agem generosamente no amor, sem esperar absolutamente nada em troca, são lideres servidores, gestores de excelência, professores que inspiram. Pessoas que não tem plateia, ninguém em seu momento de benevolência irá julgá-lo, culpá-lo ou elogiá-lo se não fizer nada. Embora os males do egoísmo sempre tenham existido e nunca desistirão, isso nos lembra da representação do anjinho e do diabinho no desenho do Mickey e Pluto, cada um murmurando na orelha do Pluto um conselho diferente, não é mesmo? Isso acontece diariamente com o ser humano, diálogos internos ou o jogo interior, como foi denominado por Timothy Gallwey. Um diz: você é nasceu para ajudar as pessoas, o outro responde imediatamente: bom.

Conhecer o diálogo interno entre nossos Selfs ou Eus nos ajuda muito a mudar nossa percepção do mundo, nossas performances e nosso aprendizado. Esse mesmo processo de diálogo interno acontece em nossas vidas todos os dias e, na grande maioria das vezes permitimos que nosso Self 1 sufoque nosso Self 2, não o deixando se exprimir. Lembremos que o foco do Self 1 é crítico e muitas vezes direcionado para o problema.  á o foco do Self 2 é na solução natural e no seu potencial criador. Aprendendo a lidar com nossa dualidade interior podemos ser seres propulsores de motivação nas pessoas que nos rodeiam. 

Ha uma história, que há alguns anos atrás aconteceu com uma pessoa no metrô de Nova York, que ilustra o ponto. Ele estava lá com dois médicos e naquele instante teve uma crise epilética e caiu na plataforma, então ambos o ajudaram a se recuperar. O homem se levantou, mas para o desespero de todos tropeçou e caiu nos trilhos. E para piorar a situação o trem estava chegando, e um dos médicos disse: se ele permanecer lá sentando será morto. Ele viu a dificuldade de se deitar e tentar sobreviver. Então ele pulou. Ajudou a colocá-lo na horizontal e o trem passou por eles. Você diria que, quando o médico pulou, ele pensou: “Vou me sentir tão bem quando isso terminar?” Mas o mal ainda não desistiu, se você entrevistar esse herói ele dirá: “como não poderia ter feito isto? Eu não tive escolha”. “Ah, você não tinha escolha, portanto não foi altruísta, você não pensou nisso”, alguém pode dizer.

Mas o que isso significa afinal? Significa algo realmente óbvio. Se você vir uma criança se afogando, é claro que você tem uma escolha, mas a escolha é tão obvia para alguém altruísta que não há escolha de verdade. Então não é que você não tenha escolha, é que ela vem em uma fração de segundo. Nada mais é do que a expressão do que você é por dentro, seu eu interior. Aquela pessoa era tão genuína, é claro que para ela era óbvio, mas quando se trata de pessoas que salvam as outras, em ronda ou perseguições, especialmente quem viveu a época do nazismo, onde as pessoas se colocavam em risco, suas próprias famílias puramente para salvar pessoas etnicamente diferentes, eles não podiam esperar por nada. Eles eram totalmente comprometidos e nitidamente dedicados. Não esperavam nada em troca. Era muito difícil encontrar qualquer auto motivação em suas atitudes. 

Para o psicólogo Daniel Batson felizmente o altruísmo genuíno existe, e as notícias são calorosamente boas, pois se fossemos irremediavelmente egoístas não haveria motivos para tentar aumentar isso em nós, para sermos mais altruístas. Nós com certeza tentaríamos levar um pedaço de lamaçal por toda nossa vida e jamais conseguiríamos fazê-lo brilhar como ouro. Mas se há potencial, podemos elevar isto. Podemos ser mensageiros do bem dentro das instituições na qual trabalhamos no ambiente em que vivemos.  Pessoas que motivam positivamente.

Mas o processo é lento e precisa ser pessoal para gerar transformação em massa, é cultura. Tem que partir de você, de sua família, sua comunidade, sua sala de aula. Então isso pode ser lentamente um ponto de virada. Nossos momentos de prazer e felicidade vão e vêm e logo surgem outras linhas de pensamentos para substituir um pelo outro. Infelizmente, não existe faculdade para compaixão, deveríamos tê-la por toda parte. Em todo quarteirão deveria ter treinamentos de altruísmo.  Mas ao invés de termos apenas momentos fugazes. Relaxe mais, seja mais positivo, ande descalço na areia, se doe por alguma causa isto trará um aumento em sua disposição natural para a benevolência e altruísmo.

Isto é um fato da experiência contemplativa que passa muito tempo tentando refinar e treinar a ponderação para que possa aumentar e cultivar essas qualidades humanas básicas, dentre eles a compaixão e o altruísmo. Nunca subestime sua capacidade de cultivar o amor altruísta dentro de você.  Entre linhas a realidade não limita as pessoas, o que as limita, são as escolhas disponíveis percebidas através de seus “mapas mentais”. Todas as pessoas têm todos os recursos necessários para qualquer mudança desejada. Lembre-se que as dificuldades do mundo dizem respeito a todos.

 

 


Fonte: Artigos Administradores / O altruísmo genuíno existe?

Os comentários estão fechados.