O autoconhecimento e o consumo

O autoconhecimento e o consumo

O conhecimento empodera as pessoas. E conhecer-se, ter claro quais são os próprios valores, como a personalidade reage, entender os reais interesses, ter claro o que você entrega melhor, ajuda muito a perceber as competências que precisam ser desenvolvidas e a ‘tatear’ aquilo que você já tem

Num mundo onde a garantia são apenas das constantes mudanças a que nos submetemos diariamente e onde recebemos uma avalanche de informações simultaneamente e somos invocados para não dizer provocados pelas marcas para consumi-las, além das influências diretas que nos permeiam.. A vida é de escolhas.

E fazer essas escolhas na atual realidade mundial, com tantas facilidades, paradoxalmente, não é uma tarefa fácil. Fomenta a indecisão ou a compra exagerada de quem já está perdido.

E aí se vão, dois, três produtos iguais, com nuances diferentes, que muitas vezes o vendedor orienta: leve tudo!

São muitas opções, muitas facilidades, valores agregados.. E se a pessoa não tem clara noção de onde quer chegar, como quer ser percebida, qualquer compra é válida!

E muitos acabam seguindo pelo caminho de se vestirem de tendências, o que está sendo usado, quando esquecem que as tendências são retiradas dos street styles! Hoje é assim. As pessoas é quem lançam moda, e para lançarem moda elas são antes de tudo, pessoas, com vidas dentro daquela roupa.

Quando escolhemos algo, dizem, renunciamos todo o resto. É isso mesmo. Pelo menos momentaneamente, quando nos privamos de termos algo com mais qualidade e optamos por algo com menos atributos em função da acessibilidade.

Ou quando nos privamos de termos muitas escolhas acessíveis para termos apenas uma, digna de sonhos bem pessoais. Isso pode se tornar um hábito. E quando se vê, o que construímos são aquelas escolhas (nossas), acessíveis ou sonhadas. E cada uma carrega o seu preço, de durar pouco ou muito, de sentimento de conquista ou de catarse.

Mas as duas transmitem valores.

Escolher é ser, portanto. O que acontece na maioria das vezes de forma inconsciente por grande parte das pessoas. Melhor é ser para escolher, e não se basear apenas na moda, nas tendências, no que aquela pessoa que você admira está usando!

O processo inverso existe, ‘ter para ser’, porém ele é falso! Quem se baseia nesse princípio de ter para ser, uma hora, em algum aspecto não sustenta o que se “é”. Interessante de se ver é quando os próprios valores são ou estão nessa direção, de ser ao invés de ter.

Se escolho, logo sou, mesmo que de forma verdadeira ou imitando alguém. A pasta de dente que levo para casa é quem eu sou. A comida que coloco na minha geladeira, é quem eu sou. O processo de escolha diz muito sobre nós.

Ter claro se busco prazer instantâneo ou de longo prazo nas minhas escolhas de consumo, além de dizer sobre mim, me ajuda a ajustar algum comportamento ‘fora do eixo’.

Se compreendo quem sou, logo faço escolhas mais de acordo com os objetivos desse ser.

A necessidade de comprarmos em uma assiduidade incomum ou em quantidades incomuns, na verdade não temos. É preciso compreender, a serviço de que, esse comportamento está, se a serviço da ansiedade, de falta de atenção, energia mal direcionada, enfim.

A realidade é que precisamos de pouco para vivermos, porém, temos objetivos e isso pode ser um norte.

Escolher, mediante o desejo apenas, é receita para viver sem foco e arcar com as consequências que, a saber, quais serão.

E se faço mais escolhas de acordo com a prerrogativa de ser, logo dissipo valores menos baseados em aflições, dívidas, ansiedade, culpa ou consumismo supérfluo.

E você, se conhece bem para ir às compras?

Publicado originalmente em http://www.alinecardosoimagem.com.br/o-autoconhecimento-e-o-consumo/


Fonte: Artigos Administradores / O autoconhecimento e o consumo

Os comentários estão fechados.