O apocalipse zumbi chegou

O apocalipse zumbi chegou

O que separa a ficção da realidade? O quão longe estamos de um apocalipse zumbi? Estamos vivos porque temos pulsação cardíaca ou estar vivo é mais do que isso?

O apocalipse zumbi chegou. Veio sorrateiro, de mansinho e não se demos conta dele. Não lotou as ruas com mortos vindos dos cemitérios como previa os filmes da Sessão da Tarde. Mas os mortos estão lá: nas ruas, nas casas, nos bares. Em cada canto eles se espalham.

Os zumbis não foram gerados por nenhum vírus criado em laboratório, apesar das cotidianas experiências cientificas serem parte de nosso processo de zumbificação. Não era um vírus, mas a epidemia se espalhou rápido. Cruzou fronteiras por terra, mar e ar. Chegou do espaço através das transmissões via satélite e não conseguimos combater a zumbificação. Nenhuma droga farmacêutica combatia seus efeitos, pelo contrário a maioria delas os intensificava. Talvez seja algum tipo de gene Zumbi que resida em cada ser humano, e por isso quando vieram os estímulos foi tão fácil ser corrompido por eles.

Quando começou a se espalhar é difícil de concluir. Talvez as grandes civilizações antigas tenham sido vítimas desse mesmo mal: Egito, Roma, Grécia. A zumbificação pegou eles e os levou a ruínas. Quanto a nós sobreviventes de um século XXI vitimado pela zumbificação, presenciamos seu efeito global e a velocidade com que se espalhou durante as últimas décadas.  Muitos nos avisaram antes que acontecesse. Charles Chaplin em “Tempos modernos” alertou, Aldous Huxley com seu Admirável mundo novo repleto de zumbis. Estes dois representam apenas uma pequena parcela de todos aqueles que nos avisaram de alguma forma, mas como zumbis não entendemos suas palavras, e a zumbificação se espalhou.

Vivenciamos este apocalipse zumbi todos os dias, e construímos parte dele. Somos zumbis quando se levantamos apressadamente da cama ou quando inertes procrastinamos a levantar e enfrentar o dia. Somos zumbis quando vivemos apenas para ter o que comer. Somos zumbis quando não olhamos o mundo vivo ao nosso redor e voltamos os olhos cansados para aparelhos mortos. Somos zumbis dentro de casas noturnas ao se comunicar com poucas palavras que soam como rugidos em meio à música alta. Somos zumbis quando se comovemos com a morte de um garoto afogado e esquecemos que este garoto é reflexo de outras 200 mil mortes e milhões de refugiados, que zumbificados ignoramos até agora e vamos continuar a ignorar no futuro. Afinal somos zumbis porque vivemos como mortos. Andamos, mas não sabemos para onde estamos indo, e nem porque vamos nessa direção. Andamos em busca do que comer. Se alimentamos de comida, sentimentos e pensamentos, e nunca nos damos por satisfeitos. Perseguimos aqueles que ainda estão vivos (não porque o sangue corre nas veias, são vivos porque seus feitos assim os fizeram), comemos suas ideias e regurgitamos na forma de frases de impacto, sem nenhuma moral por trás apoiando.

E temos volta para o apocalipse zumbi que presenciamos? Ou estamos fadados a queda global de nossa civilização? Se o gene zumbi está em nós, a vacina também se encontra. Dentro de si o homem pode encontrar tudo de que precisa. A vacina “C”, chamada consciência é nosso real caminho contra o mal da zumbificação. Para deixar de ser zumbi, é necessário estar consciente de nossos atos, saber o porquê, o como e o que precisa ser feito em cada dia. É possível reverter o apocalipse zumbi, e a ferramenta para isso é a Consciência, não a intolerância presenciada dia a dia para com o outro ser humano.


Fonte: Artigos Administradores / O apocalipse zumbi chegou

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